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Redação do Gterra, 15/03/2010 às 07h53minLixo eletrônico já é uma ameaça em Teresina
Não existe um local definido para depositar o lixo
Foto: Divulgação
O lixo eletrônico que é produzido em Teresina não possui local apropriado para ser jogado
Edição Gterra
O consumo de equipamentos eletrônicos pelo homem moderno cresce a cada lançamento de produtos com mais requintes tecnológicos. Mas o que fazer com aquele computador, televisão, impressora, secretária eletrônica ou aparelho celular que não serve mais?
Teresina não possui um local adequado para o destino final deste lixo e nem mesmo um serviço de coleta seletiva específica para este tipo de produto. A capital também não possui um serviço para o tratamento destes materiais, que produzem restos tóxicos muito nocivos à saúde de todos.
Onde colocá-los, de quem é a responsabilidade de coletá-los são algumas das dúvidas que pairam sobre os quem têm este tipo de lixo em casa. Um dado é preocupante. Relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) revelou que o Brasil é o país emergente que produz o maior volume de lixo eletrônico por habitante.
Este ano, a expectativa da indústria é de vender 14 milhões de computadores e 68 milhões de celulares. Ou seja: vem muito mais lixo por aí.
De acordo como engenheiro Marcilio Andrade, da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul, órgão responsável pela coleta de lixo de Teresina, o governo municipal não trata este tipo de lixo de forma diferenciada e não existe local apropriado. Ele diz que a responsabilidade de recolher o lixo eletrônico produzido pela população é dos representantes de empresas locados na capital.
"O recomendável é a pessoa levar o aparelho até a representante da marca do equipamento. No caso de celulares o ideal é o consumidor levá-lo até a operadora que vendeu a mercadoria porque eles já fazem campanhas e instigam o consumidor a devolver bateria e carcaças de telefones celulares que são direcionados a empresas e cooperativas que se dedicam a fazer reciclagem deste material", explicou o engenheiro Marcílio Andrade.
Sobre o destino de outros lixos tecnológicos, como televisão, aparelhos de som e computadores, Marcilio mencionou que não há local certo para eles. "Não separamos estes produtos e não existe coleta ou programa direcionado a eles", explicou.
Associação recicla e desenvolve projetos
Entretanto, a consciência ambiental vem despertando a população para esta questão. É o caso da Associação Piauiense de Hip Hop, que trabalha com crianças e jovens em idade de risco. A entidade recicla computadores e impressoras velhos que são doadas por bancos, faculdades e por pessoas que conhecem as atividades da associação, que atua no Piauí desde 2003 e já atendeu mais de mil pessoas por meio de oficinas de reciclagem ou através da criação de Tele Centros educacionais equipados com computadores montados por reciclagem.
"De cada três a quatro máquinas doadas dá para fazer um novo aparelho. É feita toda a desmontagem das máquinas onde as peças são separadas uma das outras, além de darmos uma nova roupagem a estrutura física das máquinas com grafitagem", disse Gil BV, membro da Associação Piauiense de Hip Hop.
Ele mencionou que as atividades de reciclagem, a princípio, vinham sendo desenvolvidas no espaço do Hip Hop, localizado no Parque Piauí, mas como as instalações estavam com infiltrações e os equipamentos eletrônicos precisam de acondicionamento adequado, um novo espaço foi cedido pela prefeitura municipal de Teresina com apoio do governo do Estado.
É o espaço cultural Mandu Ladino, antigo Vagão, localizado na avenida Marechal Castelo Branco, que passou a funcionar em janeiro desde ano. Depois de 15 anos abandonado, o vagão foi reformado e equipado para oferecer oficinas de reciclagem de lixo eletrônico à população carente da capital.
"Este espaço vai dar oportunidade para que crianças e jovens em situação de risco, que residem na Vila Ferroviária e Vila Poti tenham a chance de realizar atividades educativas e sair da ociosidade. Mas qualquer pessoa independente da área que mora e estiver interessado nas oficinas pode se integrar ao grupo", relatou Gil BV.
Ele afirma que de 2003 a 2010, 65 Tele Centros foram criados com computadores montados para reciclagem de equipamentos velhos em Teresina e no interior do Estado.
As atividades no Espaço Mandu Ladino estão previstas para terem inicio no mês de abril e as inscrições aos interessados começam no dia 25 deste mês.

O lixo eletrônico que é produzido em Teresina não possui local apropriado para ser jogado
Edição Gterra
O consumo de equipamentos eletrônicos pelo homem moderno cresce a cada lançamento de produtos com mais requintes tecnológicos. Mas o que fazer com aquele computador, televisão, impressora, secretária eletrônica ou aparelho celular que não serve mais?
Teresina não possui um local adequado para o destino final deste lixo e nem mesmo um serviço de coleta seletiva específica para este tipo de produto. A capital também não possui um serviço para o tratamento destes materiais, que produzem restos tóxicos muito nocivos à saúde de todos.
Onde colocá-los, de quem é a responsabilidade de coletá-los são algumas das dúvidas que pairam sobre os quem têm este tipo de lixo em casa. Um dado é preocupante. Relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) revelou que o Brasil é o país emergente que produz o maior volume de lixo eletrônico por habitante.
Este ano, a expectativa da indústria é de vender 14 milhões de computadores e 68 milhões de celulares. Ou seja: vem muito mais lixo por aí.
De acordo como engenheiro Marcilio Andrade, da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul, órgão responsável pela coleta de lixo de Teresina, o governo municipal não trata este tipo de lixo de forma diferenciada e não existe local apropriado. Ele diz que a responsabilidade de recolher o lixo eletrônico produzido pela população é dos representantes de empresas locados na capital.
"O recomendável é a pessoa levar o aparelho até a representante da marca do equipamento. No caso de celulares o ideal é o consumidor levá-lo até a operadora que vendeu a mercadoria porque eles já fazem campanhas e instigam o consumidor a devolver bateria e carcaças de telefones celulares que são direcionados a empresas e cooperativas que se dedicam a fazer reciclagem deste material", explicou o engenheiro Marcílio Andrade.
Sobre o destino de outros lixos tecnológicos, como televisão, aparelhos de som e computadores, Marcilio mencionou que não há local certo para eles. "Não separamos estes produtos e não existe coleta ou programa direcionado a eles", explicou.
Associação recicla e desenvolve projetos
Entretanto, a consciência ambiental vem despertando a população para esta questão. É o caso da Associação Piauiense de Hip Hop, que trabalha com crianças e jovens em idade de risco. A entidade recicla computadores e impressoras velhos que são doadas por bancos, faculdades e por pessoas que conhecem as atividades da associação, que atua no Piauí desde 2003 e já atendeu mais de mil pessoas por meio de oficinas de reciclagem ou através da criação de Tele Centros educacionais equipados com computadores montados por reciclagem.
"De cada três a quatro máquinas doadas dá para fazer um novo aparelho. É feita toda a desmontagem das máquinas onde as peças são separadas uma das outras, além de darmos uma nova roupagem a estrutura física das máquinas com grafitagem", disse Gil BV, membro da Associação Piauiense de Hip Hop.
Ele mencionou que as atividades de reciclagem, a princípio, vinham sendo desenvolvidas no espaço do Hip Hop, localizado no Parque Piauí, mas como as instalações estavam com infiltrações e os equipamentos eletrônicos precisam de acondicionamento adequado, um novo espaço foi cedido pela prefeitura municipal de Teresina com apoio do governo do Estado.
É o espaço cultural Mandu Ladino, antigo Vagão, localizado na avenida Marechal Castelo Branco, que passou a funcionar em janeiro desde ano. Depois de 15 anos abandonado, o vagão foi reformado e equipado para oferecer oficinas de reciclagem de lixo eletrônico à população carente da capital.
"Este espaço vai dar oportunidade para que crianças e jovens em situação de risco, que residem na Vila Ferroviária e Vila Poti tenham a chance de realizar atividades educativas e sair da ociosidade. Mas qualquer pessoa independente da área que mora e estiver interessado nas oficinas pode se integrar ao grupo", relatou Gil BV.
Ele afirma que de 2003 a 2010, 65 Tele Centros foram criados com computadores montados para reciclagem de equipamentos velhos em Teresina e no interior do Estado.
As atividades no Espaço Mandu Ladino estão previstas para terem inicio no mês de abril e as inscrições aos interessados começam no dia 25 deste mês.

Fonte: DP