Ex- assessores de Jackson Lago são indiciados pela policia, mas se defendem - Política - Gterra

Política

Redação do Gterra, 28/07/2009 às 07h18min

Ex- assessores de Jackson Lago são indiciados pela policia, mas se defendem

Aderson nega todas as acusações e diz não reconhecer legitimidade na Comissão de Investigação de Crimes

Edição Gterra



Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, (SSP), o ex-chefe da Casa Civil do Governo Jackson Lago, Aderson Lago, o ex-secretário estadual de Esporte e Juventude Weverton Rocha Marques de Sousa, e ex-funcionário da referida Secretaria, Arinaldo Rodrigues Moreira, vulgo “Ari” foram indiciados ontem, na Comissão de Investigação de Crime contra o Erário Estadual, na Secretaria de Estado da Segurança Pública, pelos crimes de peculato, artigo 312, § 1, e formação de quadrilha como reza o artigo 288 do Código Penal Brasileiro pela subtração de 656 ( seiscentos e cinqüenta e seis) colchões pertencentes à Defesa Civil, ou seja, ao patrimônio público..

Ainda pelo envolvimento na subtração dos colchões, o ex-vereador, Renato Dionísio de Oliveira, também foi indiciado pelo crime de receptação como assegura o artigo 180, § 6o, e pela formação de quadrilha baseado no artigo 288, ambos do Código Penal Brasileiro ( CPB). Os 656 colchões integravam os kits de ajuda humanitária doados pela Defesa Civil Nacional ao Estado do Maranhão, os quais seriam entregues às famílias vitimas das enchentes ocorridas na capital e no interior do Estado.

A saga da doação dos colchões iniciou em setembro de 2008, quando o Ministério da Integração Nacional, através da Defesa Civil Nacional, doou ao Governo do Estado do Maranhão cerca de 75.000 (setenta e cinco mil) itens que formavam kits de ajuda humanitária para ajuda aos carentes das enchentes no Maranhão. Como os kits de ajuda humanitária chegaram após o período das chuvas, foram armazenados em um depósito da CONAB, situado no Porto do Itaqui, sendo distribuídos apenas nas enchentes de 2009.

Colchões para evento

Em dezembro de 2008 o então chefe da Casa Civil, Aderson Lago ordenou ao Tenente-Coronel QOCBM Célio Roberto Pinto de Araújo que repasse 1080 (um mil e oitenta) colchões com a logomarca “DEFESA CIVIL NACIONAL”, os quais faziam parte dos kits de ajuda humanitária referidos, ao ex-secretário de Esporte e Juventude Weverton Rocha Marques de Sousa, para a realização de um evento político partidária que ocorreria no Casino.

Weverton Rocha transferiu a incumbência ao funcionário Arinaldo Rodrigues Moreira, o Ari ,para que fizesse o transporte Após o evento, os colchões foram levados para um depósito de propriedade do ex-vereador, Renato Dionísio de Oliveira, situado no bairro Cruzeiro do Anil. . De acordo com as informações contidas nos autos, a Defesa Civil não sabe o paradeiro dos 656 (seiscentos e cinqüenta e seis) subtraídos.

Os indiciados Renato Dionísio de Oliveira admitiu parcialmente os fatos a ele atribuídos, enquanto que o Arinaldo Moreira, o “Ari” reservou-se ao direito de manifestar-se somente na esfera judicial. Já o indiciado Weverton Sousa negou tudo, inclusive afirmando que sequer tinha conhecimento que esses colchões tinham sido levados para o Casino Maranhense. E, Aderson Lago, quando interrogado, fez uso do direito constitucional de permanecer em silêncio; porém pediu juntada de declaração onde sequer trata acerca dos fatos a ele imputados, dizendo apenas, em resumo, que essa investigação tem natureza política.



SÃO LUÍS - O ex-deputado estadual e ex-chefe da Casa Civil Aderson Lago disse a O IMPARCIAL ONLINE que seu indiciamento não passou de perseguição e vingança política.

Aderson nega todas as acusações e diz não reconhecer legitimidade na Comissão de Investigação de Crimes Contra o Erário Estadual que ele chama de ditatorial. Aderson também afirmou que o relatório final que o indiciou foi enviado de um computador da Secretaria de Segurança para o Blog do Décio Sá e afirma ter as devidas comprovações.

Ele também destaca a rapidez na conclusão do relatório final.“O inquérito teve inicio em 25 de julho, porém, dois dias antes, o secretário de segurança afirmava que eu seria indiciado. Como ele poderia saber se ainda não havia inquérito algum?” ressaltou Aderson Lago que também comparou a Comissão a uma vendetta (vingança em italiano).

Aderson de Carvalho Lago Filho, 49 anos, enquanto parlamentar fez varias denuncias contra o grupo Sarney, dentre elas, certa vez pediu em programa televisivo que Roseana Sarney percorresse os 120 quilômetros que separam Paulo Ramos a Arame e que depois falasse se ali existia uma estrada pavimentada.

Aderson também alertou para os R$ 53 milhões que foram gastos no projeto Salangô, destinado à irrigação em São Mateus (a 200 km de São Luís), onde vários hectares tinham graves problemas.

Aderson cobrou que a Fundação José Sarney devolvesse o Convento das Mercês ao Patrimônio do Estado do Maranhão. Em 2006, candidatou-se ao governo do estado pelo PSDB e obteve 93.651 votos.





Fonte: O Imparcial online

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