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Geral
Redação do Gterra, 08/09/2010 às 08h06minQuinze mil no desfile militar
Autoridades e o povão se fizeram presentes na desfile de 7 de setembro
Foto: Divulgação
Passagem das tropas militares pela avenida atraem a atenção do público que prestigiou o desfile na manhã de ontem
Edição Gterra
Mais de 15 mil eresinenses compareceram ontem ao desfile de 7 de Setembro. Quem não conseguiu espaço nas arquibancadas montadas na avenida Frei Serafim, com capacidade para 2 mil pessoas, procurou se acomodar da melhor forma no canteiro central da via ou ainda nas calçadas.
A cerimônia oficial foi aberta às 8h30 com o hasteamento das bandeiras, feito pelo governador Wilson Martins e pelo prefeito Elmano Férrer. Em seguida foi aceso o fogo simbólico e declarado aberto o desfile que comemorou os 188 anos da independência do Brasil.
A Fundação Cultural do Piauí abriu o desfile com a Escola de Música de Teresina, que levou 70 componentes para a avenida. Logo em seguida foi a vez da Escola de Dança do Piauí Lenir Argento com uma das mais belas e encantadoras obras do balé o clássico, o "Quebra Nozes".
No total foram seis grupamentos, cada um com representantes de oito instituições. Este ano participaram do desfile alunos de 16 escolas municipais e estaduais.
O destaque foi para a Unidade Escolar Raldir Cavalcante, que obteve a melhor média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009. Na avenida, a escola, que funciona no sistema de tempo integral, mostrou para o público dois projetos mantidos pela instituição: o Projeto Cultura e Ritmos Brasileiros e o Projeto Lendas Populares.
Outra instituição de ensino que mostrou bastante criatividade durante o desfile foi a Unidade Escolar Didácio Silva, que fica localizada no bairro Dirceu Arcoverde. Alunos e professores aproveitaram o ano de eleição e abordaram o voto e a democracia através do tema: "Brasil sem Voto, Brasil sem Futuro", com direito a título eleitoral gigante e até uma urna eletrônica. O tema atrai atenção do público e arrancou muitos aplausos.
Mas não foi só a política que foi abordada na avenida. A preservação do Meio Ambiente foi o outro tema abordado pelas instituições de ensino, bem como a diversidade cultural. O desfile cívico militar foi encerrado com o grupamento dos militares que levou para a avenida homens e mulheres da Polícia Militar do Piauí, Rone (Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais), GATE, Bope, Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, PRF (Polícia Rodoviária Federal). A cavalaria, como é de costuma, fechou o desfile.
Pais levam os filhos para a festa da Independência
Para o autônomo Ricardo Dias Pereira, 40 anos, prestigiar o desfile de 7 de Setembro vai além de uma programação de feriado. "É importante não deixar morrer essa cultura de comemorar datas importantes para o país. Eu participava nos tempos de escola e agora trago os meus filhos para assistir ao desfile. No ano em que não viajo, venho com eles para a avenida", disse Ricardo mostrando os dois filhos, Carla Morgana, 8 anos e André Felipe, 12 anos.
Já a dona de casa, Amparo Lopes Sousa, 35 anos, diz que nem mesmo o fato de ter que pegar dois ônibus para chegar até a avenida faz com que ela deixe de levar os filhos para ver o desfile. "Eu sempre faço um esforço e trago eles. É uma forma de ver na prática o que eles vêm na escola e aqui no desfile dá pra ter uma idéia também do que temos de serviço e as manifestações", disse.
"Eu estou gostando. Tem muita coisa bonita e muita alegria", disse o pequeno Rafael Lopes Sousa, 6 anos. Para quem já está acostumado a ir para a avenida ver o desfile, como é o caso do estudante Gabriel Noleto Lima, 15 anos, arrisca até uma avaliação. "Notei que esse ano o público está bem maior e as pessoas mais empolgadas. Sempre que posso venho e trago meus primos. É uma bonita festa e dá pra exercitar também o nosso patriotismo", diz.
Grito dos Excluídos reúne manifestantes na avenida
Como tradicionalmente acontece na comemorações do 7 de Setembro, manifestantes realizam o Grito dos Excluídos. Enquanto o desfile oficial acontece no sentido leste/centro da avenida Frei Serafim, os manifestantes se aglomeram na via centro/leste.
Alguns políticos também se uniram aos manifestantes, dentre eles, Geraldo Carvalho (PSTU), Romualdo Brazil (PSol) e Nazareno Fonteles (PT). Eles ficaram parte do tempo em frente a Delegacia Regional do Trabalho. Segundo a organização, mais de mil pessoas de diversas entidades religiosas e sociais participam da manifestação. Eles aproveitam também o 7 de Setembro para a votação do plebiscito "Limite de propriedade da Terra".
Carlos Humberto de Campos, coordenador da manifestação, afirma que este ano o evento denuncia a situação da exclusão social em relação a políticas públicas de educação e moradia, mostrando a realidade e as necessidades das populações pobres. Representantes de vários grupos e entidades, como Conlutas, Assembléia Nacional dos Estudantes Livres, CNBB, Cáritas, Pastoral do Migrante e Comissão Pastoral da Terra participaram do ato.

Passagem das tropas militares pela avenida atraem a atenção do público que prestigiou o desfile na manhã de ontem
Edição Gterra
Mais de 15 mil eresinenses compareceram ontem ao desfile de 7 de Setembro. Quem não conseguiu espaço nas arquibancadas montadas na avenida Frei Serafim, com capacidade para 2 mil pessoas, procurou se acomodar da melhor forma no canteiro central da via ou ainda nas calçadas.
A cerimônia oficial foi aberta às 8h30 com o hasteamento das bandeiras, feito pelo governador Wilson Martins e pelo prefeito Elmano Férrer. Em seguida foi aceso o fogo simbólico e declarado aberto o desfile que comemorou os 188 anos da independência do Brasil.
A Fundação Cultural do Piauí abriu o desfile com a Escola de Música de Teresina, que levou 70 componentes para a avenida. Logo em seguida foi a vez da Escola de Dança do Piauí Lenir Argento com uma das mais belas e encantadoras obras do balé o clássico, o "Quebra Nozes".
No total foram seis grupamentos, cada um com representantes de oito instituições. Este ano participaram do desfile alunos de 16 escolas municipais e estaduais.
O destaque foi para a Unidade Escolar Raldir Cavalcante, que obteve a melhor média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009. Na avenida, a escola, que funciona no sistema de tempo integral, mostrou para o público dois projetos mantidos pela instituição: o Projeto Cultura e Ritmos Brasileiros e o Projeto Lendas Populares.
Outra instituição de ensino que mostrou bastante criatividade durante o desfile foi a Unidade Escolar Didácio Silva, que fica localizada no bairro Dirceu Arcoverde. Alunos e professores aproveitaram o ano de eleição e abordaram o voto e a democracia através do tema: "Brasil sem Voto, Brasil sem Futuro", com direito a título eleitoral gigante e até uma urna eletrônica. O tema atrai atenção do público e arrancou muitos aplausos.
Mas não foi só a política que foi abordada na avenida. A preservação do Meio Ambiente foi o outro tema abordado pelas instituições de ensino, bem como a diversidade cultural. O desfile cívico militar foi encerrado com o grupamento dos militares que levou para a avenida homens e mulheres da Polícia Militar do Piauí, Rone (Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais), GATE, Bope, Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, PRF (Polícia Rodoviária Federal). A cavalaria, como é de costuma, fechou o desfile.
Pais levam os filhos para a festa da Independência
Para o autônomo Ricardo Dias Pereira, 40 anos, prestigiar o desfile de 7 de Setembro vai além de uma programação de feriado. "É importante não deixar morrer essa cultura de comemorar datas importantes para o país. Eu participava nos tempos de escola e agora trago os meus filhos para assistir ao desfile. No ano em que não viajo, venho com eles para a avenida", disse Ricardo mostrando os dois filhos, Carla Morgana, 8 anos e André Felipe, 12 anos.
Já a dona de casa, Amparo Lopes Sousa, 35 anos, diz que nem mesmo o fato de ter que pegar dois ônibus para chegar até a avenida faz com que ela deixe de levar os filhos para ver o desfile. "Eu sempre faço um esforço e trago eles. É uma forma de ver na prática o que eles vêm na escola e aqui no desfile dá pra ter uma idéia também do que temos de serviço e as manifestações", disse.
"Eu estou gostando. Tem muita coisa bonita e muita alegria", disse o pequeno Rafael Lopes Sousa, 6 anos. Para quem já está acostumado a ir para a avenida ver o desfile, como é o caso do estudante Gabriel Noleto Lima, 15 anos, arrisca até uma avaliação. "Notei que esse ano o público está bem maior e as pessoas mais empolgadas. Sempre que posso venho e trago meus primos. É uma bonita festa e dá pra exercitar também o nosso patriotismo", diz.
Grito dos Excluídos reúne manifestantes na avenida
Como tradicionalmente acontece na comemorações do 7 de Setembro, manifestantes realizam o Grito dos Excluídos. Enquanto o desfile oficial acontece no sentido leste/centro da avenida Frei Serafim, os manifestantes se aglomeram na via centro/leste.
Alguns políticos também se uniram aos manifestantes, dentre eles, Geraldo Carvalho (PSTU), Romualdo Brazil (PSol) e Nazareno Fonteles (PT). Eles ficaram parte do tempo em frente a Delegacia Regional do Trabalho. Segundo a organização, mais de mil pessoas de diversas entidades religiosas e sociais participam da manifestação. Eles aproveitam também o 7 de Setembro para a votação do plebiscito "Limite de propriedade da Terra".
Carlos Humberto de Campos, coordenador da manifestação, afirma que este ano o evento denuncia a situação da exclusão social em relação a políticas públicas de educação e moradia, mostrando a realidade e as necessidades das populações pobres. Representantes de vários grupos e entidades, como Conlutas, Assembléia Nacional dos Estudantes Livres, CNBB, Cáritas, Pastoral do Migrante e Comissão Pastoral da Terra participaram do ato.

Fonte: Juliana Nogueira / DP