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Blog do Jersan
Redação do Gterra, 12/07/2010 às 15h33minDuas grandes mulheres
Há de se louvar a coragem da juíza Oriana Gomes e da promotora Lítia Cavalcante que trabalharam com responsabilidade e muita determinação no episódio que envolveu o empresário Alessandro Martins. Hoje essas duas mulheres de fibra estão ameaçadas de responderem junto à Corregedoria da Procuradoria de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público (a promotora) e a juíza, na Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão e Conselho Nacional de Justiça. Teriam tido elas “conduta inadequada”: é a alegação.
As críticas ao Poder Judiciário, atribuídas a juiz Oriana e à promotora Lítia, são consideradas “café pequeno” comparadas às denúncias feitas no plenário do TJ, recentemente, pelo desembargador Bayma de Araujo acusando membros da magistratura de “vender sentenças”. Em outras oportunidades desembargadores trocaram ofensas, também naquele recinto e tudo acabou com um simples pedido de desculpas seguido de um aperto de mãos.
No Tribunal Superior Eleitoral, quando do julgamento do processo espúrio que levou à cassação o governador Jackson Lago (a imprensa divulgou) o ex-ministro Rezek do STF que funcionou na defesa do então chefe do Poder Executivo Maranhense, não titubeou ao afirmar que os ministros do TSE fizeram um “julgamento político” o que na verdade não poderia ser esse o caminho a ser trilhado por um tribunal superior.
A voz das ruas é favorável à juíza e à promotora, cujo trabalho corajoso, competente e determinado culminou com a prisão de um empresário que, como tantos outros – infelizmente ainda em liberdade por força de habeas-corpus preventivo – foi autor de atos fraudulentos, crimes de formação de quadrilha e vários outros provocando prejuízos ao erário e à sociedade em geral.
“Navegar é preciso” assim como respeitar o contraditório faz bem à democracia. Se a juíza Oriana Gomes e a promotora Lítia Cavalcante assumiram posições contundentes contra alguns setores do Poder Judiciário e do Ministério Público, está na hora dos ofendidos, também, reverem o comportamento que adotam no exercício da judicatura. Aliás, aproveito para indicar aos que não leram o brilhante artigo da lavra do desembargador José Luís Oliveira de Almeida, sob o título “Mistérios da Toga”- publicado na edição do dia 27 de junho passado no JP - que o façam já. São grandes lições de humildade e de respeito à democracia.
CAMPANHA NAS RUAS
O candidato Jackson Lago (PDT), juntamente com os líderes e militância do PSDB e do PTC vai colocar a campanha nas ruas ainda esta semana. Nos últimos dias ele manteve importantes contatos com lideranças políticas do interior e da capital, comprometidas com as causas da população maranhense, dispostas a levar de volta ao Palácio dos Leões o governador eleito pelo povo e apeado do poder por quatro ministros do TSE. A hora é de reflexão e de ação!
COOPTAÇÃO?
Não é mais segredo para a Nação a desesperada “caminhada” de alguns setores do governo na tentativa de cooptarem prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças, na busca de apoio a candidatura de Roseana Sarney, capitaneados pela própria, que só apareceria na hora do acerto final. Mas, apesar dessa “força toda”, sabe-se aqui na planície que ela morre de medo quando alguém, na conversa, lembra que há grandes possibilidades da eleição ser definida só no segundo turno. Ela mesma já teria chegado à conclusão que não ganhando no primeiro turno, adeus!... Não há dúvida de que no segundo turno as oposições marcharão unidas, em uma grande frente democrática para derrotar a oligarquia, cansada, desgastada e desbotada pelo tempo...
PRESSÃO AO MPE?
Difícil afirmar que o Ministério Público Eleitoral está sob pressão de grupos políticos contrários à candidatura do ex-governador Jackson Lago para impugná-la. Mas, pelo que se tem lido em alguns jornais, a intenção do grupo dominante é atribuir a ele (Ministério Público) a responsabilidade da ação para se eximir dos efeitos da revolta da população que não aceitaria mais esse golpe contra democracia.
O Maranhão sabe que Jackson foi vítima de um processo espúrio e que o julgamento do TSE teve caráter político. Hoje, a governadora Roseana Sarney declara-se disposta a não impugnar o ex-governador, mas a imprensa dominada pela família Sarney fica a insinuar que cabe ao Ministério Público Eleitoral fazê-lo.
Ao analisar esses fatos, o secretário geral do PDT, Cândido Lima, disse que “seria inaceitável admitir quaisquer ações nas esferas do Poder Judiciário e do Ministério Público com o odor da política do revanchismo e do ódio”. Acrescentando, afirmou que “não vislumbra a possibilidade do Ministério Público Eleitoral se deixar influenciar por pressões ou insinuações”.
A coligação “O Povo é Maior” acredita e confia na vitória de Jackson Lago e está disposta a enfrentar os obstáculos que por ventura surgirem, com firmeza e determinação. (nota reproduzida a pedidos)
