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Redação do Gterra, 08/12/2009 às 12h32minAgricultores perderam a safra e estão devendo aos bancos
Ao ver o que as águas fizeram com a sua extensa plantação de milho e mandioca ela começou a chorar até retornar triste para sua casa
Foto: DP
As plantações ficaram completamente destruídas com o rompimento da barragem em Cocal
Poucos meses após perderem praticamente todos os bens com o rompimento da barragem de Algodões, os agricultores do município Cocal não imaginam que a situação poderia ficar pior do que já estava, mas hoje, quase 100% deles estão com "as mãos na cabeça". As lavouras se perderam quase que por completo e, para piorar a situação, eles estão com débitos junto as instituições financeiras e não sabem como sanar estas dívidas. As instituições financeiras não estão ajudando com a concessão de novos prazos e a saída que muitos estão dispostos é acampar na porta dos bancos para pedir o perdão da dívida.
A idéia é defendida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cocal que inclusive pensa numa solução mais radical, a da invasão dos bancos até que a situação seja resolvida. Segundo José Maria Siqueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o que as águas da barragem não levaram com o seu rompimento em maio, foi destruído pelo excesso de chuvas que caiu no município neste ano.
Com praticamente toda a sua produção de subsistência, o agricultor de Cocal perdeu cerca de 90% da plantação de mandioca, 80% da produção de feijão, e outros 80% da plantação de arroz, sem falar que 50% da safra de caju e castanha também foram por água abaixo por causa da grande quantidade de chuvas.
O sindicalista confessa que muitos agricultores que ainda não arranjaram condições de pagar a dívida anterior estão se endividando mais com novos empréstimos. "Essas pessoas necessitam deste dinheiro para poder tentar sair do buraco", diz ele, argumentando que os bancos já não estão querendo liberar os recursos temendo o calote, mas "na base da pressão, estamos conseguindo", afirma José Maria Cerqueira.
São mais de 1.800 trabalhadores que estão nesta situação de penúria, devendo o banco e diariamente enchem a sede do sindicato em busca de solução. O Governo do Estado, que é responsabilizado pela maior parte dos prejuízos, até hoje nada resolveu.
As esperanças de que o Governo assuma os prejuízos são cada vez mais escassas entre os lavradores e o argumento é um só: se as casas prometidas para compensar a que foram perdidas, nunca foram entregues, imagine recursos para a plantação ou mesmo o perdão da dívida junto aos bancos.
Sem perspectivas, muitos agricultores vêem há cada dia o desespero tomar conta deles. Nos últimos meses, muitos caíram em depressão e alguns até morreram. A população do município fala abertamente sobre o caso.
Não é para menos: as famílias que tiveram as suas casas destruídas pelas forças do "tsunami", quando voltaram viram tudo destruído, principalmente as roças. A reportagem do Diário do povo acompanhou uma comerciante que mora no povoado Santa Rita, em Buriti dos Lopes.
Ao ver o que as águas fizeram com a sua extensa plantação de milho e mandioca ela começou a chorar até retornar triste para sua casa. "É a primeira vez cheguei até aqui após o rompimento da barragem e nunca imaginei que a situação estava desta maneira", disse ela, três dias após o rompimento.

As plantações ficaram completamente destruídas com o rompimento da barragem em Cocal
Poucos meses após perderem praticamente todos os bens com o rompimento da barragem de Algodões, os agricultores do município Cocal não imaginam que a situação poderia ficar pior do que já estava, mas hoje, quase 100% deles estão com "as mãos na cabeça". As lavouras se perderam quase que por completo e, para piorar a situação, eles estão com débitos junto as instituições financeiras e não sabem como sanar estas dívidas. As instituições financeiras não estão ajudando com a concessão de novos prazos e a saída que muitos estão dispostos é acampar na porta dos bancos para pedir o perdão da dívida.
A idéia é defendida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cocal que inclusive pensa numa solução mais radical, a da invasão dos bancos até que a situação seja resolvida. Segundo José Maria Siqueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o que as águas da barragem não levaram com o seu rompimento em maio, foi destruído pelo excesso de chuvas que caiu no município neste ano.
Com praticamente toda a sua produção de subsistência, o agricultor de Cocal perdeu cerca de 90% da plantação de mandioca, 80% da produção de feijão, e outros 80% da plantação de arroz, sem falar que 50% da safra de caju e castanha também foram por água abaixo por causa da grande quantidade de chuvas.
O sindicalista confessa que muitos agricultores que ainda não arranjaram condições de pagar a dívida anterior estão se endividando mais com novos empréstimos. "Essas pessoas necessitam deste dinheiro para poder tentar sair do buraco", diz ele, argumentando que os bancos já não estão querendo liberar os recursos temendo o calote, mas "na base da pressão, estamos conseguindo", afirma José Maria Cerqueira.
São mais de 1.800 trabalhadores que estão nesta situação de penúria, devendo o banco e diariamente enchem a sede do sindicato em busca de solução. O Governo do Estado, que é responsabilizado pela maior parte dos prejuízos, até hoje nada resolveu.
As esperanças de que o Governo assuma os prejuízos são cada vez mais escassas entre os lavradores e o argumento é um só: se as casas prometidas para compensar a que foram perdidas, nunca foram entregues, imagine recursos para a plantação ou mesmo o perdão da dívida junto aos bancos.
Sem perspectivas, muitos agricultores vêem há cada dia o desespero tomar conta deles. Nos últimos meses, muitos caíram em depressão e alguns até morreram. A população do município fala abertamente sobre o caso.
Não é para menos: as famílias que tiveram as suas casas destruídas pelas forças do "tsunami", quando voltaram viram tudo destruído, principalmente as roças. A reportagem do Diário do povo acompanhou uma comerciante que mora no povoado Santa Rita, em Buriti dos Lopes.
Ao ver o que as águas fizeram com a sua extensa plantação de milho e mandioca ela começou a chorar até retornar triste para sua casa. "É a primeira vez cheguei até aqui após o rompimento da barragem e nunca imaginei que a situação estava desta maneira", disse ela, três dias após o rompimento.

Fonte: DP