Imprimir
Geral
Redação do Gterra, 10/08/2010 às 20h37minProfessores reclamam salários e ameçam greve
Professores contratados do estado ameaçaram entrar em greve e não retornar às salas de aula, caso os pagamentos dos salários atrasados não sejam pagos
Foto: HONÓRIO MOREIRA/O IMP/D.A PRESS
Insatisfeitos com a situação, os mestres reclamaram dos prazos de pagamento dados pelo governo que nunca teriam sido cumpridos
Edição Gterra
( MA) - Professores contratados do estado ameaçaram entrar em greve e não retornar às salas de aula, caso os pagamentos dos salários atrasados não sejam pagos. A categoria reivindicou durante a tarde desta terça-feira (10) na sede da Secretaria de Desenvolvimento Humano, os três meses de salários atrasados.
Insatisfeitos com a situação, os mestres reclamaram dos prazos de pagamento dados pelo governo que nunca teriam sido cumpridos, enquanto que a superintendente de Administração de Recursos Humanos, Iolanda Ferreira Portela, tentava contornar a fúria dos reivindicantes.
Segundo eles, foram contratados no mês de abril e estão há três meses sem receber os salários no valor de R$ 736 - que seria menos da metade do valor pago aos professores estaduais contratados.
Reclamações
Shefora Costa de Moraes, 37 anos, professora de Inglês, leciona no Centro de Ensino São José Operário e disse que não tinha mais condições de continuar a dar aulas e sustentar a filha de um ano e oito meses.
“Trabalho o mesmo horário que os professores contratados e com a mesma quantidade de aula. Mesmo assim, ganho bem menos. Nunca faltei um dia de aula na escola. Em julho todos os professores contratados tiveram férias de 30 dias, e nós, apenas um recesso de uma semana. É muita injustiça. Fizemos o exame classificatório porque precisamos desse emprego”, reclamou inconformada.
A professora de história Sônia Gonçalves, de 40 anos, carregava consigo várias contas de água, energia e de telefone atrasadas.
“Estou trazendo minhas contas para ver se eles se sensibilizem e resolvam pagar a gente”, afirmou.
Outra situação ainda mais complicada é a dos professores que lecionam no interior do estado e que ainda têm gastos com passagem, hospedagem e transporte.
Júnior Sebastião, de 25 anos, da escola Domingos Vieira Filho, afirmou que o secretario de educação, teria afirmado em uma rádio que os pagamentos tinham sido efetuados e que tudo estava em dia.
Nota
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por intermédio da Superintendência de Administração de Recursos Humanos (Sarh), informou que os professores contratados receberão seus salários até o próximo dia 20, e que a folha de pagamento referente ao mês de julho está pronta, aguardando apenas remanejamento de recurso por parte da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) para ser liberada. A Seduc explicou ainda que, nos meses subseqüentes, os profissionais deverão receber vencimentos até o dia 10 de cada mês.

Insatisfeitos com a situação, os mestres reclamaram dos prazos de pagamento dados pelo governo que nunca teriam sido cumpridos
Edição Gterra
( MA) - Professores contratados do estado ameaçaram entrar em greve e não retornar às salas de aula, caso os pagamentos dos salários atrasados não sejam pagos. A categoria reivindicou durante a tarde desta terça-feira (10) na sede da Secretaria de Desenvolvimento Humano, os três meses de salários atrasados.
Insatisfeitos com a situação, os mestres reclamaram dos prazos de pagamento dados pelo governo que nunca teriam sido cumpridos, enquanto que a superintendente de Administração de Recursos Humanos, Iolanda Ferreira Portela, tentava contornar a fúria dos reivindicantes.
Segundo eles, foram contratados no mês de abril e estão há três meses sem receber os salários no valor de R$ 736 - que seria menos da metade do valor pago aos professores estaduais contratados.
Reclamações
Shefora Costa de Moraes, 37 anos, professora de Inglês, leciona no Centro de Ensino São José Operário e disse que não tinha mais condições de continuar a dar aulas e sustentar a filha de um ano e oito meses.
“Trabalho o mesmo horário que os professores contratados e com a mesma quantidade de aula. Mesmo assim, ganho bem menos. Nunca faltei um dia de aula na escola. Em julho todos os professores contratados tiveram férias de 30 dias, e nós, apenas um recesso de uma semana. É muita injustiça. Fizemos o exame classificatório porque precisamos desse emprego”, reclamou inconformada.
A professora de história Sônia Gonçalves, de 40 anos, carregava consigo várias contas de água, energia e de telefone atrasadas.
“Estou trazendo minhas contas para ver se eles se sensibilizem e resolvam pagar a gente”, afirmou.
Outra situação ainda mais complicada é a dos professores que lecionam no interior do estado e que ainda têm gastos com passagem, hospedagem e transporte.
Júnior Sebastião, de 25 anos, da escola Domingos Vieira Filho, afirmou que o secretario de educação, teria afirmado em uma rádio que os pagamentos tinham sido efetuados e que tudo estava em dia.
Nota
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por intermédio da Superintendência de Administração de Recursos Humanos (Sarh), informou que os professores contratados receberão seus salários até o próximo dia 20, e que a folha de pagamento referente ao mês de julho está pronta, aguardando apenas remanejamento de recurso por parte da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) para ser liberada. A Seduc explicou ainda que, nos meses subseqüentes, os profissionais deverão receber vencimentos até o dia 10 de cada mês.

Fonte: Camilla Andrade /O Imparcial