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Polícia
Redação do Gterra, 03/06/2010 às 19h18minLei Seca: 382 motoristas presos na capital desde 2008
Em 2008, foram feitas 78 prisões, número que aumentou para 189 no ano seguinte e que, nos primeiros cinco meses de 2010, já chegou a 115.
Foto: Reprodução
Lei Seca: 382 motoristas presos na capital desde 2008
Edição: Gterra
Desde a implantação da Lei Seca (11.705), em junho de 2008, 382 motoristas já foram presos em Teresina por consumirem bebida alcoólica acima do permitido. O número de motoristas autuados por esse motivo vem aumentando e, segundo a Companhia de Policiamento de Trânsito (Ciptran), as ações de fiscalização estão cada vez mais intensas.
Em 2008, foram feitas 78 prisões, número que aumentou para 189 no ano seguinte e que, nos primeiros cinco meses de 2010, já chegou a 115. “Estamos atentos a qualquer movimento estranho que o veículo faça. Quando percebemos algo, abordamos o motorista para saber se ele está alcoolizado ou não. Se confirmado, fazemos a autuação”, explica o capitão João José Leitão, chefe da Seção de Notificações da Ciptran.
A lei foi criada para punir motoristas que dirigem embriagados e causam acidentes por conta disso. A novidade, na época, era que o limite permitido, 2 decigramas de álcool por litro da sangue (ou dois goles de cerveja), foi considerado muito rigoroso pela população. Mas, segundo Leitão, não existe um limite mínimo que deixa o condutor na certeza de que poderá seguir dirigindo. “Realmente, a lei é rigorosa, mas tem que ser assim, em se tratando de bebida alcoólica”, informa o capitão.
Para saber se o motorista está alcoolizado, a polícia realiza o exame com o bafômetro, que mede a quantidade de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Caso o motorista se recuse a fazer o exame, a Ciptran faz a autuação se perceber que ele está embriagado.
Apesar do aumento do número de prisões, os motoristas continuam desrespeitando a lei, afirma Leitão. “Infelizmente, a população ainda não se conscientizou da importância de se manter sóbrio no trânsito. Nós até poderíamos fiscalizar mais, mas o efetivo não é suficiente para cobrir toda a cidade”, reclama.
A Ciptran dispõe atualmente de apenas 20 policiais militares para trabalhar na fiscalização do trânsito, quantidade bastante abaixo do aceitável. “Acredito que nem o dobro de homens daria jeito, pois a área da cidade é muito grande”, informa o capitão Leitão.
O número de acidentes de trânsito na capital tem se mantido estável nos últimos dois anos. Em 2008, aconteceram 1.689 acidentes com vítimas em Teresina, sendo 53 fatais. No ano seguinte, o número ficou em 1.665, com 56 mortes. Este ano, até maio, já foram registradas 27 mortes vítimas de 631 acidentes.
O que diz a Lei Seca
Se o motorista for flagrado com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (cerca de dois goles de cerveja), pode pegar de seis meses a três anos de prisão, com direito à fiança de R$ 300 a R$ 1.200,00. Também tem a habilitação suspensa por um ano, perde 7 pontos na carteira e paga uma multa de R$ 955,00.

Lei Seca: 382 motoristas presos na capital desde 2008
Edição: Gterra
Desde a implantação da Lei Seca (11.705), em junho de 2008, 382 motoristas já foram presos em Teresina por consumirem bebida alcoólica acima do permitido. O número de motoristas autuados por esse motivo vem aumentando e, segundo a Companhia de Policiamento de Trânsito (Ciptran), as ações de fiscalização estão cada vez mais intensas.
Em 2008, foram feitas 78 prisões, número que aumentou para 189 no ano seguinte e que, nos primeiros cinco meses de 2010, já chegou a 115. “Estamos atentos a qualquer movimento estranho que o veículo faça. Quando percebemos algo, abordamos o motorista para saber se ele está alcoolizado ou não. Se confirmado, fazemos a autuação”, explica o capitão João José Leitão, chefe da Seção de Notificações da Ciptran.
A lei foi criada para punir motoristas que dirigem embriagados e causam acidentes por conta disso. A novidade, na época, era que o limite permitido, 2 decigramas de álcool por litro da sangue (ou dois goles de cerveja), foi considerado muito rigoroso pela população. Mas, segundo Leitão, não existe um limite mínimo que deixa o condutor na certeza de que poderá seguir dirigindo. “Realmente, a lei é rigorosa, mas tem que ser assim, em se tratando de bebida alcoólica”, informa o capitão.
Para saber se o motorista está alcoolizado, a polícia realiza o exame com o bafômetro, que mede a quantidade de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Caso o motorista se recuse a fazer o exame, a Ciptran faz a autuação se perceber que ele está embriagado.
Apesar do aumento do número de prisões, os motoristas continuam desrespeitando a lei, afirma Leitão. “Infelizmente, a população ainda não se conscientizou da importância de se manter sóbrio no trânsito. Nós até poderíamos fiscalizar mais, mas o efetivo não é suficiente para cobrir toda a cidade”, reclama.
A Ciptran dispõe atualmente de apenas 20 policiais militares para trabalhar na fiscalização do trânsito, quantidade bastante abaixo do aceitável. “Acredito que nem o dobro de homens daria jeito, pois a área da cidade é muito grande”, informa o capitão Leitão.
O número de acidentes de trânsito na capital tem se mantido estável nos últimos dois anos. Em 2008, aconteceram 1.689 acidentes com vítimas em Teresina, sendo 53 fatais. No ano seguinte, o número ficou em 1.665, com 56 mortes. Este ano, até maio, já foram registradas 27 mortes vítimas de 631 acidentes.
O que diz a Lei Seca
Se o motorista for flagrado com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (cerca de dois goles de cerveja), pode pegar de seis meses a três anos de prisão, com direito à fiança de R$ 300 a R$ 1.200,00. Também tem a habilitação suspensa por um ano, perde 7 pontos na carteira e paga uma multa de R$ 955,00.

Fonte: Jornal O Dia