Imprimir
Polícia
Redação do Gterra, 06/03/2010 às 07h36minPreso suspeito de extorquir e matar mulheres
Segundo a polĂcia, ex-militar seduzia mulheres que conhecia pela Internet
Foto: Hoje em Dia
Odair Marinho sendo transferido de Ouro Fino para Santos
Edição Gterra
VARGINHA - Preso em Ouro Fino, Sul de Minas, o ex-policial militar Odair Marinho da Silva, 54 anos. Ele era procurado pela polícia de São Paulo, que investiga a sua possível participação em crimes contra mulheres - extorsão seguida de morte. O homem, parado em frente a uma casa lotérica do Centro da cidade, foi reconhecido por um morador, que acionou a polícia.
De acordo com os policiais, fotos com o rosto de Odair aparecem em sites, jornais e em reportagens de TVs, e foi graças a uma matéria dessas que ele foi reconhecido. O morador procurou o destacamento da Polícia Militar da cidade e deu detalhes da roupa e sapato que o homem usava.
Policias Militares, então, se deslocaram até as proximidades do local para observar o suspeito, mas reparam que logo ele também passou a espreitá-los e mudou de atitude. “Ele começou a falar no celular, foi andando, despistando, aí os policiais o abordaram”, conta o capitão Eduardo Dantas.
“Ele (Odair) conversou calmamente, alegou que era velho morador da cidade e que conhecia os policias, perguntou se eles não estavam lembrados dele, pediu desculpas por não estar portando nenhum documento pessoal, mas se prontificou a buscá-los em sua residência, citando o nome de um bairro periférico da cidade. Foi quando que os policiais disseram que ele teria que acompanhá-los até a delegacia da cidade, apenas para esclarecimentos sobre o detalhe da sua semelhança com um cidadão procurado pela polícia de São Paulo”, completou o policial.
Segundo ele, na delegacia, Odair tentou uma conversa amistosa com o delegado Waldir Pelarico Júnior. “Ele falou da cidade, deu voltas, despistou, só não percebeu que enquanto falava pelos cotovelos, um policial civil procurava em um site as informações e fotos do procurado com suas semelhanças físicas. Quando encontrou, não havia mais dúvida. O policial, então, mostrou ao delegado, que o interpelou exibindo a foto. Neste momento, ele apenas se calou e olhou para baixo. Foi quando todos tiveram certeza de que era ele mesmo”, conta.
Policiais foram até a residência onde ele disse que estava hospedado e apanharam a bolsa dele, onde estava a carteira com seus documentos pessoais, tudo com o nome Odair Marinho da Silva. “A partir daí fizemos o contato com a Delegacia de Homicídios de SP e de Santos”, diz.
Odair foi levado ao Hospital de Ouro Fino para exames de corpo de delito e aguardou preso na delegacia, a chegada da delegada Edna Pacheco, de Santos (SP), onde ele teria cometido o seu crime mais cruel. Edna chegou a Ouro Fino na noite de quinta-feira, mas não conseguiu ouvir o preso, que a partir da confirmação de sua identidade pronunciou uma única frase: “Só falo em juízo”.
Odair foi transferido ainda na noite de quinta para uma delegacia de Santos (SP), que investiga o envolvimento dele em extorsão contra mulheres que conquistava pela Internet. Com algumas, ele teria chegado a se casar. Para a polícia de Santos, ele é o principal suspeito do assassino da dentista Rosemar Pereira, 45 anos, com quem se casou três meses após o primeiro contato pela Internet.
Na noite do crime, dia 23 de dezembro de 2009, o casal teria chegado em casa, na Rua José de Souza Dantas, no Jardim Rádio Clube, em Santos, por volta de 22 horas. Cerca de meia hora depois, ele saiu depressa do apartamento, alegando para o enteado que Rosemar estava passando mal e ele ia até uma farmácia comprar um medicamento. O filho estranhou, entrou no quarto da mãe e já a encontrou morta, caída na suíte do banheiro do casal, com o rosto desfigurado e com o cordão do roupão amarrado ao pescoço. Odair, nunca mais foi visto.
Considerado de perfil violento, o ex-policial militar foi expulso da corporação em São Paulo por ameaças e agressões. Ele chegou a ser autuado em flagrante por outro crime, praticado em 1983. No dia 23 de dezembro, antes de desaparecer, teria feito contato com uma amiga de Rosemar e contado a ela o que havia feito. Na sua bolsa, a polícia encontrou quatro aparelhos de celular e passagens de Blumenau (SC) para SP.
(Margarida Hallacoc )

Odair Marinho sendo transferido de Ouro Fino para Santos
Edição Gterra
VARGINHA - Preso em Ouro Fino, Sul de Minas, o ex-policial militar Odair Marinho da Silva, 54 anos. Ele era procurado pela polícia de São Paulo, que investiga a sua possível participação em crimes contra mulheres - extorsão seguida de morte. O homem, parado em frente a uma casa lotérica do Centro da cidade, foi reconhecido por um morador, que acionou a polícia.
De acordo com os policiais, fotos com o rosto de Odair aparecem em sites, jornais e em reportagens de TVs, e foi graças a uma matéria dessas que ele foi reconhecido. O morador procurou o destacamento da Polícia Militar da cidade e deu detalhes da roupa e sapato que o homem usava.
Policias Militares, então, se deslocaram até as proximidades do local para observar o suspeito, mas reparam que logo ele também passou a espreitá-los e mudou de atitude. “Ele começou a falar no celular, foi andando, despistando, aí os policiais o abordaram”, conta o capitão Eduardo Dantas.
“Ele (Odair) conversou calmamente, alegou que era velho morador da cidade e que conhecia os policias, perguntou se eles não estavam lembrados dele, pediu desculpas por não estar portando nenhum documento pessoal, mas se prontificou a buscá-los em sua residência, citando o nome de um bairro periférico da cidade. Foi quando que os policiais disseram que ele teria que acompanhá-los até a delegacia da cidade, apenas para esclarecimentos sobre o detalhe da sua semelhança com um cidadão procurado pela polícia de São Paulo”, completou o policial.
Segundo ele, na delegacia, Odair tentou uma conversa amistosa com o delegado Waldir Pelarico Júnior. “Ele falou da cidade, deu voltas, despistou, só não percebeu que enquanto falava pelos cotovelos, um policial civil procurava em um site as informações e fotos do procurado com suas semelhanças físicas. Quando encontrou, não havia mais dúvida. O policial, então, mostrou ao delegado, que o interpelou exibindo a foto. Neste momento, ele apenas se calou e olhou para baixo. Foi quando todos tiveram certeza de que era ele mesmo”, conta.
Policiais foram até a residência onde ele disse que estava hospedado e apanharam a bolsa dele, onde estava a carteira com seus documentos pessoais, tudo com o nome Odair Marinho da Silva. “A partir daí fizemos o contato com a Delegacia de Homicídios de SP e de Santos”, diz.
Odair foi levado ao Hospital de Ouro Fino para exames de corpo de delito e aguardou preso na delegacia, a chegada da delegada Edna Pacheco, de Santos (SP), onde ele teria cometido o seu crime mais cruel. Edna chegou a Ouro Fino na noite de quinta-feira, mas não conseguiu ouvir o preso, que a partir da confirmação de sua identidade pronunciou uma única frase: “Só falo em juízo”.
Odair foi transferido ainda na noite de quinta para uma delegacia de Santos (SP), que investiga o envolvimento dele em extorsão contra mulheres que conquistava pela Internet. Com algumas, ele teria chegado a se casar. Para a polícia de Santos, ele é o principal suspeito do assassino da dentista Rosemar Pereira, 45 anos, com quem se casou três meses após o primeiro contato pela Internet.
Na noite do crime, dia 23 de dezembro de 2009, o casal teria chegado em casa, na Rua José de Souza Dantas, no Jardim Rádio Clube, em Santos, por volta de 22 horas. Cerca de meia hora depois, ele saiu depressa do apartamento, alegando para o enteado que Rosemar estava passando mal e ele ia até uma farmácia comprar um medicamento. O filho estranhou, entrou no quarto da mãe e já a encontrou morta, caída na suíte do banheiro do casal, com o rosto desfigurado e com o cordão do roupão amarrado ao pescoço. Odair, nunca mais foi visto.
Considerado de perfil violento, o ex-policial militar foi expulso da corporação em São Paulo por ameaças e agressões. Ele chegou a ser autuado em flagrante por outro crime, praticado em 1983. No dia 23 de dezembro, antes de desaparecer, teria feito contato com uma amiga de Rosemar e contado a ela o que havia feito. Na sua bolsa, a polícia encontrou quatro aparelhos de celular e passagens de Blumenau (SC) para SP.
(Margarida Hallacoc )

Fonte: Hoje em Dia MG