Saúde
Redação do Gterra, 16/03/2010 às 11h20minEscolas ainda não estão preparadas para gripe A
Diante da situação, os pais sentem-se acuados e impotentes
Edição Gterra
Belém -Treze pessoas já morreram vítimas da gripe A no Pará e outras dezenas contraíram a doença. Ainda assim, as escolas públicas não oferecem mecanismos eficientes de prevenção dentro da instituição de ensino. Ontem, quase um milhão de alunos da rede pública estadual retornaram às aulas em todo o Pará, mas nas escolas ainda é possível verificar falta de cuidados com a saúde dos estudantes.
Apesar de completamente reformada, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Antônio Paes da Silva, na Cremação, ainda possui um bebedouro onde as crianças precisam encostar a boca na torneira para beber água. Além disso, nos banheiros não existe sabão e muito menos álcool em gel para a higienização das mãos. Nas paredes, nenhum aviso afixado alerta sobre os cuidados com a doença.
Diante da situação, os pais sentem-se acuados e impotentes. Isso é o que diz a dona-de-casa Marluce Rodrigues. “Não tenho como modificar essa situação na escola e, ao mesmo tempo, não posso deixar minha filha em casa, sem ensino. Mas acredito que a direção da instituição precisa orientar as crianças sobre como se prevenir, principalmente agora, que o número de casos aumentou”, diz.
Sobre o assunto, a secretária estadual de Educação, Socorro Coelho, explica que ainda esta semana haverá uma reunião com representantes da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) para elaborar uma estratégia de prevenção nas escolas. “Os cuidados mudam a todo momento, mas vamos orientar aos alunos sobre como proceder em relação à doença”, afirma.
RETORNO
Ontem foi o prazo máximo para que as escolas que aderiram à greve dos professores no ano passado iniciassem o calendário letivo. Em todo o Pará, existem 1.216 instituições de ensino na rede estadual. A Seduc também informou que, das 290 mil novas vagas ofertadas, cerca de 90 mil ainda não foram preenchidas.
Segundo Socorro Coelho, esse ano a Seduc vai priorizar questões como transporte escolar, construção de laboratórios de informática, distribuição de material escolar, livro didático, merenda escolar e carteiras. Ela afirma que o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da educação já está sendo finalizado e deve ser entregue para votação na Assembleia Legislativa do Estado nas próximas semanas.
Para 2010, a secretária estima um investimento de
R$ 18 milhões no transporte escolar. A expectativa é que esse recurso beneficie 77 mil alunos que necessitam desse tipo de serviço, principalmente aqueles que moram nos municípios do interior.
O término do ano letivo está previsto para 11 de janeiro de 2011. Segundo a Seduc, as escolas do Estado terão condições de cumprir os 200 dias letivos previstos em lei

Belém -Treze pessoas já morreram vítimas da gripe A no Pará e outras dezenas contraíram a doença. Ainda assim, as escolas públicas não oferecem mecanismos eficientes de prevenção dentro da instituição de ensino. Ontem, quase um milhão de alunos da rede pública estadual retornaram às aulas em todo o Pará, mas nas escolas ainda é possível verificar falta de cuidados com a saúde dos estudantes.
Apesar de completamente reformada, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Antônio Paes da Silva, na Cremação, ainda possui um bebedouro onde as crianças precisam encostar a boca na torneira para beber água. Além disso, nos banheiros não existe sabão e muito menos álcool em gel para a higienização das mãos. Nas paredes, nenhum aviso afixado alerta sobre os cuidados com a doença.
Diante da situação, os pais sentem-se acuados e impotentes. Isso é o que diz a dona-de-casa Marluce Rodrigues. “Não tenho como modificar essa situação na escola e, ao mesmo tempo, não posso deixar minha filha em casa, sem ensino. Mas acredito que a direção da instituição precisa orientar as crianças sobre como se prevenir, principalmente agora, que o número de casos aumentou”, diz.
Sobre o assunto, a secretária estadual de Educação, Socorro Coelho, explica que ainda esta semana haverá uma reunião com representantes da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) para elaborar uma estratégia de prevenção nas escolas. “Os cuidados mudam a todo momento, mas vamos orientar aos alunos sobre como proceder em relação à doença”, afirma.
RETORNO
Ontem foi o prazo máximo para que as escolas que aderiram à greve dos professores no ano passado iniciassem o calendário letivo. Em todo o Pará, existem 1.216 instituições de ensino na rede estadual. A Seduc também informou que, das 290 mil novas vagas ofertadas, cerca de 90 mil ainda não foram preenchidas.
Segundo Socorro Coelho, esse ano a Seduc vai priorizar questões como transporte escolar, construção de laboratórios de informática, distribuição de material escolar, livro didático, merenda escolar e carteiras. Ela afirma que o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da educação já está sendo finalizado e deve ser entregue para votação na Assembleia Legislativa do Estado nas próximas semanas.
Para 2010, a secretária estima um investimento de
R$ 18 milhões no transporte escolar. A expectativa é que esse recurso beneficie 77 mil alunos que necessitam desse tipo de serviço, principalmente aqueles que moram nos municípios do interior.
O término do ano letivo está previsto para 11 de janeiro de 2011. Segundo a Seduc, as escolas do Estado terão condições de cumprir os 200 dias letivos previstos em lei

Leia também
- • Ceará registra 18 novos casos de gripe A, diz Secretaria da Saúde
- • Confirmada outra morte por gripe A no PiauÃ
- • Brasileiros com doenças crônicas terão mais tempo para se vacinar contra Gripe A
- • Comitê confirma segunda morte por influenza em 2010 no PiauÃ
- • Boatos sobre vacina anti-H1N1 são 'irresponsáveis', diz Ministério da Saúde

Comentar
Imprimir
RSS


