Política
Redação do Gterra, 01/05/2011 às 09h16minDesvios na AL também usavam contratos de serviço
Ex-integrante da Comissão de Licitações da AL está sob suspeita de contratar empresas de parentes
Edição Gterra
Muito além de fraudes na folha de pessoal, investigação mostra que esquema usava empresas de parentes de uma integrante da Comissão de Licitação.
As fraudes na folha de pessoal da Assembleia Legislativa do Pará não eram as únicas formas usadas para desviar dinheiro da casa. Documentos apreendidos durante ação do Ministério Público Estadual e da Delegacia de Investigações e Operações Especiais (Dioe) revelam que contratos com prestadores de serviço também eram usados como escoadouro do dinheiro público.
O promotor Nelson Medrado diz que embora a prioridade seja a investigação de servidores fantasmas e uso de gratificações fictícias para engordar remunerações, o MPE será obrigado a investigar também a relação da AL com empresas ligadas a servidores da casa.
Um dos casos investigados é da ex-servidora Daura Irene Xavier Hage, que fazia parte da Comissão de Licitações da AL (responsável pelos processos de contratação de obras e serviço). Daura Hage é suspeita de ter contratado serviços de pelo menos seis empresas ligadas a familiares seus. Em dois anos (2005 e 2006, na gestão do hoje senador Mário Couto como presidente da AL), essas empresas fecharam com a Assembleia Legislativa contratos que somaram R$ 8 milhões.
Notas fiscais apreendidas durante busca e apreensão no último dia 19 revelaram ainda que a maioria dos contratos fechados pelas empresas do grupo era em valores próximos a R$ 79 mil. A suspeita é de que esse valor era usado como forma de fugir do processo de licitação do tipo tomada de preço, muito mais rigoroso. Compras e serviços até o valor de R$ 80 mil poderiam ser contratados pela modalidade carta-convite em que são analisadas propostas de três fornecedores

Muito além de fraudes na folha de pessoal, investigação mostra que esquema usava empresas de parentes de uma integrante da Comissão de Licitação.
As fraudes na folha de pessoal da Assembleia Legislativa do Pará não eram as únicas formas usadas para desviar dinheiro da casa. Documentos apreendidos durante ação do Ministério Público Estadual e da Delegacia de Investigações e Operações Especiais (Dioe) revelam que contratos com prestadores de serviço também eram usados como escoadouro do dinheiro público.
O promotor Nelson Medrado diz que embora a prioridade seja a investigação de servidores fantasmas e uso de gratificações fictícias para engordar remunerações, o MPE será obrigado a investigar também a relação da AL com empresas ligadas a servidores da casa.
Um dos casos investigados é da ex-servidora Daura Irene Xavier Hage, que fazia parte da Comissão de Licitações da AL (responsável pelos processos de contratação de obras e serviço). Daura Hage é suspeita de ter contratado serviços de pelo menos seis empresas ligadas a familiares seus. Em dois anos (2005 e 2006, na gestão do hoje senador Mário Couto como presidente da AL), essas empresas fecharam com a Assembleia Legislativa contratos que somaram R$ 8 milhões.
Notas fiscais apreendidas durante busca e apreensão no último dia 19 revelaram ainda que a maioria dos contratos fechados pelas empresas do grupo era em valores próximos a R$ 79 mil. A suspeita é de que esse valor era usado como forma de fugir do processo de licitação do tipo tomada de preço, muito mais rigoroso. Compras e serviços até o valor de R$ 80 mil poderiam ser contratados pela modalidade carta-convite em que são analisadas propostas de três fornecedores

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