Ressonâncias

Ednaldo Almeida Ednaldo Almeida

Ednaldo Almeida nasceu em Teresina/PI (1964). É Poeta e Professor de Literatura. É formado pela UFPI e mestrando em letras pela UFPE. É funcionário público municipal. É autor do livro "EU TRANSITO".


25/06/2009 às 17h47min

Homem comum e predileção pela desgraça

Volta e meia, Sua Excelência o Senhor Presidente da República é dado a fazer declarações infelizes. Aliás, desde que assumiu o poder (há quase seis anos e meio) sua trajetória tem sido marcada por discursos contraditórios. Pelo menos uma dessas contradições boi benéfica ao país: a manutenção da política econômica do governo antecessor. As demais, não custa lembrar, são desastrosas.
Recentemente, em discurso no Rio de Janeiro, disse, em tom de queixa, que a imprensa “tem uma predileção pela desgraça”. Acredito que, de certa forma, Sua Excelência tenha razão, pois a imprensa tem, sim, predileção pela desgraça ética, pela desgraça moral que se instalou no governo Lula. A imprensa não pode mostrar graça onde há desgraça. Seria uma contradição. Mas também se vê na mesma imprensa ações positivas do governo Lula, principalmente as relacionadas à estabilidade econômica. Sua excelência teve o bom senso de deixar a economia ser conduzida por técnicos especializados. Isso rende bons frutos.
Ainda no exterior, Lula deu a seguinte declaração, a propósito de mais um escândalo no Senado Federal: “José Sarney não pode ser tratado como se fosse uma pessoa comum”.
Curioso como o discurso da maioria dos políticos brasileiros muda como o passar das nuvens...
Não devemos esquecer que, em 1986, o MESMO Lula chamou o MESMO Sarney de “grileiro do Maranhão”. Em 1987, chamou José Sarney de “ladrão” e que este, perto de Paulo Maluf, não passaria de um “trombadinha”. O Presidente petista, que, volta e meia, solta a sua verborragia, sapecou essa, que todos nós ainda lembramos. Corria o ano de 1993: “de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas.” Hoje, no exercício da magistratura máxima do País, Sua Excelência depende da maior bancada do Senado, que é a do PMDB.
Um verdadeiro líder, além de não ser complacente com desmandos e desvio do erário público, sabe a exata dimensão do alcance das suas palavras, em qualquer tempo.
A propósito, compartilho com o amigo (a) internauta alguns trechos interessantíssimos extraídos de um texto de Ruth de Aquino, diretora da sucursal de Época/RJ: “O que seria hoje, em 2009, um homem comum para Lula? De que princípios, de que vísceras ele seria constituído? Um dos fundamentos da democracia é que os governantes sejam vistos e cobrados como homens comuns. Qual seria o tratamento ideal para os poderosos no Brasil de Lula? Espera-se de um presidente do Senado a mesma dignidade e retidão de caráter de um chefe de família comum? Como é punido o homem comum que cai no desvio? Como deve ser punido o político ‘com história suficiente para não ser tratado como uma pessoa comum’? Que valores o líder transmite para o povo, com um discurso que trai sua própria história?
Lula é hoje parte da elite que sempre criticou com ferocidade. Natural. A elite não é má por definição, já descobriu o presidente. Mas, por isso, ele se solidariza com figuras como Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho? De vez em quando, Lula incorpora o sindicalista (lá fora) e critica os ricos e poderosos, em surtos de demagogia atabalhoada. Diante do premiê britânico, Gordon Brown, disse que ‘a crise foi causada por gente branca com olhos azuis’. Pegou mal.

10/06/2009 às 17h43min

O amor em tom maior

O texto a seguir, atribuído ao saudoso Artur da Távola (pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros), deixa em todos nós a sensação (ou melhor, a convicção) de que devemos refletir bem mais acerca da construção diária do amor, que exige uma reformulação de nossa vida interior. A propósito, isso me faz lembrar uma frase riquíssima do nosso Artur da Távola: “Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.”

Vamos ao texto:


Aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabam de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta... Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom da voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar só é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas a pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem, visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo para cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que o amor “solamente” não basta. Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não. Se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidade a todos nós!

03/06/2009 às 10h16min

O preconceito e o conceito padrepedrinos

Resolvi brindar o amigo (a) internauta com um texto da Escritora Bernadete Ferraz, que tanto admiro. Privilegiado que fui por tê-lo ainda inédito em minhas mãos, quero compartilhá-lo com o amigo (a) internauta.

TEMPOS DE INOCÊNCIA
Bernadete Ferraz

Missa das nove. Estava lá o padre Pedro num sermão chato, inclusive pelo tom de sua voz que imprimia uma ondulação estudada, dicção incompreensível e temática pior ainda, para meus tenros 11 anos. Resultado: uma sonolência incontrolável.
De repente, ele levanta a voz, levanta o braço direito, indicador em riste apontado para a porta principal, e berra: - Eu não quero prostituta em minha igreja. Sai, sai, sai... Todos se viraram, inclusive eu, que sofri um baita puxavão de minha avó. Ocorre que eu havia me virado para localizar Luiza que estava no branco de trás, na condição de serviçal dos Andrades. Putz!
Luiza era uma cria de casa (uns quatro anos mais do que eu), caída na vida e sabia de tudo. Eu desejava fazer-lhe uma consulta, entre dentes. A despeito do que poderia sofrer de novo, publicamente, pela prosaica polidez de minha avó, insisti sussurrando:
- Luiza, o que é prostituta?
- É mulher da vida...
- E tem mulher que não é da vida?
- Tem sim. É a mulher perdida.
- Como é que aquela mulher é perdida se estava ali, na porta da Igreja?
- Perdida só para os outros...
E eu fiquei do mesmo tamanho...
Recentemente, nessas fisgadas da memória, lembrei-me daquela figura inofensiva da mulher escorraçada da porta de um templo religioso, sob alcunha revestida de condenação, por um padre pedra e, já de posse dos meandros do vocábulo prostituta (atualmente utilizado apenas para registros de programas sociais), garrei a maginar, que entre o preconceito e o conceito padrepedrinos, existia um simples detalhe – uma blusa sem mangas. Pareceu-me, então, que era debaixo das mangas compridas que circulava o pecado.
Texto inédito – 20.05.2009

01/06/2009 às 17h21min

O bom advogado

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se.."


Dizem que aconteceu em Minas Gerais, em Ubá, cidade onde nasceu o genial Compositor Ary Barroso.
Na cidade havia um senhor cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de laranjas.
Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.
Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

'Tudo bom, Cabeçudo'?
O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele.
Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.
A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.
Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.
Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de 'Zé Caneado', advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.
Pois não é que o 'Zé Caneado' aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!
Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:
- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos...
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não agüentou:
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
-Senhoras e Senhores jurados, esta Côrte chegou ao ponto em que eu queria chegar...
Vejam que: se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão...., pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!
Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

29/05/2009 às 17h58min

UMA FORÇA ESTRANHA NO AR

“... Por isso uma força me leva a cantar/por isso essa força estranha no ar...”
Esses versos maravilhosos do Caetano Veloso podem, perfeitamente, ser empregados na arte da brilhante (e jovem, pois tem apenas 36 anos. E continuaria jovem mesmo que tivesse 90, pois, conforme essa mesma força estranha, o tempo não para e no entanto ela nunca envelhece) artista chinesa Ju Duoqi. Para quem ainda não viu, selecionei três obras dessa grande artista. É só clicar na seta da imagem para conferir.
Utilizando batatas, gengibre, couve, tofu, cebolas e pepinos, Ju Duoqi nos proporciona momentos especiais ao recriar, com frutas e legumes frescos (embora ela também utilize secos, murchos, em conserva, fritos ou fervidos), telas de grandes artistas. Selecionei, pela sequência, a recriação de “Autorretrato” - Van Gogh, “Mona Lisa” - Da Vinci e “O nascimento de Vênus” - Botticeli.

27/05/2009 às 16h24min

QUERO UM AMOR MAIOR...

Um homem bastante idoso procurou uma clínica para fazer um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo de sua pressa e ele disse que precisava ir a um asilo de velhos tomar o café da manhã com sua mulher, que estava internada há bastante tempo. Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado.
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado.
- “Não, disse ele. Ela já não sabe quem sou eu. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...”
Intrigado, o médico lhe pergunta: - “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?”
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É.”

Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava:
- “Esta é a qualidade de AMOR que eu quero para minha vida.”

O AMOR não se resume ao físico, ao romântico... O AMOR verdadeiro é a aceitação
DE TUDO O QUE O OUTRO FOI,
DE TUDO O QUE O OUTRO É,
DE TUDO O QUE O OUTRO SERÁ
E DO QUE JÁ NÃO É MAIS.

26/03/2009 às 16h10min

A vírgula e o tecido

Por e-mail, recebo da Giovanna (uma jovem que mora no bairro Vermelha) a seguinte pergunta: “qual a real importância da vírgula”?
Depois, torna a fazer outra pergunta:
“está correto ‘não, tenham piedade’ ou ‘não tenham piedade?

Respondi-lhe que a vírgula é fundamental na construção de um texto, na construção de sentidos. É justamente o que acontece com as duas frases acima, que estão corretas. A vírgula da primeira frase dá um sentido totalmente diferente do que lemos na segunda frase, que veio sem vírgula.
A propósito, enviei também para a Giovanna um texto que, além de instrutivo e jocoso, é recheado de bom humor. E, de forma bem didática, sem recorrer às regras gramaticais, mostra o real valor do uso da vírgula. Esse texto marca os cem anos da Associação Brasileira de Imprensa (comemorados em 7 de abril de 2008):

 

 


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar herois.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

17/03/2009 às 16h28min

Proteção desprotege e carinho demais faz arrepender

O texto que segue, dada a sua extrema importância, traz um tema recorrente aqui no Ressonâncias. A autoria é atribuída a Márcia Neder. A música “Filho único” que, nos anos 70, fez muito sucesso com o tremendão Erasmo Carlos e era tema de um personagem interpretado pelo ator e diretor Denis Carvalho, guarda estreita relação com esse texto.  Antes, porém, lembremos a letra de “Filho único”:
 
Ei, mãe, não sou mais menino
Não é justo que também queira parir meu destino
Você já fez a sua parte me pondo no mundo
Que agora é meu dono, mãe
e nos seus planos não estão você
Proteção desprotege
e carinho demais faz arrepender
Ei, mãe
Já sei de antemão
que você fez tudo por mim e jamais quer que eu sofra
Pois sou seu único filho
Mas contudo não posso fazer nada
A barra tá pesada, mãe

E quem tá na chuva tem que se molhar
No início vai ser difícil
Mas depois você vai se acostumar.
 
Agora, integralmente (sem correções), o texto de Marcia Neder:
 
Mãe desnecessária
'A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista Esta frase e ela sempre me soou estranha.
Até agora. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha interna hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a supermãe que todas temos
dentro de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto.
Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes  e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vinculo não pára de se transformar ao longo da vida.

Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que  eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe- solidários- criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos  a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidem atracar.'

13/03/2009 às 16h43min

Por que os cães não vivem tanto quanto as pessoas?

O relato que segue, além de emocionante, é extremamente instrutivo, pois mostra o quanto podemos aprender com as crianças, em qualquer faixa etária.


"Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês, chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre. Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e me ofereci para proceder à eutanásia para o velho cão em sua casa. Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência. No dia seguinte, eu senti o familiar ‘aperto na gartanta’ enquanto a família de Belker o rodeava. Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker, sem dificuldade ou confusão. Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais serem mais curtas que a dos seres humanos.
Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, disse:
- “Eu sei por quê.”
Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.
- “As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo? Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar tanto tempo.”

13/03/2009 às 15h50min

Domingo tem Fenômeno?

O futebol mundial agradece!

Desejo a todos um domingo fenomenal.

05/03/2009 às 16h53min

FENÔMENO EM ITUMBIARA

Em 10 de dezembro de 2008, o Ressonâncias publicava uma matéria intitulada “O retorno do fenômeno”. Hoje, dia 05 de março de 2009, os jornais do mundo inteiro destacam o retorno de Ronaldo Fenômeno (MAIS UMA VEZ) aos gramados, para o bem do futebol. O fenômeno desejava voltar ao futebol (na verdade, ele nunca saiu) e, do outro lado, o futebol estava com saudades do Ronaldo.
Ainda sem ritmo (o que é óbvio para quem não joga há mais de um ano), ele já deu mostras da sua recuperação física. O resto é recuperação de ritmo e tempo de bola, pois a poesia que nasce dos seus dribles desconcertantes voltará logo.
É, amigo (a) internauta, parece que o mito da fênix não está tão distante assim dos desafios superados por um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos.
Obrigado, Ronaldo, pelo retorno. Conte com o apoio daqueles que realmente amam o futebol.

25/02/2009 às 15h35min

Você é um diamante. Vamos lapidá-lo?

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do puteiro'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como
gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças, e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro, disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal, onde registrará a quantidade
de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor - balbuciou -, mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer.
Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.
O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que, no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego... Mas só contava com alguns pregos enferrujados
e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização, para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias
em uma mula, para ir ao povoado mais próximo, para realizar a compra. E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que....
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e, além do mais, a casa de
ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula...
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e
volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no
momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo... Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe
seus dias de viagem,mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma
talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar,
para fazer compras'. Se isto fosse certo, muita gente poderia
necessitar que ele viajasse, para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo,
alugou um galpão para estocar as ferramentas e, alguns meses
depois, comprou uma vitrine e um balcão, e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias
em viagens. Um dia ele lembrou de um amigo seu, que era
torneiro e ferreiro, e pensou que este poderia fabricar as
cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas,
os alicates, as talhadeiras, etc..
E depois foram os pregos e os parafusos... .
Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página
do Livro de Atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever?
Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma - Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de
oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste
energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se grandes ou
pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
'Não há comparações entre:
o que se perde por fracassar
e o que se perde por não tentar..."

18/02/2009 às 17h39min

A importância de um amante

Leiam o que nos diz o psicoterapeuta argentino Jorge Bucay, que já escreveu vários bestsellers. Cito alguns: “El camino de la auto-dependencia”, “Déjame que te cuente” “Amarse com los ojos abiertos”, “Cartas para Claudia”.

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de depressão. São várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas. Elas já esperam o diagnóstico de depressão e a inevitável receita do antidepressivo do momento... Mas, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que na verdade precisam é de um AMANTE!
“Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” - Pensam chocadas, escandalizadas.
Mas eu explico: amante é aquilo que nos apaixona. É o que toma
conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que
acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a
motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em
nosso parceiro. Outras, em alguém que não é o nosso parceiro,
Mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica, ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na espiritualidade, na boa mesa, no estudo, ou no prazer do passatempo predileto...
Enfim, amante é " alguém " ou " algo " que nos faz namorar a vida e nos afasta do triste destino de " ir levando ".
E o que é " ir levando " ?
" Ir levando " é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem - o vizinho...
É o se deixar dominar pela pressão, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, é observar,
decepcionado, cada ruga nova que o espelho mostra.
É se aborrecer com o calor, ou com o frio,
com a umidade, com o sol, ou com a chuva.
" Ir levando " é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez
possamos realizar algo Amanhã.
Por favor, não se contente com " ir levando "!.
Procure um amante, ou uma amante, e seja também um amante
e um protagonista da SUA VIDA... Acredite: o trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém...
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas,
procure hoje um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

" PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."

23/01/2009 às 06h26min

O sim implícito no não

As palavras mais importantes em todas as línguas são palavras pequenas. “sim”, por exemplo. Amor. Deus. São Palavras que saem com facilidade, e preenchem espaços vazios em nosso mundo. Entretanto, existe uma palavra também muito pequena, que temos dificuldade em dizer: “não”.
E nos achamos generosos, compreensivos, educados. Porque o “não” tem fama de maldito, egoísta, pouco espiritual.
CUIDADO COM ISTO.
Há momentos em que, ao dizer “sim” para os outros, você está dizendo “não” para si mesmo.
Todos os grandes homens e mulheres do mundo foram pessoas que, mais do que dizer “sim”, disseram um “NÃO” bem grande a tudo que não combinava com um ideal de bondade e crescimento. Jamais diga um “sim” com os lábios, se seu coração diz “não”.
Paulo Coelho

O texto, em anexo, foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais. A única condição solicitada por ele foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura. Nos dias de hoje, sementes plantadas
como a deste professor devem ser repassadas, afinal, o futuro pertence às nossas crianças e somos nós que as orientamos para a vida!
Recentemente, esse texto foi publicado em jornais, por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas - PE. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

"MÃES MALVADAS"

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em momentos até odiaram ). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais malvada do mundo...".As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que dixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos
apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil".
Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se
a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES "MALVADAS"!
Dr. Carlos Hecktheuer
Médico Psiquiatra

22/01/2009 às 11h15min

Reforma poética

Desde 1990, a reforma ortográfica suscita muitos debates, discussões. Hoje, já oficializada, continua rendendo muitos frutos. Como consequência, há especialistas a favor e, o que é salutar, contra.
Resolvi compartilhar o texto que segue (presente de uma amiga) pela jocosidade e simplicidade tão presentes, ilustrando bem esse momento que vivemos.

Reforma Poética

2009 é o ano da Reforma Ortográfica.
Em casos como AUTOESTIMA, o hífen cai.
A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em FEIURA.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em ideia,
só que dela a gente precisa. E muito.
O trema sumiu em todas as palavras, como em inconsequência,
que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.
Mas nem tudo vai mudar. ABRAÇO continua igual.
E quanto mais apertado, melhor. AMIZADE ainda é com "z",
como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como "EU TE AMO" continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com "x",
como ABACAXI, que, gostando ou não,
a gente vai ter alguns para descascar.
Solitário ainda tem acento, como Solidário,
que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA,
que precisa tocar a vida pra frente. E por falar em VIDA,
bom, essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto.
Iêda Vilas-Bôas

21/01/2009 às 15h37min

A sensibilidade do pinto

No galinheiro, o galo perguntou para o pintinho:
- Você já fumou maconha?
- Não, nunca fumei.
- Então, vou preparar um pequeno pra você.
O galo fez um cigarrinho de maconha e o pintinho fumou.
- E aí, brother, sentiu alguma coisa?
- Não sinto nada.
- Não é possível! Vou fazer um maior.
O galo, então, fez um cigarro maior e o pintinho fumou.
- E aí, mano, sentiu alguma coisa?
- Não sinto nada.
- Não acredito! Vou fazer um gigante!
E fez um cigarro gigante e o pintinho fumou.
- Então, mano, sentiu alguma coisa?
- Não sinto nada, não sinto meu bico, não sinto minhas asas, não sinto meus pés, não sinto nada!

CONCLUSÃO:
A maconha tira a sensibilidade do pinto!

20/01/2009 às 14h30min

VIRTUDE

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
O chinês, então, responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

MORAL DA HISTÓRIA:

"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, pensam e agem de forma diferente. Portanto, nunca julgue. Apenas tente compreender."

19/01/2009 às 14h13min

Miss Teresina 2009

Essa morena que os amigos (as) internautas veem à direita é Samara Martins Marques, estudante de Direito no Instituto Camilo Filho e candidata a Miss Teresina 2009, representando a Associação Balneário Curva São Paulo, um dos pontos turísticos de nossa cidade.

A boate do Palácio Quitandinha, em Petrópolis/RJ, foi palco, em 1954, do concurso “Miss Brasil”, ano em que começou a ser realizado regularmente. Nesses primórdios, eram apenas seis as representantes dos estados da federação. E, desde então, essas mulheres representam o Brasil no concurso “Miss Universo”. No ano seguinte, o concurso já era evento midiático, perdendo em importância apenas para a Copa do Mundo FIFA de futebol.
A beleza da mulher brasileira é reconhecida nos quatro cantos do planeta.
Mas óbvio que a verdadeira beleza nunca será preestabelecida por números. Aliás, a beleza não é estabelecida: ela se estabelece e não se submete a padrões.
Mas ninguém pode negar, por exemplo, a beleza das curvas de Ieda Maria Vargas e Martha Vasconcellos, brasileiras que conquistaram, em 1963 e 1968, respectivamente, o título de Miss Universo. De lá para cá, o concurso Miss Brasil teve altos e baixos.
Da mesma forma, ninguém pode negar a beleza das curvas da jovem Samara Marques (ela tem apenas 21 anos).
Desejamos a você, Samara, toda a sorte do mundo, pois uma caminhada começa com o primeiro passo.

07/01/2009 às 14h30min

Caça e caçador

FILOSOFANDO:

“O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer.”

Não me perguntem o autor dessa proeza, pois eu não sei.

05/01/2009 às 12h58min

Saindo pela tangente

Uma senhora muito distinta estava em um avião vindo da Suíça. Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou:
- Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor?
- Claro, minha filha, o que posso fazer por você?
- É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro. Eu realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega. Será que o senhor poderia levá-lo debaixo da sua batina?
- Claro que posso, minha filha, mas você deve saber que eu não posso mentir!
- O senhor tem um rosto tão honesto, padre, que estou certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E lhe deu o secador.
O avião chegou a seu destino. Quando o padre se apresentou à Alfândega, lhe perguntaram:
- Padre, o senhor tem algo a declarar?
O padre prontamente respondeu:
- Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho.
Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou:
- E da cintura para baixo, o que o senhor tem?
- Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado.
Caindo na risada, o fiscal exclamou:
- Pode passar, padre! O próximo...

MORAL DA HISTÓRIA: a inteligência faz a diferença. Basta escolher as palavras certas.