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Polícia
Redação do Gterra, 13/12/2008 às 10h07minTráfico ordena outra execução
Considerada uma das áreas mais violentas da Capital, o São Miguel registrou, ontem, mais um crime de morte
Foto: (Foto: J. Luís)
Poder de fogo: junto ao corpo da vítima a Polícia Civil recolheu projéteis deflagrados de pistola
Um dia após uma operação policial no bairro São Miguel (Grande Messejana), que contou com a participação de aproximadamente 50 policiais civis e militares, mais um homicídio foi registrado nas ruas daquela comunidade. É a vigésima morte este ano. A maioria dos assassinatos está ligada à disputa pelo tráfico de drogas, dívidas com traficantes e a briga entre as gangues da ‘Mangueira’ e do ‘Coqueiro’.
A operação policial de anteontem cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de um traficante e apreensão de 48 ‘trouxinhas’ de cocaína. No entanto, no começo da tarde de ontem, o tráfico voltou a desafiar as autoridades e executou mais uma pessoa, em plena luz do dia.
Desafio
Por volta das 12h10, o reciclador Francisco Irones Gomes da Silva, 29, trafegava de bicicleta pela Avenida Odilon Guimarães, nas imediações da Rua Neném Arruda, quando foi assassinado com dois tiros de pistola na cabeça. Segundo as primeiras investigações dos inspetores do 6º DP (Messejana), o autor do crime é um adolescente de 15 anos. Ele é apontado também como autor de outro homicídio ocorrido no bairro este ano.
De acordo com uma testemunha, que prefere não se identificar, o acusado é conhecido como “terror da favela”. Segundo o morador, o crime deve ter sido cometido por ordem dos chefes do tráfico devido à desconfiança, pois a vítima circulava nas duas áreas rivais. “Ele andava na Mangueira e no Coqueiro. Eles (os traficantes) podem ter achado que ele era avião dos dois lados”, disse. Quanto ao acusado do crime, a testemunha acredita que ele realmente agiu sob ordens.. “Ele foi mandado. Se os peixão (sic) mandar matar, ele vai e mata mesmo”. De acordo com a Polícia, a vítima já respondia a três processos na Justiça. Contudo, parentes de Francisco Irones contaram que ele era usuário de drogas, mas não tinha inimizades. “O negócio dele era a pedra.”
A Polícia Civil agiu rápido e minutos após o crime, os inspetores Matias Araújo e Paulo César Barbosa compareceram ao local, juntamente com o delegado titular do 6º DP, Tarcísio Coelho. Com as primeiras diligências, os policiais identificaram o autor do crime e localizaram o seu endereço, mas ele não estava em casa.
Local do crime
Segundo o delegado Tarcísio Coelho, a mãe do adolescente foi encontrada e prometeu levar o filho até a delegacia para que o mesmo se apresente às autoridades. Para o titular do 6º DP, a rápida elucidação do caso só foi possível, porque ele e os dois inspetores foram ao local onde ocorreu o homicídio. “Quando chegamos lá, não tínhamos pistas, mas depois de algumas investigações desvendamos o caso. Não é todo dia que temos pessoal para ir ao local dos homicídios. Mas o ideal seria ir sempre”, ressaltou.
Coelho explicou como será o processo de investigação já que o autor do homicídio é um adolescente. “Faremos um relatório detalhado do local do crime, com os nomes e endereços do acusado e das testemunhas e encaminharemos para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA)”, disse. Testemunhas contaram que adolescentes resiodentes naquela comunidade são usados por traficantes da região para cometer crimes e cobrar suas dívidas.
A Polícia já realizou várias operações de ocupação este ano no São Miguel. A comunidade chegou a ficar três dias com a presença de dezenas de policiais nas ruas, o que resultou em alguns traficantes presos. Contudo, ele são rapidamente substituídos, e o tráfico e as mortes continuam.
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Poder de fogo: junto ao corpo da vítima a Polícia Civil recolheu projéteis deflagrados de pistola
Um dia após uma operação policial no bairro São Miguel (Grande Messejana), que contou com a participação de aproximadamente 50 policiais civis e militares, mais um homicídio foi registrado nas ruas daquela comunidade. É a vigésima morte este ano. A maioria dos assassinatos está ligada à disputa pelo tráfico de drogas, dívidas com traficantes e a briga entre as gangues da ‘Mangueira’ e do ‘Coqueiro’.
A operação policial de anteontem cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de um traficante e apreensão de 48 ‘trouxinhas’ de cocaína. No entanto, no começo da tarde de ontem, o tráfico voltou a desafiar as autoridades e executou mais uma pessoa, em plena luz do dia.
Desafio
Por volta das 12h10, o reciclador Francisco Irones Gomes da Silva, 29, trafegava de bicicleta pela Avenida Odilon Guimarães, nas imediações da Rua Neném Arruda, quando foi assassinado com dois tiros de pistola na cabeça. Segundo as primeiras investigações dos inspetores do 6º DP (Messejana), o autor do crime é um adolescente de 15 anos. Ele é apontado também como autor de outro homicídio ocorrido no bairro este ano.
De acordo com uma testemunha, que prefere não se identificar, o acusado é conhecido como “terror da favela”. Segundo o morador, o crime deve ter sido cometido por ordem dos chefes do tráfico devido à desconfiança, pois a vítima circulava nas duas áreas rivais. “Ele andava na Mangueira e no Coqueiro. Eles (os traficantes) podem ter achado que ele era avião dos dois lados”, disse. Quanto ao acusado do crime, a testemunha acredita que ele realmente agiu sob ordens.. “Ele foi mandado. Se os peixão (sic) mandar matar, ele vai e mata mesmo”. De acordo com a Polícia, a vítima já respondia a três processos na Justiça. Contudo, parentes de Francisco Irones contaram que ele era usuário de drogas, mas não tinha inimizades. “O negócio dele era a pedra.”
A Polícia Civil agiu rápido e minutos após o crime, os inspetores Matias Araújo e Paulo César Barbosa compareceram ao local, juntamente com o delegado titular do 6º DP, Tarcísio Coelho. Com as primeiras diligências, os policiais identificaram o autor do crime e localizaram o seu endereço, mas ele não estava em casa.
Local do crime
Segundo o delegado Tarcísio Coelho, a mãe do adolescente foi encontrada e prometeu levar o filho até a delegacia para que o mesmo se apresente às autoridades. Para o titular do 6º DP, a rápida elucidação do caso só foi possível, porque ele e os dois inspetores foram ao local onde ocorreu o homicídio. “Quando chegamos lá, não tínhamos pistas, mas depois de algumas investigações desvendamos o caso. Não é todo dia que temos pessoal para ir ao local dos homicídios. Mas o ideal seria ir sempre”, ressaltou.
Coelho explicou como será o processo de investigação já que o autor do homicídio é um adolescente. “Faremos um relatório detalhado do local do crime, com os nomes e endereços do acusado e das testemunhas e encaminharemos para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA)”, disse. Testemunhas contaram que adolescentes resiodentes naquela comunidade são usados por traficantes da região para cometer crimes e cobrar suas dívidas.
A Polícia já realizou várias operações de ocupação este ano no São Miguel. A comunidade chegou a ficar três dias com a presença de dezenas de policiais nas ruas, o que resultou em alguns traficantes presos. Contudo, ele são rapidamente substituídos, e o tráfico e as mortes continuam.
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Fonte: Diario do Nordeste