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Municípios
Redação do Gterra, 05/02/2010 às 15h26minPrefeita acusada de troca de voto por emprego
Noé Santos admite que negociou voto por emprego com a prefeita Bia Aroso e assinou cheque para campanha
Foto: Divulgação
Noé Santos (à esq) mostra provas contra prefeita.
Edição Gterra
Aproveitando o ano eleitoral Noé Santos Rodrigues apostou em uma maneira muito comum para sobreviver ao dilúvio do desemprego: apelar aos políticos. Com este intuito, ele conta que embarcou na arca de promessas feita pela então candidata a prefeita de Paço do Lumiar, Bia Aroso (PDT). Noé lembra ter recebido uma ótima proposta da candidata pededista e diz que em troca do voto, receberia um cargo público quando Bia fosse eleita.
Navegando na esperança de abocanhar um bom vencimento dos cofres de Paço do Lumiar, Noé também aceitou a ideia de abrir uma conta bancária no Banco do Brasil, e ceder ainda um cheque, usado para pagar despesas de combustíveis na campanha da prefeita. Passada as eleições, ele teve o emprego garantido na prefeitura sem precisar passar pelo rito legal do concurso público. No entanto, o salário pago e o cargo oferecido auxiliar de serviços gerais não eram bem a “terra prometida” que atendesse as expectativas do humilde eleitor.
O cheque em questão acabou sendo alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra Bia Aroso, acusada de não ter declarado a despesas de campanha pagas com o documento. Em primeira instância, a juíza da Comarca de Paço do Lumiar, Jaqueline Reis Caracas, reconheceu a irregularidade mas ressaltou que o caso não tinha potencialidade de mudar o resultado da eleição, vencida por Bia Aroso com 12.792 votos contra 11.002 votos válidos dados ao segundo colocado, professor Josemar (PSDB).
O Ministério Público recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral( TRE) e em setembro de 2009, em um placar apertado 3 a 2 e a pededista, agora aliada do Palácio dos Leões, escapou da cassação. Mas Noé Santos Rodrigues continuou tendo dores de cabeça com o cheque em branco dado para a prefeita. O valor de R$ 1.560 reais dado como pagamento no posto de combustível foi devolvido por faltas de fundos. O valor é mais de três vezes maior que o salário de auxiliar de serviços gerais recebido por Noé, lotado na Secretaria de Saúde de Paço do Lumiar.
Revoltado ele resolveu denunciar a situação ao vereador Junior Mojó(PSL) e relata dificuldades em conversar novamente com a prefeita que havia lhe prometido coisa melhor caso vencesse as eleições. “Eu queria algo melhorzinho, por causa desta luta toda ai por que estive com ela. Eu trabalhei na campanha e ainda dei um cheque para ajudar a campanha. Toda vez que eu vou falar com ela não tem tempo”
Vereador diz que cheque de Noé navegou no Caixa 2
Para o vereador Junior de Mojó , a situação de Noé retrata a irregularidade praticada na campanha de Bia Aroso e configura a prática de caixa 2. Ele ressalta que embora o auxiliar de serviços gerais tenha sido arrolado como testemunha na ação que pediu a cassação da prefeita, acabou não sendo ouvido.
O vereador considera insustentável a relação entre a prefeita e a Câmara e não descarta a possibilidade de Bia Aroso deixar o cargo. “A Câmara não pode ser omissa a este estrago que esta sendo feito em Paço do Lumiar. Se o poder executivo não está tratando dos seus negócios de forma perfeita quem tem de fazer alguma coisa pelo povo são os vereadores que estão ali pra fiscalizar” alerta.
Junior de Mojó, pertence a legenda do Presidente da Câmara de São Luís, Isaias Pereirinha e em abril de 2009, teve o mandato cassado sob acusação de compra de votos por decisão da juíza Jaqueline Reis Caraça que responde pela comarca de Paço do Lumiar. Ele recorreu da decisão, dada a nível de primeira instância, e conseguiu recuperar o cargo.
O IMPARCIAL entrou em contato com o gabinete da prefeita de Paço do Lumiar, informando as denuncias feitas por Noé Santos, e abriu espaço para que a prefeita ou qualquer pessoa da prefeitura falasse a respeito do caso. A assessoria da prefeita informou que tentaria localiza-la ou contactar alguém que pudesse falar sobre o assunto em nome da prefeita.
Foram enviados tanto por e-mail quanto por fax os questionamentos a respeito do caso e confirmado o recebimento do fax pelo gabinete da prefeitura. Um assessor da prefeita, chamado Amadeu Aroso, retornou a ligação para O IMPARCIAL mas por problemas técnicos na origem do telefonema, não foi possível o diálogo. O IMPARCIAL retomou as ligações para o gabinete da prefeita, tendo recebido a informação de que a ligação havia caído, mas seria feito outro contato com a redação o que não aconteceu até o fechamento desta edição.

Noé Santos (à esq) mostra provas contra prefeita.
Edição Gterra
Aproveitando o ano eleitoral Noé Santos Rodrigues apostou em uma maneira muito comum para sobreviver ao dilúvio do desemprego: apelar aos políticos. Com este intuito, ele conta que embarcou na arca de promessas feita pela então candidata a prefeita de Paço do Lumiar, Bia Aroso (PDT). Noé lembra ter recebido uma ótima proposta da candidata pededista e diz que em troca do voto, receberia um cargo público quando Bia fosse eleita.
Navegando na esperança de abocanhar um bom vencimento dos cofres de Paço do Lumiar, Noé também aceitou a ideia de abrir uma conta bancária no Banco do Brasil, e ceder ainda um cheque, usado para pagar despesas de combustíveis na campanha da prefeita. Passada as eleições, ele teve o emprego garantido na prefeitura sem precisar passar pelo rito legal do concurso público. No entanto, o salário pago e o cargo oferecido auxiliar de serviços gerais não eram bem a “terra prometida” que atendesse as expectativas do humilde eleitor.
O cheque em questão acabou sendo alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra Bia Aroso, acusada de não ter declarado a despesas de campanha pagas com o documento. Em primeira instância, a juíza da Comarca de Paço do Lumiar, Jaqueline Reis Caracas, reconheceu a irregularidade mas ressaltou que o caso não tinha potencialidade de mudar o resultado da eleição, vencida por Bia Aroso com 12.792 votos contra 11.002 votos válidos dados ao segundo colocado, professor Josemar (PSDB).
O Ministério Público recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral( TRE) e em setembro de 2009, em um placar apertado 3 a 2 e a pededista, agora aliada do Palácio dos Leões, escapou da cassação. Mas Noé Santos Rodrigues continuou tendo dores de cabeça com o cheque em branco dado para a prefeita. O valor de R$ 1.560 reais dado como pagamento no posto de combustível foi devolvido por faltas de fundos. O valor é mais de três vezes maior que o salário de auxiliar de serviços gerais recebido por Noé, lotado na Secretaria de Saúde de Paço do Lumiar.
Revoltado ele resolveu denunciar a situação ao vereador Junior Mojó(PSL) e relata dificuldades em conversar novamente com a prefeita que havia lhe prometido coisa melhor caso vencesse as eleições. “Eu queria algo melhorzinho, por causa desta luta toda ai por que estive com ela. Eu trabalhei na campanha e ainda dei um cheque para ajudar a campanha. Toda vez que eu vou falar com ela não tem tempo”
Vereador diz que cheque de Noé navegou no Caixa 2
Para o vereador Junior de Mojó , a situação de Noé retrata a irregularidade praticada na campanha de Bia Aroso e configura a prática de caixa 2. Ele ressalta que embora o auxiliar de serviços gerais tenha sido arrolado como testemunha na ação que pediu a cassação da prefeita, acabou não sendo ouvido.
O vereador considera insustentável a relação entre a prefeita e a Câmara e não descarta a possibilidade de Bia Aroso deixar o cargo. “A Câmara não pode ser omissa a este estrago que esta sendo feito em Paço do Lumiar. Se o poder executivo não está tratando dos seus negócios de forma perfeita quem tem de fazer alguma coisa pelo povo são os vereadores que estão ali pra fiscalizar” alerta.
Junior de Mojó, pertence a legenda do Presidente da Câmara de São Luís, Isaias Pereirinha e em abril de 2009, teve o mandato cassado sob acusação de compra de votos por decisão da juíza Jaqueline Reis Caraça que responde pela comarca de Paço do Lumiar. Ele recorreu da decisão, dada a nível de primeira instância, e conseguiu recuperar o cargo.
O IMPARCIAL entrou em contato com o gabinete da prefeita de Paço do Lumiar, informando as denuncias feitas por Noé Santos, e abriu espaço para que a prefeita ou qualquer pessoa da prefeitura falasse a respeito do caso. A assessoria da prefeita informou que tentaria localiza-la ou contactar alguém que pudesse falar sobre o assunto em nome da prefeita.
Foram enviados tanto por e-mail quanto por fax os questionamentos a respeito do caso e confirmado o recebimento do fax pelo gabinete da prefeitura. Um assessor da prefeita, chamado Amadeu Aroso, retornou a ligação para O IMPARCIAL mas por problemas técnicos na origem do telefonema, não foi possível o diálogo. O IMPARCIAL retomou as ligações para o gabinete da prefeita, tendo recebido a informação de que a ligação havia caído, mas seria feito outro contato com a redação o que não aconteceu até o fechamento desta edição.

Fonte: O Imparcial