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Política
Redação do Gterra, 30/06/2010 às 07h40minPermanece o racha na base governista
PT, PMDB e PC do B, não se entendem e ameaçam não votarem em senador do PT
Edição Gterra
A novela entre PMDB e PT continua. O PMDB não concorda com a decisão do PT seguir nas eleições com chapa pura para os cargos proporcionais. Os peemedebistas avisaram que se não houver coligação, também não votarão no candidato a senador do PT, Antônio José Medeiros.
O PMDB tenta negociar com a direção do PT até hoje (30).O impasse gera uma nova crise na base aliada do Governo, porque afeta também o PCdoB. Houve uma reunião entre os representantes dos partidos, se não houver entendimento, os partidos vão se confrontar abertamente.
Os deputados Themístocles Filho, estadual, e Osmar Júnior, federal, se mostraram chateados com a posição dos petistas. O PCdoB, segundo o delegado Marllos Sampaio, também tenta negociar com o PT a chapa proporcional.
Se não for possível a coligação total, os partidos querem se coligar para estadual e não para federal. Se o PT continuar com chapa pura vão se coligar PSB e PMDB. O PCdoB ficaria prejudicado no processo.
"O PMDB aceita, porém não concorda com a decisão do PT", afirmou o deputado estadual Warton Santos, fala-ndo sobre o PT não querer co-ligação proporcional, alegando que não vai servir de escada para os outros partidos.
A posição do PT gera uma nova crise entre os partidos que compõem a base aliada do Governo. A manutenção de uma chapa pura do PT para os cargos proporcionais afetam o PMDB e o PCdoB.
"Viajei esse final de semana com o governador, com o Assis Carvalho e o Cícero Magalhães, e a conversa que fiquei sabendo é que a decisão do PT de não se coligar será mantida, tanto para bancada federal como para estadual. O PMDB aceita, porém não concorda com essa decisão do PT. Mas esse é um problema da alçada deles. Vamos aguardar para ver no que vai dar", finalizou o deputado Warton Santos.
O impasse na decisão do PT afeta diretamente o bloco governista e compromete a unidade dos partidos da base. Ontem, os dirigentes do PSB, PMDB e PCdoB, contaram com a intermediação do ex-governador Wellington Dias, para garantir a coligação dos partidos governistas, pelo menos para o cargo de deputado federal.
Se não for possível a aliança, o clima será de confronto aberto na base do governador.

Fonte: Diário do Povo/Luciano Coelho