Política
Redação do Gterra, 16/01/2012 às 11h25minLivro : "A Vida quer é Coragem" imprime a saga de Dilma
Lançamento conta história da primeira presidente brasileira – da resistência à vitória nas urnas
Dilma Rousseff tem uma história de vida tão rica e cheia de adversidades quanto o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. Muito por essa razão, e em grande parte pelo talento do autor, Ricardo Batista Amaral, o livro “A vida quer é coragem – A trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil” é também um relato precioso da trajetória da atual chefe da nação.
Da infância na classe média em Belo Horizonte em sua bicicletinha amarela à adolescência de militante em movimentos de esquerda nos anos 1960, das masmorras do regime militar, onde foi torturada durante 22 dias consecutivos, aos suntuosos salões dos palácios governamentais, toda a vida da segunda filha do imigrante búlgaro Pétar Russév é retratada com maestria pelo autor, que, por vários momentos, deixa transparecer uma ponta de admiração pessoal pela mulher que comanda os destinos do país.
O pai de Dilma, que teria chegado ao Brasil fugindo da perseguição no país natal e adotado por aqui o nome abrasileirado Pedro Rousseff, foi o mentor político de “Dilminha”, como era chamada devido ao nome da mãe, Dilma Jane, professora nascida em Nova Friburgo (RJ) e criada no interior mineiro. Foi Pedro quem, no fim dos anos 1950, desafiou a filha, então com 12 anos de idade, a ler “Germinal”, de Émile Zola, uma espécie de bíblia para principiantes em política, em troca de outros dois livros, estes sim de temática infanto-juvenil. Dilma não só aceitou o desafio como dali em diante tornou-se uma devoradora de obras de cunho político, o que resultaria em seu envolvimento na resistência à ditadura, escondida sob os codinomes Estela, Vanda e Luiza.
Todos os fatos que transformaram a jovem guerrilheira em uma estadista sessentona, e curiosamente novata, são narrados por quem observou de perto os últimos 25 anos da história brasileira como repórter político. Com um olho no presente e outro no passado, Amaral aborda os dois casamentos, o começo da carreira política no Rio Grande do Sul, a amizade com Leonel Brizola, a vitória sobre o câncer e, de certa forma, explica a metamorfose da subversiva que admirava os vietcongues (“aquele povo baixinho, magrinho, que estava derrotando o nosso irmão do Norte”) e, décadas depois, como presidente, posaria sorridente para fotos com Barack Obama, líder dos outrora “imperialistas ianques”. Discípula de Lula, Dilma parece ter entendido de verdade o sentido da palavra “política”.

Da infância na classe média em Belo Horizonte em sua bicicletinha amarela à adolescência de militante em movimentos de esquerda nos anos 1960, das masmorras do regime militar, onde foi torturada durante 22 dias consecutivos, aos suntuosos salões dos palácios governamentais, toda a vida da segunda filha do imigrante búlgaro Pétar Russév é retratada com maestria pelo autor, que, por vários momentos, deixa transparecer uma ponta de admiração pessoal pela mulher que comanda os destinos do país.
O pai de Dilma, que teria chegado ao Brasil fugindo da perseguição no país natal e adotado por aqui o nome abrasileirado Pedro Rousseff, foi o mentor político de “Dilminha”, como era chamada devido ao nome da mãe, Dilma Jane, professora nascida em Nova Friburgo (RJ) e criada no interior mineiro. Foi Pedro quem, no fim dos anos 1950, desafiou a filha, então com 12 anos de idade, a ler “Germinal”, de Émile Zola, uma espécie de bíblia para principiantes em política, em troca de outros dois livros, estes sim de temática infanto-juvenil. Dilma não só aceitou o desafio como dali em diante tornou-se uma devoradora de obras de cunho político, o que resultaria em seu envolvimento na resistência à ditadura, escondida sob os codinomes Estela, Vanda e Luiza.
Todos os fatos que transformaram a jovem guerrilheira em uma estadista sessentona, e curiosamente novata, são narrados por quem observou de perto os últimos 25 anos da história brasileira como repórter político. Com um olho no presente e outro no passado, Amaral aborda os dois casamentos, o começo da carreira política no Rio Grande do Sul, a amizade com Leonel Brizola, a vitória sobre o câncer e, de certa forma, explica a metamorfose da subversiva que admirava os vietcongues (“aquele povo baixinho, magrinho, que estava derrotando o nosso irmão do Norte”) e, décadas depois, como presidente, posaria sorridente para fotos com Barack Obama, líder dos outrora “imperialistas ianques”. Discípula de Lula, Dilma parece ter entendido de verdade o sentido da palavra “política”.

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