Teresina tem quase 200 casos de AIDS por ano - Saúde - Gterra

Saúde

Redação do Gterra, 02/12/2011 às 11h06min

Teresina tem quase 200 casos de AIDS por ano

A ideia errada de que só quem pega AIDS são as prostitutas e os homossexuais".

Edição Gterra



Teresina registra anualmente uma média de 176 novos casos de AIDS, sendo que a maioria dos infec-tados tem idades entre os 15 e 39 anos, segundo dados da Fundação Municipal de Saúde - FMS.Para lembrar o Dia Mun-dial da Luta Contra a AIDS, celebrado desde 1987 no dia 1º de dezembro, a FMS realizou ontem a I Mostra de Ações Bem sucedidas do Fórum ONG/AIDS. Durante o evento foram apresentadas as ações e campanhas realizadas pela FMS no ano de 2011. Na oportunidade, representantes do Grupo Anjos, Movimento Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, AIDS (RNP ), movimento Nacional das Cidadãs Positivas, e outras entidades não governamentais discutiram as ações positivas realizadas em Teresina.


Para a técnica da Coordenação de Vigilância Epidemio-lógica de DST/AIDS da FMS, Alessandra Tabatinga Aguiar, o número de infectados pelo HIV deve ser bem maior, mas ainda é desconhecido. "Por isso a importância de se fazer o exame de HIV. Se alguém teve relações sem proteção precisa fazer o exame, muita gente es-tá espalhando o vírus sem saber que tem, por vergonha ou preconceito, e, principalmente, por ter a ideia errada de que só quem pega AIDS são as prostitutas e os homossexuais".


O Dia Mundial Da luta Contra a AIDS foi instituído para mobilizar a população em torno da prevenção contra o vírus HIV e para reforçar a solidariedade com as pessoas portadoras do vírus. Este ano, o Ministério da Saúde está voltando as campanhas para os jovens homossexuais.
Buscando chamar atenção da população de Teresina para o perigo que a doença ainda re-presenta para a sociedade, a FMS levou informações para quem passou hoje pelo Shopping da Cidade e para os moradores do bairro Esplanada e estudantes da Escola Alberto Monteiro, no bairro Mocambinho.
Alessandra Tabatinga afirma que a Mostra tem a intenção de mostrar além do que já foi feito na cidade, estimular a prática de prevenção da doença. "Queremos fazer com que as pessoas não percam de vista que tem que se cuidar. O Objetivo é reduzir a incidência não só da HIV, mas também dos vírus de Hepatite B e C, Sífilis, entre outras.


Para a coordenadora do Grupo Anjos Direitos humanos e Cidadania, Safira Bengell, a ação é importante porque mostra como Teresina está preocupada com as questões dos grupos de gays, lésbicas, transe-xuais, e simpatizantes (GLBTS). "Estamos contentes com a iniciativa porque mostra que o município tem o interesse de ser parceiro desse movimento", afirma Safira Bengell.

A coordenadora do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas, Belina Olival, ressalta que iniciativas como essas devem acontecer sempre. Para ela, o maior perigo está na banalização da doença. "Estão banalizando a AIDS por causa dos medicamentos. A população precisa acordar. É melhor viver sem AIDS do que com ela. Essas ações são importantes por levar informações para a periferia, para a dona de casa que não tem tempo de vir aqui".






Fonte: Diário do Povo/FMS/Gterra

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