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Mundo

Redação do Gterra, 05/03/2010 às 07h41min

Forte terremoto atinge a costa do Chile

Tremor na região costeira de Bio-Bio teve magnitude 6,3.

Foto: Reprodução Tremor na região costeira de Bio-Bio teve magnitude 6,3.
Edição: Gterra

Um forte terremoto de magnitude 6,3 atingiu a costa do Chile nesta sexta-feira (5), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA.

O abalo localizou-se a uma profundidade de 35 km, a 40 km da cidade de Concepción e a 440 km da capital, Santiago.

Não há relatos sobre danos e vítimas. Também não houve alerta imediato de tsunami, segundo o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, também americano.



O terremoto é o segundo mais forte dos vários que se seguiram a um grande abalo de magnitude 8,8, ocorrido na madrugada de sábado, 27 de fevereiro, provocando tsunamis e matando pelo menos 802 pessoas em várias regiões do pais


Apesar de esperados, os tremores secundários têm assustado as populações na região da cidade de Concepción e também na capital, Santiago.

Luto
O país decretou três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto, ao mesmo tempo que prosseguem as operações de resgate e ajuda.

Nesta sexta-feira, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que no sábado visitará a região do desastre.

Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas.

A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

Em Concepción (500 km ao sul de Santiago), que ainda está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14 mil soldados nas áreas de desastre.





Fonte: G1