Saúde
Redação do Gterra, 06/08/2012 às 15h28minConselho Federal de Medicina condena tratamentos anti-idade com hormônios
Com os anos, a produção de hormônios tende a cair. Alguns médicos indicavam a reposição como opção para afastar o avanço da idade
Edição: Gterra
Ainda não existem evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, conhecida também como anti-aging. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos científicos, realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Tratamentos baseados em reposição hormonal e suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais mineiras são os principais alvos das críticas do CFM em documento publicado nesta segunda-feira (6).
Segundo o Conselho, alguns médicos receitavam a seus pacientes hormônios, como testosterona, progesterona, GH – o mesmo tratamento usado em pessoas com hipofunção glandular. “Prescrever hormônio do crescimento para 'rejuvenescer' um adulto que não tem deficiência desse hormônio é submetê-lo ao risco de desenvolver diabetes e até neoplasias”, diz Gerson Zafallon Martins , Coordenador da Câmara Técnica de Geriatria do Conselho de Medicina.
Na avaliação dos conselheiros, o aumento da expectativa de vida não está relacionada a um tratamento específico, mas, sim, à melhoria da qualidade dela.
“Estão vendendo ilusão de antienvelhecimento para a população sem nenhuma comprovação científica e que pode fazer mal à saúde. Com a idade, o metabolismo mais lento e a ingestão de algumas substâncias podem aumentar o risco de várias doenças”, alerta a médica geriatra Elisa Franco Costa.
Segundo dados da instituição, nos últimos quatro anos, foram cassados o registro profissional de cinco médicos que praticavam os procedimentos anti-aging. Ainda, outros 10 profissionais foram punidos.

Ainda não existem evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, conhecida também como anti-aging. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos científicos, realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Tratamentos baseados em reposição hormonal e suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais mineiras são os principais alvos das críticas do CFM em documento publicado nesta segunda-feira (6).
Segundo o Conselho, alguns médicos receitavam a seus pacientes hormônios, como testosterona, progesterona, GH – o mesmo tratamento usado em pessoas com hipofunção glandular. “Prescrever hormônio do crescimento para 'rejuvenescer' um adulto que não tem deficiência desse hormônio é submetê-lo ao risco de desenvolver diabetes e até neoplasias”, diz Gerson Zafallon Martins , Coordenador da Câmara Técnica de Geriatria do Conselho de Medicina.
Na avaliação dos conselheiros, o aumento da expectativa de vida não está relacionada a um tratamento específico, mas, sim, à melhoria da qualidade dela.
“Estão vendendo ilusão de antienvelhecimento para a população sem nenhuma comprovação científica e que pode fazer mal à saúde. Com a idade, o metabolismo mais lento e a ingestão de algumas substâncias podem aumentar o risco de várias doenças”, alerta a médica geriatra Elisa Franco Costa.
Segundo dados da instituição, nos últimos quatro anos, foram cassados o registro profissional de cinco médicos que praticavam os procedimentos anti-aging. Ainda, outros 10 profissionais foram punidos.

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