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Redação do Gterra, 11/03/2010 às 10h33minAudiência pública discute implantação de hidrelétricas no Piauí
12 audiências ocorridas no Maranhão e Piauí, coordenadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Edição: Gterra
Os impactos ambientais da construção de cinco hidrelétricas ao longo do leito do rio Parnaíba foram debatidos durante audiência pública, na tarde desta quarta-feira (10), na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi). Esta é a última de uma série de 12 audiências ocorridas no Maranhão e Piauí, coordenadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Estiveram presentes representantes do Ministério Público, Governo do Estado, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), sociedade civil organizada e população das localidades afetadas pelas hidrelétricas. A próxima etapa, após a emissão ou não da licença prévia do Ibama, será o leilão feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para determinar quais empresas serão responsáveis pelas obras.
Segundo o diretor de Engenharia e Construção da Chesf, José Ailton de Lima, as cinco hidrelétricas irão gerar 430 mega wats de energia, duas vezes mais do que a barragem de Boa Esperança produz hoje. Os estudos ambientais prevêem a construção das usinas de Castelhano (65,4 MW), Estreito (56 MW), Cachoeira (63 MW), Uruçuí (134 MW) e Ribeiro Gonçalves (113 MW), afetando 17 municípios.
O diretor da Chesf destacou que a preocupação das populações atingidas é salutar, mas garantiu que elas não serão expulsas da terra, mas realocadas e devidamente indenizadas. “Serão apresentados programas ambientais que vão garantir sustentabilidade a essas famílias. Será inclusive uma oportunidade destas pessoas mudarem de vida, para melhor, claro”, disse.
Para o secretário Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Dalton Macambira, esse processo representa a luta do Governo do Estado para conseguir recursos para a construção das hidrelétricas, recomendadas inclusive, pelo protocolo de Kyoto por ser considerada energia limpa. “Estamos pensando no crescimento do Piauí a longo prazo, porque o Estado não produz toda energia de que precisa”, explicou.

Fonte: Ccom