Ressonâncias
Ednaldo AlmeidaEdnaldo Almeida nasceu em Teresina/PI (1964). É Poeta e Professor de Literatura. É formado pela UFPI e mestrando em letras pela UFPE. É funcionário público municipal. É autor do livro "EU TRANSITO".
"A coisa tá feia"
O negócio “tá brabo”, meus amigos (as)! Igualzinho a telenovelas: vale tudo para aumentar os índices de audiência.
Senhor doutor ladrão...
Como se diz popularmente, meus amigos (as), “a coisa tá braba”! A fotografia ao lado não é pegadinha, não! Vejam só a que ponto chegou um comerciante (cidade interiorana do Sul do Brasil) depois de ter sofrido tantos assaltos. O recado é emblemático.
Gratidão
“Se você apanha um cachorro faminto e o alimenta, ele não o morderá.
Essa é a principal diferença entre um cão e um Homem.” (Mark Twain)
O autêntico cachorro-quente
Determinados setores da culinária, preocupados em difundir um
“conceito mais autêntico” de cachorro-quente, resolveram inovar. Vejam
só que maldade...
Alerta na areia
A justificada preocupação com a gripe A ganha as praias de todo o mundo. A Escultura de areia que você vê ao lado, na praia do puri, na Índia, deixa isso bem claro (ou arenoso).
Sohw de bloa
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
O brasileiro comum (sem imunidades)
A HONESTIDADE de alguns brasileiros contrasta profundamente com muitos brasileiros “incomuns” que temos no Congresso Nacional. Vejam só do que é capaz um comerciante honesto. A imagem ao lado diz tudo. E não pensem que é montagem, não!
Contenda dos extremos
Concordo plenamente com um número cada vez mais crescente de pessoas (e, dentre essas, há dezenas de formadores de opinião) que desejam ver instalado detector de metais no acesso ao Senado. Há poucos dias, num evento que eu chamaria de “contenda dos extremos” (Collor x Simon), os olhos esbugalhados do ex-presidente fizeram-me lembrar (não me perguntem o porquê, pois não sei) outros olhos, os de Diego Armando Maradona, que, ao comemorar um gol na Copa de 1994, crescia os olhos para as câmeras de TV de todo o mundo. Bem, amigos (as) internautas, do resultado disso tudo o mundo ficou sabendo, após o exame antidoping da FIFA realizado no craque argentino.
O senador gaúcho Pedro Simon, com receio dos olhos esbugalhados de Fernando Collor, logo após a discussão lembrou um lamentável episódio ocorrido em 5 de dezembro de 1963, que abalou Brasília. O Senador Arnon de Mello, pai do ex-presidente Collor, assassinou, com um tiro no peito, em plena Tribuna do Senado Federal, o colega José Kairala. Na verdade, o Senador Arnon de Melo queria alvejar o seu inimigo político, Silvestre Péricles de Góis Monteiro, mas errou o alvo, assassinando o senador acreano. Apesar do flagrante, Arnon de Mello não foi preso e sequer teve o mandato cassado, pois foi protegido pela famosa imunidade parlamentar.
Como se vê, a ideia de instalar detector de metais no acesso ao Senado poderia e poderá evitar muitas tragédias, dado o conhecido “sangue latino” de muitos dos nossos parlamentáveis.
UniversHILÁRIO
Em uma vara eleitoral do interior de Minas Gerais, os pedidos de dispensa de mesário são feitos mediante preenchimento de um formulário próprio, no qual o interessado justifica sua pretensão, que é levada ao conhecimento do juiz.
Entretanto, através deste processo chegou um pedido um tanto inusitado, que é reproduzido abaixo:
MOTIVOS DA DISPENSA: “A fauta de tempo porque eu faço faculdade de fisioterapia na (...) e tambem faço estagio na crinica da (...), alem de ajudar meu tio na loja dele. por isso venho a ti requerer minha dispenssa”.
O juiz, incrédulo com tantos erros, despachou: “Diante de tantos erros ortográficos, prove que é universitário. Int.”. E pior, o interessado, intimado pelo chefe do cartório, escreveu no rodapé do documento: “Siente do despacho.”
(Obs.: o interessado realmente era universitário).
Isso é que é, verdadeiramente, PISAR NA JACA (ou melhor, pisar na língua).
Uma história de amor
Uma amizade perigosa. Essa é a relação entre Chito, um costarriquenho de 52 anos, e Pocho, um crocodilo que mede mais de 5 metros de comprimento e pesa 445 quilos. A reportagem do Jornal inglês “The Sun” informa que essa amizade começou há 20 anos, quando o pescador encontrou Pocho ferido por um balaço no olho esquerdo. Pocho foi muito bem tratado pelo pescador (o crocodilo chegou a pesar apenas 68 quilos) e, a partir daí, nasceu uma grande amizade entre os dois.
E vocês, amigos (as) internautas, arriscariam dar um abraço em Pocho?
Trabalho duro
Um avião da Anistia Internacional deixa no ar uma mensagem (feita de fumaça) cobrando das autoridades governamentais japonesas um pedido oficial de desculpas à australiana Gil Won Ok, hoje com 81 anos (fotografia ao lado).
No período da Segunda Guerra Mundial, o exército imperial do Japão forçou a australiana a trabalhar como prostituta.
16 pontos na mão (e na tabela)
Ao exibir os 16 pontos recebidos na mão esquerda, em cirurgia realizada no dia 29 de julho, Ronaldo, durante entrevista coletiva, brincou: “Se eu pudesse colocar os pontos que tive na mão na tabela, o Corinthians seria líder absoluto”.
A Flor do Lácio
O Rio de Janeiro terá, muito provavelmente, um serviço de tira-dúvidas de português pelo telefone. Ontem, dia 11/8/2009, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou uma proposta que obrigará a Secretaria de Estado de Educação a oferecer um serviço de plantão da língua portuguesa, que deverá ser feito por intermédio de convênio com instituições públicas ou privadas. O serviço será feito através de um número telefônico exclusivo e terá como objetivo solucionar questões sobre ortografia, acentuação, concordância verbal e nominal, regência, sintaxe e morfologia.
Propõe o texto que a equipe a ser formada tenha dois atendentes e oito professores.
A proposta agora será enviada ao governador Sérgio Cabral, que irá sancioná-la ou vetá-la.
Eis uma proposta que deverá servir de espelho para outros Estados da federação.
GP da Hungria
Embora triste (e animado pelas últimas notícias), o mundo espera pela total recuperação do nosso Felipe Massa.
Instantaneamente, a palavra mola quase soa como “(Í)mola, naquele fatídico GP de 1994.
Vamos torcer para que tudo se restabeleça e tenhamos Felipe Massa fazendo o que ele mais ama e sabe fazer.
Lula, o melhor amigo do homem
Há quase trinta dias, precisamente no dia 26 de junho, publiquei aqui, sob o título “Homem comum e predileção pela desgraça”, a respeito da insistência de Lula em defender o Senador José Sarney, um texto que iniciava assim: “Volta e meia, Sua Excelência o Senhor Presidente da República é dado a fazer declarações infelizes.”
Assim que o jornal O Estado de S. Paulo publicou a reportagem sobre os atos secretos, Lula, lá do Cazaquistão, no dia 17 de junho, classificou tudo como sendo “denuncismo” e que o Sr. José Sarney não era “uma pessoa comum”. Disse, já no Brasil, também em defesa intransigente do Senador maranhense, que “a mídia prefere a desgraça”.
Conforme enfatiza a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, “no dia 2 deste mês, (Lula) enquadrou os senadores petistas que ameaçavam se rebelar. No dia 13, pediu aos ministros apoio ao aliado, alegando que ‘não se pode individualizar acusações’ e, na posse do procurador, anteontem, pediu atenção à “biografia dos investigados”, em referência indireta a Sarney”.
O senador Pedro Simon, que é uma grata exceção na política brasileira, além de afirmar que Lula está sendo infeliz em seus comentários, disse o seguinte: “Feche a boca, Lula. Ele (Lula) está sendo infeliz porque entrou numa situação que não precisaria ter entrado da maneira que está entrando.”
Ainda insistindo em defender o indefensável (algo comum na política brasileira), ontem, em entrevista concedida à Rádio Globo/SP, o presidente Lula deu a seguinte declaração, numa clara tentativa de mitigar (ou mesmo desmerecer?) as gravações das conversas entre José Sarney e seu filho Fernando Sarney em que tratam de nomeações para cargos de confiança de parentes e até de um namorado da neta:
“É preciso saber o tamanho do crime. Uma coisa é roubar, matar, outra é pedir emprego e o tráfico de influência, o lobby. O que não se pode é vender tudo como um crime de pena de morte.”
Sobre o pedido de instauração de processo disciplinar para que Sarney e o Sr. Agaciel Maia sejam ouvidos sobre o teor das gravações o senador Cristovam Buarque foi enfático: “Se não fizermos nada, não sei até quando vamos aguentar a pressão da opinião pública, não contra Sarney, não mais contra um ou outro senador, mas contra todos os senadores e contra a própria instituição.”
Diz o dito popular que o cão é o melhor amigo do homem. Na verdade, diante dos fatos, acredito mais na amizade do molusco marinho, ou seja: lula é o melhor amigo do homem.
Festival de Placas Loucas que Assola o País
O saudoso Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) escreveu o “FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País”.
Vendo os dizeres dessa placa, bem que poderíamos ter um FEPLALOUAPÁ – Festival de Placas Loucas que Assola o País.
O sempre fenômeno Ronaldo
Deu na Veja:
“Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio venceria sempre.” Ronaldo, o Fenômeno, lembrando Antonio Franco de Oliveira, o Neném Prancha (1906-1976) – mito do futebol de praia do Rio de Janeiro -, ao reclamar da programação austera do Corinthians.
A qualidade dos amigos
Ontem, por volta das 15h00min horas, liguei para uma residência procurando uma determinada pessoa. Atendeu-me uma senhora. A conversa ao telefone, muito rápida, deu-se assim, logo após o atendimento:
- Pode dizer.
- Eu gostaria de falar com fulano de tal...
- Ele não está.
Eu teria que deixar um recado, pois era do interesse da pessoa recebê-lo. Então, tornei:
- Com quem eu falo, por favor?
- Olha, eu não tenho tempo para muita conversa. Diga logo o que você quer – ou melhor, ligue à noite, que ele estará em casa.
Simplesmente, após terminar essa frase, ouvi o desligar característico do telefone, sem mais nem menos.
A atitude dessa senhora está intimamente relacionada ao texto que segue (autoria desconhecida).
Um homem foi comprar jornal com seu amigo. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo sorriu carinhosamente e, com toda atenção, desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois desciam pela rua, o homem perguntou ao seu amigo:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente, é sempre assim.
- E você é sempre tão amável com ele?
- Sim, sempre sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos “próprios” donos. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humour, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
Para saber “quantos” amigos você tem, dê uma festa. Para saber a “qualidade” deles, fique doente!
Advogados e suas petições - parte 2
“O devedor pode ser localizado na casa n°. 242 da rua que fica aos fundos do cemitério, não precisando o Oficial de justiça alegar medo, como pretexto para não realizar a diligência, porque se trata de rua despovoada de almas do outro mundo”. (De uma petição, na comarca de São Jerônimo)
Vixe, Maria, o cabra deve ser médium!!!!!
“... um crucifixo, em madeira, estilo colonial, marca INRI - sem número de série...”. (Descrição da penhora feita por um Oficial de Justiça de Porto Alegre/RS)
Sem comentários, meu caro (a) internauta...
Advogados e suas petições - parte 1
Caso o amigo (a) esteja cansado desses programas de humor que, um tanto desbotados, já perderam a graça, não tem problema. Recebi hoje, por e-mail, um sem-número de petições redigidas por advogados desse meu Brasil. É uma verdadeira fonte inesgotável de risos. Eis alguns trechos de um verdadeiro programa de humor. Verve semelhante somente encontramos no mestre Chico Anysio.
Por motivos óbvios, o nome de pessoas citadas no documento será alterado para “fulano de tal”
Deixemos de sutilezas. Vamos às pérolas:
“Fulano de tal, falecido em 08 de maio de 2003, conforme certidão de óbito em anexo, doravante denominado reclamante, por seu advogado signatário, vem perante Vossa Excelência ajuizar ação trabalhista...” (De uma petição inicial na Vara do Trabalho em Varginha - MG)
Eita, amigo (a) internauta, o cabra estando morto é “reclamante” – imagine estando vivo!
“Edital é uma forma de fazer uma pessoa saber o que ela não sabe, só que muitas vezes, porque não lê o jornal, ela não vai mesmo ficar sabendo.” (Resposta em uma prova de Processo Civil, em Faculdade de Direito da Grande Porto Alegre)
Esse rapaz é metido a filósofo, não tenha dúvida.
“A parte autora diz que no contrato de compra e venda estão presentes o sujeito e o objeto, mas não aponta onde está o predicado.” (De uma contestação em ação revisional)
Ufa!!!! Esse está na profissão errada, pois tem mania de termos essenciais da oração.

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