Saúde
Redação do Gterra, 20/05/2010 às 06h49minRemédios exepcionais estragam em deposito da Secretaria de Saude
Enquanto isto os doentes reclamam na fila por falta de medicamentos, foi o que constatou uma auditoria do SUS a pedido do Ministerio Público
Edição Gterra
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Claudia Seabra, revelou ontem durante audiência pública sobre a dispensação de medicamentos de alto custo no Piauí, um relatório sobre a situação da dispensação de medicamentos excepcionais no Piauí.
O relatório é resultado de uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Entre os problemas detectados estão a insalubridade do almoxarifado da farmácia de medicamentos excepcionais, falta de controle no almoxarifado e medicamentos vencidos.
O documento foi concluído na última segunda-feira,17, e segundo a promotora o Piauí vai perder R$ 1,6 milhão por conta da má gestão no programa. O recurso terá que ser devolvido ao Fundo Nacional de Saúde porque foi empregado na compra de medicamentos que não estão listados no protocolo do Ministério da Saúde, segundo constatou a auditoria.
De um só tipo de medicamento foram encontradas 288 ampolas vencidas. A promotora disse que cada ampola custa o valor de R$ 6.453 (seis mil quatrocentos e cinqüenta e três reais), o que gerou um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão para o Estado.
Um dado grave revelado pela auditoria , segundo Claudia Seabra "Essa auditoria é preliminar e com certeza ele vai servir como base para a abertura de um inquérito civil público para apurar com profundidade estes problemas", afirmou a promotora.
A promotora foi a segunda a se pronunciar na audiência pública realizada ontem na Assembleia Legislativa, existe uma má gestão dos recursos e dos medicamentos excepcionais no Piauí. Antes dela falou o deputado Assis Carvalho (PT), autor do requerimento que pediu a realização da audiência pública para que suas denuncias de existência de uma "máfia dos medicamentos" fosse discutida.
As constatações do relatório foram feitas por 3 técnicos do Departamento Nacional que estiveram no Piauí em fevereiro deste ano. Médicos do Espírito Santo que fizeram o levantamento da situação da farmácia a pedido do Ministério Público Estadual.
O trabalho de auditoria foi feito por 4 médicos do Espírito Santo que vieram ao Piauí para fazer o levantamento da situação. "Saúde é coisa cara e tem que ser bem gerida caso contrário faltará recurso para outras áreas é para isso que queremos chamar a atenção", afirmou a promotora.
Em seu pronunciamento a promotora falou ainda da portaria nº236 editada pelo ex-secretário de Saúde, Assis Carvalho. A portaria restringia a liberação de medicamentos excepcionais que não estivessem na lista do protocolo a apresentação de determinação judicial ou do Ministério Público.
Segundo a promotora a portaria "viola frontalmente os acordos feitos anteriormente entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público", afirmou a promotora.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Claudia Seabra, revelou ontem durante audiência pública sobre a dispensação de medicamentos de alto custo no Piauí, um relatório sobre a situação da dispensação de medicamentos excepcionais no Piauí.
O relatório é resultado de uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Entre os problemas detectados estão a insalubridade do almoxarifado da farmácia de medicamentos excepcionais, falta de controle no almoxarifado e medicamentos vencidos.
O documento foi concluído na última segunda-feira,17, e segundo a promotora o Piauí vai perder R$ 1,6 milhão por conta da má gestão no programa. O recurso terá que ser devolvido ao Fundo Nacional de Saúde porque foi empregado na compra de medicamentos que não estão listados no protocolo do Ministério da Saúde, segundo constatou a auditoria.
De um só tipo de medicamento foram encontradas 288 ampolas vencidas. A promotora disse que cada ampola custa o valor de R$ 6.453 (seis mil quatrocentos e cinqüenta e três reais), o que gerou um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão para o Estado.
Um dado grave revelado pela auditoria , segundo Claudia Seabra "Essa auditoria é preliminar e com certeza ele vai servir como base para a abertura de um inquérito civil público para apurar com profundidade estes problemas", afirmou a promotora.
A promotora foi a segunda a se pronunciar na audiência pública realizada ontem na Assembleia Legislativa, existe uma má gestão dos recursos e dos medicamentos excepcionais no Piauí. Antes dela falou o deputado Assis Carvalho (PT), autor do requerimento que pediu a realização da audiência pública para que suas denuncias de existência de uma "máfia dos medicamentos" fosse discutida.
As constatações do relatório foram feitas por 3 técnicos do Departamento Nacional que estiveram no Piauí em fevereiro deste ano. Médicos do Espírito Santo que fizeram o levantamento da situação da farmácia a pedido do Ministério Público Estadual.
O trabalho de auditoria foi feito por 4 médicos do Espírito Santo que vieram ao Piauí para fazer o levantamento da situação. "Saúde é coisa cara e tem que ser bem gerida caso contrário faltará recurso para outras áreas é para isso que queremos chamar a atenção", afirmou a promotora.
Em seu pronunciamento a promotora falou ainda da portaria nº236 editada pelo ex-secretário de Saúde, Assis Carvalho. A portaria restringia a liberação de medicamentos excepcionais que não estivessem na lista do protocolo a apresentação de determinação judicial ou do Ministério Público.
Segundo a promotora a portaria "viola frontalmente os acordos feitos anteriormente entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público", afirmou a promotora.

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Comentários (2)
- Tenho artrose, preciso tomar um medicamento que custa R$150,00 reais a cx com 30 comprimidos, e preciso tomar tres comprimidos ao dia, o que resulta em três caixas mensais e um gasto de R$ 450,00 reais mensais. A secretaria disse que este medicamento não faz parte do pacote de remédios que o governo fornece. é um absurdo um cidadão pagar seus impostos e quando se encontra com uma patologia irreversÃvel, já é aposentado, parece não fazer muita diferença aos governantes, pois o que me parece, estes já não se importam com a qualidade de vida destes. Desculpem-me as autoridades competentes, mas isso é um desabafo, já que a mÃdia só mostra o que é relevante á ela e dá ibope, sem dar a voz ao cidadão pagador dos seus impostos,que tenta exercer seu direito de cidadania, mas ao que parece, não merecerdor dos seus direitos, qual consta na lei. Rosilda Oliveira, Carapicuíba-SP - 11/12/2010 às 07h45min
-
tenho artrose, preciso tomar remedio, q custa
264,00 reais, para trinta dias, meu marido e aposentado e não tenho como comprar.
estou com todas as juntas inchadas, não sei o q fazer
será que tenhodireito ao remedio indicado q chama-sePiascledine, sera q consigo Unicamp. ou pelo SUS., ja me informei posto saúde não tem, farmacia alto custo também não.
aguardo resposta, obriga.
francisca chaves, Campinas-SP - 02/09/2010 às 21h20min
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