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Política
Redação do Gterra, 18/03/2010 às 14h27minEmpresário João Claudino chama governador do Piauí de "moleque"
'Esse Wellington Dias não passa de um moleque' , teria dito o empresário, diz portal.
Foto: Divulgação
“Esse Wellington Dias não passa de um moleque. Ele quer enganar meu filho.”
Edição Gterra
Profundamente indignado, o empresário João Claudino Fernandes, diretor-presidente do Grupo Claudino, criticou duramente o governador Wellington Dias (PT), do Piauí, ao chamá-lo de “moleque” em voo da Gol, procedente de Brasília e com destino a Teresina. Foi por volta de uma hora da madrugada de terça-feira para quarta-feira, entre os dias 16 e 17 de março, enquanto conversava com um interlocutor. Outras pessoas ouviram. Três delas confirmaram a informação ao 180graus.
Na oportunidade, Seu João, como é mais conhecido, fez o seguinte desabafo: “Esse Wellington Dias não passa de um moleque. Ele quer enganar meu filho.” O comentário foi feito durante o voo e logo após o desembarque em solo teresinense. Ainda na pista do aeroporto Petrônio Portela, enquanto se dirigia à sala de desembarque, Seu João voltou a comentar o assunto com interlocutores.
Seu João participou de almoço na capital federal com seu filho, senador João Vicente Claudino (PTB), os deputados federais Ciro Nogueira (PP) e Osmar Júnior (PC do B) e o deputado estadual João Mádison Nogueira, onde trataram sobre política sucessória. O almoço ocorreu na churrascaria “O Porcão”, na capital federal.
Até poucos dias circularam informações dando conta de que o governador decidiria pelo apoio ao nome do senador petebista, mas a história mudou muito ao longo da última semana e agora os comentários apontam em outra direção.
O empresário pode ou não ter se encontrado com o governador Wellington Dias, que na mesma data se encontrava em Brasília, ou então ter sido comunicado, durante o mencionado almoço, sobre a decisão a ser anunciada pelo chefe do executivo, nesta sexta-feira, contrária ao seu interesse. Se houve, o encontro entre os dois não ocorreu na churrascaria. O deputado João Mádison estava no local, participou do almoço e garante: "Lá, Wellington Dias não esteve."
Seu João voltou para Teresina em avião de carreira porque seu avião particular apresentou problemas e seguiu para reparo em Goiânia. Tido como hábil articulador político, o empresário João Claudino Fernandes teria ficado irritado por causa do que soube em Brasília.
A informação pode ter sido repassada a ele pelo chefe do executivo em provável encontro sobre o qual persiste aura de mistério ou então durante a conversa com o filho e outros políticos piauienses na churrascaria brasiliense que é muito frequentada pela classe empresarial e política.
As notícias de que tomou conhecimento não teriam sido nada animadoras – o que motivou suas afirmações durante o voo. Para ele, “Wellington Dias não passa de um moleque por estar enganando seu filho” – típica atitude de um pai que vê o filho ser arrastado num cipoal de embromação.
Ele não fez questão de esconder seu sentimento naquele momento para a pessoa com quem estava conversando. Foi uma afirmação de alguém que se sentiu ludibriado por quem considerava um aliado político. O posicionamento dos petebistas, e especialmente do empresário, pode até mudar ainda hoje – ou nos próximos dias, como muita coisa tem mudado recentemente no Piauí, principalmente histórias que correm nos bastidores da sucessão e opiniões de políticos.
Contudo, neste momento, prevalece o sentimento de indignação do empresário, do senador e daqueles que seguem sua liderança. Diante disso, os petebistas que participam da equipe do governador devem entregar os seus cargos nesta sexta-feira (19). Nesta data, o governador decide o candidato que apoiará. A reunião vai acontecer na residência oficial, na Ladeira do Uruguai. Há tendência maior, neste momento, para que o candidato do “blocão” governista seja o vice-governador Wilson Martins (PSB).
Hoje (18) pela manhã, durante viagem inaugural do prolongamento do metrô e Estação Bandeira, Wilsão, como é mais conhecido, murmurou ao ouvido de várias lideranças que seria ele o candidato do “grupão”. A reportagem apurou que a possibilidade, em se confirmando este cenário, é que o grupo do senador João Vicente Claudino deve apoiar a candidatura do prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB).
O POLÊMICO ALMOÇO EM BRASÍLIA
O almoço realizado em Brasília gera polêmica até o momento. Há quem diga que o governador tomou parte nele. Outros afirmam que não, que lá Wellington Dias não esteve. Quem confirma participação garante: o governador, de fato, não se reuniu ao grupo para tratar sobre sucessão.
A confirmação de sua ausência apenas levanta mais especulações. Isso porque João Claudino Fernandes pode ter se encontrado com Wellington Dias. O encontro teria acontecido em local incerto e não sabido. Ou não teria acontecido de modo algum. João Mádison Nogueira estava à mesa com Seu João e os demais participantes. Ele afirma que o governador não tomou parte no encontro.
“O encontro pode ter havido. Mas em outro lugar. No ‘Porcão’, não!”, enfatiza o peemedebista. Outro parlamentar que participou também assegura: Wellington não se fez presente. O momento é de muita tensão entre os políticos e de muita expectativa por parte de quem acompanha todo o desenrolar do processo. Nem jornalistas conseguem ficar alheios.
Dois deles discutiram seriamente por causa do assunto. Um afirma que o governador participou do almoço. Garante que sua fonte é confiável por demais. Outro enfatiza que o chefe do executivo não pode ter participado. No momento, estaria em outro lugar – bem distante da tal churrascaria.
O jornalista Carlos Augusto de Araújo Lima foi desmentido ao vivo no programa “70 Minutos” pela apresentadora Maia Veloso. O comentarista político informava sobre a realização do almoço entre empresário, senador e governador quando foi interrompido pela sua colega jornalista dizendo que o tal almoço não tinha acontecido.
A jornalista disse que estava com o governador em Brasília para fazer uma reportagem especial sobre sua atuação na capital federal. O desmentido foi constrangedor e gerou uma série de comentários críticos em relação à postura da jornalista.
A tensão persiste. Deve prosseguir até amanhã. A reunião está sendo muito aguardada. Mas pode nem acontecer mais. Por volta do meio-dia de hoje o governador se reuniu com o presidente da Assembleia, deputado Themistocles Filho e o deputado federal Marcelo Castro. O propósito: Dias quer uma definição do PMDB. Quer manter o partido no “blocão” governista.
Sua caneta, contudo, não tem mais o mesmo peso. Está quase secando. Não tem mais a mesma força. A classe política sabe disso. E cuida em decidir seu próprio destino. Wellington Dias tem prazo. Todos sabem disso. Silvio Mendes também. Eles têm até 2 de abril para decidir. Os partidos e lideranças não.
Correm contra o tempo. Lutam entre si para ver quem consegue chegar primeiro para ser vice do provável candidato de oposição, Silvio Mendes. Muitos já analisam esta perspectiva, a exemplo dos petebistas.
O senador João Vicente Claudino desembarcou em Teresina por volta das 13h. Ele pousou em hangar do Grupo Claudino. Foi recepcionado por correligionários e simpatizantes. JVC terá muitas reuniões pela frente. A tarde e noite será cheia para ele. Repleta de muita adrenalina. Sua decisão é aguardada. Pode provocar uma reviravolta considerável no quadro atual.

“Esse Wellington Dias não passa de um moleque. Ele quer enganar meu filho.”
Edição Gterra
Profundamente indignado, o empresário João Claudino Fernandes, diretor-presidente do Grupo Claudino, criticou duramente o governador Wellington Dias (PT), do Piauí, ao chamá-lo de “moleque” em voo da Gol, procedente de Brasília e com destino a Teresina. Foi por volta de uma hora da madrugada de terça-feira para quarta-feira, entre os dias 16 e 17 de março, enquanto conversava com um interlocutor. Outras pessoas ouviram. Três delas confirmaram a informação ao 180graus.
Na oportunidade, Seu João, como é mais conhecido, fez o seguinte desabafo: “Esse Wellington Dias não passa de um moleque. Ele quer enganar meu filho.” O comentário foi feito durante o voo e logo após o desembarque em solo teresinense. Ainda na pista do aeroporto Petrônio Portela, enquanto se dirigia à sala de desembarque, Seu João voltou a comentar o assunto com interlocutores.
Seu João participou de almoço na capital federal com seu filho, senador João Vicente Claudino (PTB), os deputados federais Ciro Nogueira (PP) e Osmar Júnior (PC do B) e o deputado estadual João Mádison Nogueira, onde trataram sobre política sucessória. O almoço ocorreu na churrascaria “O Porcão”, na capital federal.
Até poucos dias circularam informações dando conta de que o governador decidiria pelo apoio ao nome do senador petebista, mas a história mudou muito ao longo da última semana e agora os comentários apontam em outra direção.
O empresário pode ou não ter se encontrado com o governador Wellington Dias, que na mesma data se encontrava em Brasília, ou então ter sido comunicado, durante o mencionado almoço, sobre a decisão a ser anunciada pelo chefe do executivo, nesta sexta-feira, contrária ao seu interesse. Se houve, o encontro entre os dois não ocorreu na churrascaria. O deputado João Mádison estava no local, participou do almoço e garante: "Lá, Wellington Dias não esteve."
Seu João voltou para Teresina em avião de carreira porque seu avião particular apresentou problemas e seguiu para reparo em Goiânia. Tido como hábil articulador político, o empresário João Claudino Fernandes teria ficado irritado por causa do que soube em Brasília.
A informação pode ter sido repassada a ele pelo chefe do executivo em provável encontro sobre o qual persiste aura de mistério ou então durante a conversa com o filho e outros políticos piauienses na churrascaria brasiliense que é muito frequentada pela classe empresarial e política.
As notícias de que tomou conhecimento não teriam sido nada animadoras – o que motivou suas afirmações durante o voo. Para ele, “Wellington Dias não passa de um moleque por estar enganando seu filho” – típica atitude de um pai que vê o filho ser arrastado num cipoal de embromação.
Ele não fez questão de esconder seu sentimento naquele momento para a pessoa com quem estava conversando. Foi uma afirmação de alguém que se sentiu ludibriado por quem considerava um aliado político. O posicionamento dos petebistas, e especialmente do empresário, pode até mudar ainda hoje – ou nos próximos dias, como muita coisa tem mudado recentemente no Piauí, principalmente histórias que correm nos bastidores da sucessão e opiniões de políticos.
Contudo, neste momento, prevalece o sentimento de indignação do empresário, do senador e daqueles que seguem sua liderança. Diante disso, os petebistas que participam da equipe do governador devem entregar os seus cargos nesta sexta-feira (19). Nesta data, o governador decide o candidato que apoiará. A reunião vai acontecer na residência oficial, na Ladeira do Uruguai. Há tendência maior, neste momento, para que o candidato do “blocão” governista seja o vice-governador Wilson Martins (PSB).
Hoje (18) pela manhã, durante viagem inaugural do prolongamento do metrô e Estação Bandeira, Wilsão, como é mais conhecido, murmurou ao ouvido de várias lideranças que seria ele o candidato do “grupão”. A reportagem apurou que a possibilidade, em se confirmando este cenário, é que o grupo do senador João Vicente Claudino deve apoiar a candidatura do prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB).
O POLÊMICO ALMOÇO EM BRASÍLIA
O almoço realizado em Brasília gera polêmica até o momento. Há quem diga que o governador tomou parte nele. Outros afirmam que não, que lá Wellington Dias não esteve. Quem confirma participação garante: o governador, de fato, não se reuniu ao grupo para tratar sobre sucessão.
A confirmação de sua ausência apenas levanta mais especulações. Isso porque João Claudino Fernandes pode ter se encontrado com Wellington Dias. O encontro teria acontecido em local incerto e não sabido. Ou não teria acontecido de modo algum. João Mádison Nogueira estava à mesa com Seu João e os demais participantes. Ele afirma que o governador não tomou parte no encontro.
“O encontro pode ter havido. Mas em outro lugar. No ‘Porcão’, não!”, enfatiza o peemedebista. Outro parlamentar que participou também assegura: Wellington não se fez presente. O momento é de muita tensão entre os políticos e de muita expectativa por parte de quem acompanha todo o desenrolar do processo. Nem jornalistas conseguem ficar alheios.
Dois deles discutiram seriamente por causa do assunto. Um afirma que o governador participou do almoço. Garante que sua fonte é confiável por demais. Outro enfatiza que o chefe do executivo não pode ter participado. No momento, estaria em outro lugar – bem distante da tal churrascaria.
O jornalista Carlos Augusto de Araújo Lima foi desmentido ao vivo no programa “70 Minutos” pela apresentadora Maia Veloso. O comentarista político informava sobre a realização do almoço entre empresário, senador e governador quando foi interrompido pela sua colega jornalista dizendo que o tal almoço não tinha acontecido.
A jornalista disse que estava com o governador em Brasília para fazer uma reportagem especial sobre sua atuação na capital federal. O desmentido foi constrangedor e gerou uma série de comentários críticos em relação à postura da jornalista.
A tensão persiste. Deve prosseguir até amanhã. A reunião está sendo muito aguardada. Mas pode nem acontecer mais. Por volta do meio-dia de hoje o governador se reuniu com o presidente da Assembleia, deputado Themistocles Filho e o deputado federal Marcelo Castro. O propósito: Dias quer uma definição do PMDB. Quer manter o partido no “blocão” governista.
Sua caneta, contudo, não tem mais o mesmo peso. Está quase secando. Não tem mais a mesma força. A classe política sabe disso. E cuida em decidir seu próprio destino. Wellington Dias tem prazo. Todos sabem disso. Silvio Mendes também. Eles têm até 2 de abril para decidir. Os partidos e lideranças não.
Correm contra o tempo. Lutam entre si para ver quem consegue chegar primeiro para ser vice do provável candidato de oposição, Silvio Mendes. Muitos já analisam esta perspectiva, a exemplo dos petebistas.
O senador João Vicente Claudino desembarcou em Teresina por volta das 13h. Ele pousou em hangar do Grupo Claudino. Foi recepcionado por correligionários e simpatizantes. JVC terá muitas reuniões pela frente. A tarde e noite será cheia para ele. Repleta de muita adrenalina. Sua decisão é aguardada. Pode provocar uma reviravolta considerável no quadro atual.

Fonte: Por Toni Rodrigues do 180graus