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Polícia

Redação do Gterra, 05/03/2010 às 08h44min

PM e bombeiro atrás das grades

Justiça decreta a prisão do cabo Leonardo Marques de Souza e do sargento Jorge Luiz Fortunato de Lima, dois dias depois de flagrados por ‘O DIA’ em tiroteio na Avenida Brasil. Governador defende a expulsão de militares

Foto: Severino Silva / Agência O Dia O bombeiro Jorge Luiz Fortunato de Lima (E) e o PM Leonardo Marques de Souza saíram presos da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca
Edição Gterra



Rio - A Justiça decretou a prisão temporária do cabo da Polícia Militar Leonardo Marques de Souza, de 35 anos, e do sargento do Corpo de Bombeiros Jorge Luiz Fortunato de Lima, de 40, 48 horas depois de eles serem flagrados por O DIA numa autêntica cena de faroeste em plena Avenida Brasil, altura de Guadalupe. Ambos seriam seguranças de rua na região, assim como Benício Souza Torres, que está internado sob custódia da polícia no Hospital Getúlio Vargas. No confronto, Márcio Luiz da Silva, que seria um assaltante, morreu. O governador Sergio Cabral defendeu a expulsão dos militares de suas corporações.


Agentes da Divisão de Homicídios (DH) começaram as buscas à dupla na tarde de quarta-feira. Na mesma noite, eles se apresentaram na sede da especializada, na Barra da Tijuca. Flagrado pisando na cabeça de Márcio, bombeiro admitiu ter participado do confronto e alegou se tratar de uma perseguição a um ladrão. Ele entregou seu revólver 38 à polícia.

Lotado no Batalhão de Choque, o PM afirmou não ter feito um disparo sequer. Na DH, ele apresentou um simulacro de pistola, toda feita com fita isolante, alegando ter usado a arma falsa durante todo o tempo em que houve o tiroteio. “Como agente garantidor da segurança, ele tinha que impedir qualquer fato criminoso. E não impediu”, explicou o delegado-assistente Celso Ribeiro.

Para os investigadores, o mais importante foi esclarecer a autoria do crime. Agora, na sequência do trabalho, eles esperam desvendar as circunstâncias do tiroteio. A primeira versão é de que Márcio teria praticado uma ‘saidinha’ de banco em Marechal Hermes.

“Eles admitem que faziam segurança particular naquela área e que foram ajudar o Benício, que também era segurança dali. Agora vamos apurar que tipo de segurança e para quem trabalhavam”, completou o delegado da DH, sem descartar a hipótese de se tratar de uma guerra de milícia pelo controle da região.


‘São duplamente marginais’

Impressionado com as imagens do duelo na Avenida Brasil feitas por equipe de O DIA, o governador Sérgio Cabral chamou de “marginais” o bombeiro e o policial militar envolvidos no tiroteio. Revoltado, Cabral defendeu ontem a expulsão dos dois militares.

“Com esse tipo de comportamento eles mostraram que são duplamente marginais. Eles têm a responsabilidade de agir em defesa da sociedade, e não de usar suas armas para colocar em risco a segurança da população”, disparou o governador, que disse estar acompanhando de perto as investigações do caso.

“Ontem mesmo (quarta-feira) pedi que os investigadores ajam com rigor para punir todos os envolvidos”.

Reportagem de Leslie Leitão e Mahomed Saigg







Fonte: O Dia RJ