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Política
Redação do Gterra, 18/03/2010 às 07h34minPré-sal : Bom humor e criatividade dão o tom do protesto
Passeata teve fantasias, ‘parada gay’ e até ‘enterro’
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Vade-retro, Satanás! O deputado Ibsen Pinheiro, autor da emenda, veio de ‘coisa-ruim
Edição Gterra
Rio - A causa é séria, mas o carioca jamais abre mão do bom humor na hora de protestar. Na multidão de 150 mil pessoas que foram ao Centro lutar pelo dinheiro do petróleo, não faltaram fantasias e encenações. Até Papai Noel gritou em defesa do Rio.
Inimigo número um do estado, o deputado federal gaúcho Ibsen Pinheiro foi um ‘judas’ malhado de todas as formas possíveis. Um o demonizou num boneco chifrudo. Já os taxistas do Diárias Nunca Mais organizaram até um velório, com flores e caixão — e coube ao motorista Renato Lima o inglório papel do ‘defunto’. A brincadeira toda custou R$ 1.500.
A passeata teve momentos de Parada Gay. O trio LGBT, com a música eletrônica alta típica das festas do movimento, era um dos mais concorridos.
Orçamento do Estado comprometido
O Estado do Rio sofreu uma grande derrota no jogo político sobre o destino dos recursos do pré-sal. Com a aprovação, no último dia 3, na Câmara, do texto-base que capitaliza a Petrobras, boa parte dos recursos que seriam destinados ao estado, graças à participação especial, seguirá diretamente para a estatal. Isso representará perda de R$ 22,9 bilhões para o Rio. O estado continua com direito aos royalties, mas em dinheiro a quantidade equivale a apenas 1/3 do que era recebido com a participação especial.
O conflito teve seu ápice quando o Rio foi surpreendido pela escandalosa votação de 368 votos a 73, com duas abstenções, à Emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que altera os critérios de pagamento dessas compensações, retirando do estado 97% da arrecadação, comprometendo orçamento, investimentos em segurança, saúde, saneamento, os salários de servidores e até as Olimpíadas de 2016. A partir daí, começou a mobilização contra a redução dos royalties de R$ 7,5 bilhões ano para R$ 223 milhões.
Indignação da população está nas ruas desde a ameaça, revelada por O DIA
A indignação do Estado do Rio de Janeiro com a assustadora proposta de redistribuição do dinheiro dos royalties e das participações especiais da produção de petróleo não começou na semana passada. Desde setembro do ano passado, quando o governo federal apresentou os projetos de lei do novo marco regulatório do pré-sal, O DIA acompanha o debate que polarizou estados e municípios produtores e não produtores.

Vade-retro, Satanás! O deputado Ibsen Pinheiro, autor da emenda, veio de ‘coisa-ruim
Edição Gterra
Rio - A causa é séria, mas o carioca jamais abre mão do bom humor na hora de protestar. Na multidão de 150 mil pessoas que foram ao Centro lutar pelo dinheiro do petróleo, não faltaram fantasias e encenações. Até Papai Noel gritou em defesa do Rio.
Inimigo número um do estado, o deputado federal gaúcho Ibsen Pinheiro foi um ‘judas’ malhado de todas as formas possíveis. Um o demonizou num boneco chifrudo. Já os taxistas do Diárias Nunca Mais organizaram até um velório, com flores e caixão — e coube ao motorista Renato Lima o inglório papel do ‘defunto’. A brincadeira toda custou R$ 1.500.
A passeata teve momentos de Parada Gay. O trio LGBT, com a música eletrônica alta típica das festas do movimento, era um dos mais concorridos.
Orçamento do Estado comprometido
O Estado do Rio sofreu uma grande derrota no jogo político sobre o destino dos recursos do pré-sal. Com a aprovação, no último dia 3, na Câmara, do texto-base que capitaliza a Petrobras, boa parte dos recursos que seriam destinados ao estado, graças à participação especial, seguirá diretamente para a estatal. Isso representará perda de R$ 22,9 bilhões para o Rio. O estado continua com direito aos royalties, mas em dinheiro a quantidade equivale a apenas 1/3 do que era recebido com a participação especial.
O conflito teve seu ápice quando o Rio foi surpreendido pela escandalosa votação de 368 votos a 73, com duas abstenções, à Emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que altera os critérios de pagamento dessas compensações, retirando do estado 97% da arrecadação, comprometendo orçamento, investimentos em segurança, saúde, saneamento, os salários de servidores e até as Olimpíadas de 2016. A partir daí, começou a mobilização contra a redução dos royalties de R$ 7,5 bilhões ano para R$ 223 milhões.
Indignação da população está nas ruas desde a ameaça, revelada por O DIA
A indignação do Estado do Rio de Janeiro com a assustadora proposta de redistribuição do dinheiro dos royalties e das participações especiais da produção de petróleo não começou na semana passada. Desde setembro do ano passado, quando o governo federal apresentou os projetos de lei do novo marco regulatório do pré-sal, O DIA acompanha o debate que polarizou estados e municípios produtores e não produtores.

Fonte: O Dia RJ