Saúde

Redação do Gterra, 06/08/2010 às 13h44min

Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil

A “raspadinha” possui tinta reativa que não descasca e, ao ser friccionada com objeto de metal, expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa.

Foto: Reprodução Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil
Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil
Edição: Gterra

Os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica, nesta categoria, remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
De acordo com a Anvisa, 20% dos remédios vendidos no país são falsos. Por isso, os consumidores devem ficar atentos às características da embalagem que certificam que o produto não é falsificado ou irregular. Remédios falsos podem provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e levar à morte.

“Distinguir um medicamento verdadeiro de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a originalidade do produto, daí a importância imprescindível de solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e sua procedência”, destaca a farmacêutica Carolina Marlien.

Entre os itens de segurança estão a caixa do medicamento, a “raspadinha” - que fica em uma das duas laterais da embalagem - e o selo ou lacre que torna a embalagem inviolável. A “raspadinha” possui tinta reativa que não descasca e, ao ser friccionada com objeto de metal, expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. E outra medida importante é verificar se a embalagem não foi violada e está em boas condições.

Para identificar um medicamento verdadeiro, as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome, endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser observado é a data de fabricação e validade. No medicamento, deve constar o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS, seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o número 1 e possui treze dígitos.

De acordo com a especialista, vale, ainda, a consciência do cidadão em não adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. “O consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico”, destaca a farmacêutica.

No caso de suspeita de produto falso, o consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.



Fonte: Uol

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