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Justiça
Redação do Gterra, 06/08/2010 às 16h30minNoivo registrado no nascimento como mulher é impedido de se casar
“Eu tirei CPF, identidade, certificado de reservista, o cartão do SUS e ninguém nunca soube que estava errado o documento”, diz Gertrudes, trabalhador rural.
Foto: Foto: Reprodução
Gertrudes, o noivo, ao lado de Sirlei: o casamento terá que esperar por pelo menos seis meses
Edição Gterra
Uberlândia - Mesmo com a data da cerimônia marcada, Gertrudes de Oliveira Borges, de 24 anos, terá que esperar pelo menos mais seis meses para poder se casar. O motivo é porque Gertrudes - apesar do nome e do registro feminino em sua certidão de nascimento - é o noivo do casal. O avô do rapaz não percebeu o erro quando registrou o neto e o problema só foi descoberto quando Gertrudes e Sirlei, sua noiva, foram formalizar os papéis da união no cartório de Uberlândia, em Minas Gerais.
“Eu tirei CPF, identidade, certificado de reservista, o cartão do SUS e ninguém nunca soube que estava errado o documento”, diz Gertrudes, trabalhador rural.
De acordo com a lei brasileira, é preciso recorrer à Justiça para corrigir o engano. E foi o que Gertrudes fez. Ele já passou por exames de sangue e avaliações físicas de dois médicos para provar que é do sexo masculino. Agora, Gertrudes tem que esperar pelo menos seis meses para conseguir um novo documento e finalmente se casar.
“O sonho de todo mundo é se casar um dia, se vestir de noiva, entrar na igreja. Eu acho assim: se já temos uma família formada, já estamos no nosso lar, deveria ser mais fácil”, pede a trabalhadora rural Sirlei Aparecida Dias Borges.
Para evitar casos como o do trabalhador rural Gertrudes, uma lei, em vigor desde 1973, impõe limites na hora de registrar o nome dos filhos.

Gertrudes, o noivo, ao lado de Sirlei: o casamento terá que esperar por pelo menos seis meses
Edição Gterra
Uberlândia - Mesmo com a data da cerimônia marcada, Gertrudes de Oliveira Borges, de 24 anos, terá que esperar pelo menos mais seis meses para poder se casar. O motivo é porque Gertrudes - apesar do nome e do registro feminino em sua certidão de nascimento - é o noivo do casal. O avô do rapaz não percebeu o erro quando registrou o neto e o problema só foi descoberto quando Gertrudes e Sirlei, sua noiva, foram formalizar os papéis da união no cartório de Uberlândia, em Minas Gerais.
“Eu tirei CPF, identidade, certificado de reservista, o cartão do SUS e ninguém nunca soube que estava errado o documento”, diz Gertrudes, trabalhador rural.
De acordo com a lei brasileira, é preciso recorrer à Justiça para corrigir o engano. E foi o que Gertrudes fez. Ele já passou por exames de sangue e avaliações físicas de dois médicos para provar que é do sexo masculino. Agora, Gertrudes tem que esperar pelo menos seis meses para conseguir um novo documento e finalmente se casar.
“O sonho de todo mundo é se casar um dia, se vestir de noiva, entrar na igreja. Eu acho assim: se já temos uma família formada, já estamos no nosso lar, deveria ser mais fácil”, pede a trabalhadora rural Sirlei Aparecida Dias Borges.
Para evitar casos como o do trabalhador rural Gertrudes, uma lei, em vigor desde 1973, impõe limites na hora de registrar o nome dos filhos.

Fonte: O Dia RJ