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Política

Redação do Gterra, 26/12/2009 às 09h04min

No Senado, 2009 é ano para ser esquecido

Crise deixou servidores e parlamentares em pé de guerra e ainda não foi solucionada

Foto: O IMPARCIAL Sarney
Edição Gterra

No encerramento dos trabalhos legislativos de 2009, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), comemorou os “números extremamente positivos” da Casa. Afinal, foram votados 70% a mais de matérias do que ano passado.

“Terminamos com a sensação do dever cumprido. Superamos uma extensa pauta que se destacou pelo volume e a qualidade dos assuntos tratados”, afirmou Sarney na última quinta-feira.

O discurso otimista do peemedebista, contudo, passa ao largo da sucessão de denúncias que envolveu servidores, senadores e o próprio Sarney ao longo do ano. Um turbilhão que acabou com o clima de cordialidade reinante nas relações pessoais do Senado. E que no próximo ano, com eleições à vista e fraturas não curadas, promete manter a temperatura política elevada.

Em matéria de escândalo, o Senado ganhou fácil em 2009 da Câmara, a irmã do Congresso protagonista nos últimos anos de casos de irregularidades dos mais variados tipos, do mensalão e dos sanguessugas à farra das passagens aéreas. De crise em crise, o Senado montou um cardápio variado: a queda de poderosos diretores, a descoberta de atos secretos, a cobrança pela saída do presidente da Casa e, por fim, o adiamento para o próximo ano da implementação da reforma administrativa, apresentada como solução moralizadora para os males descobertos.






Fonte: O IMPARCIAL