Saúde
Redação do Gterra, 13/05/2010 às 07h40minDoentes crônicos estão morrendo no Piauà por falta de medicamentos
O Piauà está inadimplente com os laboratórios que não fornecem mais medicamentos, sem que seja efetuado o pagamento antecipado, segundo informações de Ozias Lima.
O presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Piauí, Ozias Lima, denunciou que a Secretaria de Saúde do Piauí deixou de atender mais de 14 mil pacientes crônicos do estado por mais de 260 dias do ano de 2009.
Ele disse que a denúncia foi encaminhada ao Ministério da Saúde para que seja feita uma auditoria. Segundo ele até o momento ocorreram 13 mortes no Piauí, em conseqüência da falta de medicamentos.
O Piauí está inadimplente com os laboratórios que não fornecem mais medicamentos, sem que seja efetuado o pagamento antecipado, segundo informações de Ozias Lima.
"Se há uma máfia. Se a culpa é do laboratório. Se houve superfaturamento, o Ministério da Saúde, precisa saber e precisa fazer auditoria.
Eu não sei para onde foi o repasse mensal que o Ministério é obrigado a mandar e manda. Só sei que na maioria dos meses os remédios não foram comprados. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal têm que investigar.
Eu vou provocar isso", declarou Ozias Lima, durante entrevista ao vivo na TV Cidade.
Ozias Lima informou que em 2009 morreram 11 pessoas, este ano já foram duas por falta do uso contínuo dos medicamentos.
Ele explicou que o atual secretário de Saúde, Telmo Mesquita, tentou pegar os medicamentos em outros estados, mas não foi possível. "Os R$ 4,5 milhões que o Ministério manda para comprar estes medicamentos, não estavam nos cofres quando o doutor Telmo chegou para assumir a secretaria", afirmou.
Pelas contas do presidente da associação, foram dezesseis meses sem medicamentos. Ozias Lima informou ainda que vai processar o ex-secretário de Saúde, deputado Assis Carvalho (PT), por declarações que ele teria dado chamando-o de maconheiro, em público. "Fico preocupado quando vejo o ex-secretário dizendo que a culpa é dos laboratórios.
Se os laboratórios têm responsabilidade, eu não sei. O que queremos saber é onde está o dinheiro que vem sendo enviado sistematicamente pelo Ministério da Saúde?", questionou o Ozias Lima, alegando que existe uma divida do Estado com os fornecedores, o que impede o repasse de medicamentos.
"Estamos lutando pelo nosso direito de viver. Estou há quatro meses sem tomar medicamentos e posso morrer", finalizou o presidente da Associação.
Assis Carvalho nega desvios e diz que houve investimentos
O deputado Assis Carvalho afirmou que o debate sobre os medicamentos está virando palanque político. Segundo ele existe um cartel na distribuição de medicamentos excepcionais. Para ele, existe uma máfia na área de medicamentos e que a patente deve ser quebrada, para reduzir o custo dos remédios.
Assis Carvalho informou que o Estado aplicou R$ 40 milhões do orçamento próprio na compra de medicamentos e foram investidos mais R$ 20 milhões pelo Ministério da Saúde.
Ele disse que todas as dúvidas sobre o problema serão esclarecidas em audiência públicas a ser realizada na Assembleia Legislativa. Segundo Assis Carvalho o presidente da Associação não está sem medicamento e que o tipo de remédio que ele toma nunca faltou. "Dos 112 medicamentos apenas 6 estão em falta", disse o deputado.
Ele disse que quando era secretário foi obrigado a pagar cerca de R$ 500 mil por um único medicamento. Noutra demanda judicial, há determinação para que a Secretaria de Saúde forneça medicação estimada em quase R$ 1 milhão.
Assis Carvalho disse que enquanto foi secretário melhorou consideravelmente a saúde no Estado, com a aplicação de R$ 200 milhões em 2 anos e 8 meses de gestão. Segundo ele, os investimentos passaram de R$ 15 milhões para R$ 80 milhões por ano.
"Conseguimos melhorar a qualidade de vida. Foram muitas as conquistas. Agora, não podemos transformar isso em palanque político", frisou Assis Carvalho.
"Na verdade, esse Ozias eu não conheço. Eu conheço outro, que quando me encontrava até o mês de janeiro rasgava elogios dizendo que os renais crônicos nunca foram tão bem tratados", disse Assis Carvalho. Ele disse que verificou a ficha de Ozias Lima e nunca faltou medicamento para ele na Saúde.
Assis Carvalho afirmou que existe cunho político nas denúncias. "Ser humano nenhum em direito de se apropriar do sofrimento dessas pessoas para fazer esse tipo de palanque. Não sei porque este ódio tamanho contra mim. Eu não estou mais na Saúde ", acrescentou o ex-secretário, sem saber dizer de qual setor político partiriam as denúncias, as quais chamou de "teatro em um período eleitoral".
O deputado disse que qualquer cidadão pode fiscalizar o dinheiro aplicado na saúde. Ele afirmou que o Estado aplicou R$ 43 milhões na compra de medicamento e foram disponibilizados R$ 20.494.163,93 pelo Ministério da Saúde. (L.C)

Ele disse que a denúncia foi encaminhada ao Ministério da Saúde para que seja feita uma auditoria. Segundo ele até o momento ocorreram 13 mortes no Piauí, em conseqüência da falta de medicamentos.
O Piauí está inadimplente com os laboratórios que não fornecem mais medicamentos, sem que seja efetuado o pagamento antecipado, segundo informações de Ozias Lima.
"Se há uma máfia. Se a culpa é do laboratório. Se houve superfaturamento, o Ministério da Saúde, precisa saber e precisa fazer auditoria.
Eu não sei para onde foi o repasse mensal que o Ministério é obrigado a mandar e manda. Só sei que na maioria dos meses os remédios não foram comprados. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal têm que investigar.
Eu vou provocar isso", declarou Ozias Lima, durante entrevista ao vivo na TV Cidade.
Ozias Lima informou que em 2009 morreram 11 pessoas, este ano já foram duas por falta do uso contínuo dos medicamentos.
Ele explicou que o atual secretário de Saúde, Telmo Mesquita, tentou pegar os medicamentos em outros estados, mas não foi possível. "Os R$ 4,5 milhões que o Ministério manda para comprar estes medicamentos, não estavam nos cofres quando o doutor Telmo chegou para assumir a secretaria", afirmou.
Pelas contas do presidente da associação, foram dezesseis meses sem medicamentos. Ozias Lima informou ainda que vai processar o ex-secretário de Saúde, deputado Assis Carvalho (PT), por declarações que ele teria dado chamando-o de maconheiro, em público. "Fico preocupado quando vejo o ex-secretário dizendo que a culpa é dos laboratórios.
Se os laboratórios têm responsabilidade, eu não sei. O que queremos saber é onde está o dinheiro que vem sendo enviado sistematicamente pelo Ministério da Saúde?", questionou o Ozias Lima, alegando que existe uma divida do Estado com os fornecedores, o que impede o repasse de medicamentos.
"Estamos lutando pelo nosso direito de viver. Estou há quatro meses sem tomar medicamentos e posso morrer", finalizou o presidente da Associação.
Assis Carvalho nega desvios e diz que houve investimentos
O deputado Assis Carvalho afirmou que o debate sobre os medicamentos está virando palanque político. Segundo ele existe um cartel na distribuição de medicamentos excepcionais. Para ele, existe uma máfia na área de medicamentos e que a patente deve ser quebrada, para reduzir o custo dos remédios.
Assis Carvalho informou que o Estado aplicou R$ 40 milhões do orçamento próprio na compra de medicamentos e foram investidos mais R$ 20 milhões pelo Ministério da Saúde.
Ele disse que todas as dúvidas sobre o problema serão esclarecidas em audiência públicas a ser realizada na Assembleia Legislativa. Segundo Assis Carvalho o presidente da Associação não está sem medicamento e que o tipo de remédio que ele toma nunca faltou. "Dos 112 medicamentos apenas 6 estão em falta", disse o deputado.
Ele disse que quando era secretário foi obrigado a pagar cerca de R$ 500 mil por um único medicamento. Noutra demanda judicial, há determinação para que a Secretaria de Saúde forneça medicação estimada em quase R$ 1 milhão.
Assis Carvalho disse que enquanto foi secretário melhorou consideravelmente a saúde no Estado, com a aplicação de R$ 200 milhões em 2 anos e 8 meses de gestão. Segundo ele, os investimentos passaram de R$ 15 milhões para R$ 80 milhões por ano.
"Conseguimos melhorar a qualidade de vida. Foram muitas as conquistas. Agora, não podemos transformar isso em palanque político", frisou Assis Carvalho.
"Na verdade, esse Ozias eu não conheço. Eu conheço outro, que quando me encontrava até o mês de janeiro rasgava elogios dizendo que os renais crônicos nunca foram tão bem tratados", disse Assis Carvalho. Ele disse que verificou a ficha de Ozias Lima e nunca faltou medicamento para ele na Saúde.
Assis Carvalho afirmou que existe cunho político nas denúncias. "Ser humano nenhum em direito de se apropriar do sofrimento dessas pessoas para fazer esse tipo de palanque. Não sei porque este ódio tamanho contra mim. Eu não estou mais na Saúde ", acrescentou o ex-secretário, sem saber dizer de qual setor político partiriam as denúncias, as quais chamou de "teatro em um período eleitoral".
O deputado disse que qualquer cidadão pode fiscalizar o dinheiro aplicado na saúde. Ele afirmou que o Estado aplicou R$ 43 milhões na compra de medicamento e foram disponibilizados R$ 20.494.163,93 pelo Ministério da Saúde. (L.C)

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