Televisão
Redação do Gterra, 23/01/2012 às 17h49minModelo brasileira acusa ex-BBB Daniel Echaniz de estupro
Ex-namorada do rapaz e advogadas rebatem afirmações e dizem que Tatiane Eyng só quer aparecer
Edição Gterra
O caso do modelo Daniel Echaniz, de 31 anos, que é suspeito do estupro de Monique Amin, dentro do reality show Big Brother Brasil, pode se complicar. Isso porque a também modelo Tatiane Eyng deu uma entrevista na qual afirma ter sido vítima de estupro de Daniel em 2007.
No depoimento que ela deu ao "Domingo Espetacular" (Record), no dia 22, Eyng diz que o abuso teria acontecido quando ela dividia apartamento com a então namorada de Daniel, Mônica Silva, em Milão. "Eu acordei e, simplesmente, ele estava em cima de mim. Eu me apavorei, estava sozinha com ele. A namorada dele tinha viajado a trabalho. Aconteceu de madrugada. Chegou a consumar (o estupro). Nessa hora eu acordei, mas aconteceu", contou a moça.
A modelo disse também que quando viu as imagens do BBB 12 se indignou e por isso procurou a Justiça. "Quando eu a vi a cena no Big Brother, eu choquei. Porque a mesma coisa aconteceu comigo. Quero um pouquinho de justiça e resolvi falar porque posso ajudar a tirar uma pessoa má de circulação", revelou.
Tatiane procurou o Juizado de Violência Doméstica, em São Paulo, para formalizar uma denúncia contra Daniel. De acordo com a promotora que conversou com a modelo, a denúncia foi encaminhada para a polícia.
Por meio de sua advogadas, Adiléia Triane e Luciana Egito, Daniel negou qualquer envolvimento com Eyng. A diretora da empresa de advocacia que defende o modelo, Valéria Bansemer, afirmou ao portal "Ego.com" que Tatiane só quer aparecer. "O Daniel está em evidência e é normal que apareçam estas pessoas querendo explorar a situação. Falei com ele e ele garantiu que não teve nada com ela. Ficou espantado com a coragem dela em contar essa mentira, mas está tranquilo porque sabe que é inocente. Por que esta Tatiane esperaria tanto tempo para fazer a denúncia? Por que agora? É óbvio que ela quer se promover", comentou a advogada.
Também em entrevista ao "Ego.com", a então namorada de Daniel, Mônica Silva, disse que a denúncia da ex-colega é infundada. "Conheço a Tatiane, sim, e nós dividimos apartamento em Milão por cinco meses. Isso não é verdade! Ela está querendo aparecer, é só isso. Gostava dela, mas ela é uma pessoa que sempre disse que queria ser famosa, virar apresentadora. Acho que essa é a explicação para toda essa besteira. Ele nunca ficou sozinho com ela no apartamento. Tenho 100% de certeza que isso nunca aconteceu! Ela está inventando para se aproveitar da situação e aparecer. Quer se promover em cima disso. É lamentável", afirmou.
Passaporte confiscado
Uma das advogadas Daniel Echaniz, entregou o passaporte dele à polícia no sábado (21). Adiléia Triane afirmou que não foi necessário entrar com recurso para estender o prazo de entrega do documento, porque o mesmo já estava com o modelo.
O Ministério Público pediu à Justiça que o passaporte de Daniel fosse apreendido depois que a mídia divulgou informações de que seu empresário pretendia mandá-lo para fora do Brasil. Mas, como a saída dele do país poderia prejudicar as investigações, a requisição foi aceita.
Os advogados que representam o modelo também foram ao Projac, central de teledramaturgia da Rede Globo, para pedir oficialmente a volta de Daniel para o programa, uma vez que ambos afirmaram que as carícias feitas embaixo do edredom foram consensuais.
Entenda o caso
No último sábado (14), a gaúcha Monique ficou embriagada durante uma festa. Debaixo de um edredom, Daniel teria agarrado a estudante enquanto ela dormia. A polêmica começou depois que telespectadores disseram no Twitter que ela poderia ter sido vítima de estupro.
Chamada ao confessionário, a estudante disse que não teve relações sexuais com o modelo. O diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho, convocou a “sister” para uma conversa, já que os telespectadores pediam a expulsão do participante.
Daniel foi eliminado na segunda-feira (16) e não será substituído, pois a produção do programa defende que um novo “brother” entraria na casa com informações privilegiadas, o que não é interessante para a dinâmica do programa e poderia expor Monique.
Monique e Daniel foram ouvidos pelo delegado Antonio Ricardo Nunes, titular da Delegacia da Taquara (32ª DP), na terça-feira (17). A Polícia Civil entrou na casa do programa, que fica no Projac, e recolheu itens para perícia. A jovem afirmou que não houve sexo e que não iria fazer exame de corpo de delito. Conforme o delegado, Daniel e a moça afirmaram que as carícias foram consentidas.
Diante da comoção pública, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pedindo a tomada de “providências cabíveis” no caso.
Na tarde de quarta-feira (18), o delegado informou que uma perícia será feita em material recolhido na casa do reality show. Além de imagens, serão periciadas calcinha, cueca e roupa de cama.
A mãe do ex-brother, Aparecida Echaniz, chegou a declarar que considerava a expulsão do filho uma atitude racista. Na quinta-feira (19), os advogados de Daniel convocaram uma coletiva de imprensa e disseram que o afastamento foi uma "injustiça". Eles desafiaram Boninho a voltar com o modelo para a casa.

O caso do modelo Daniel Echaniz, de 31 anos, que é suspeito do estupro de Monique Amin, dentro do reality show Big Brother Brasil, pode se complicar. Isso porque a também modelo Tatiane Eyng deu uma entrevista na qual afirma ter sido vítima de estupro de Daniel em 2007.
No depoimento que ela deu ao "Domingo Espetacular" (Record), no dia 22, Eyng diz que o abuso teria acontecido quando ela dividia apartamento com a então namorada de Daniel, Mônica Silva, em Milão. "Eu acordei e, simplesmente, ele estava em cima de mim. Eu me apavorei, estava sozinha com ele. A namorada dele tinha viajado a trabalho. Aconteceu de madrugada. Chegou a consumar (o estupro). Nessa hora eu acordei, mas aconteceu", contou a moça.
A modelo disse também que quando viu as imagens do BBB 12 se indignou e por isso procurou a Justiça. "Quando eu a vi a cena no Big Brother, eu choquei. Porque a mesma coisa aconteceu comigo. Quero um pouquinho de justiça e resolvi falar porque posso ajudar a tirar uma pessoa má de circulação", revelou.
Tatiane procurou o Juizado de Violência Doméstica, em São Paulo, para formalizar uma denúncia contra Daniel. De acordo com a promotora que conversou com a modelo, a denúncia foi encaminhada para a polícia.
Por meio de sua advogadas, Adiléia Triane e Luciana Egito, Daniel negou qualquer envolvimento com Eyng. A diretora da empresa de advocacia que defende o modelo, Valéria Bansemer, afirmou ao portal "Ego.com" que Tatiane só quer aparecer. "O Daniel está em evidência e é normal que apareçam estas pessoas querendo explorar a situação. Falei com ele e ele garantiu que não teve nada com ela. Ficou espantado com a coragem dela em contar essa mentira, mas está tranquilo porque sabe que é inocente. Por que esta Tatiane esperaria tanto tempo para fazer a denúncia? Por que agora? É óbvio que ela quer se promover", comentou a advogada.
Também em entrevista ao "Ego.com", a então namorada de Daniel, Mônica Silva, disse que a denúncia da ex-colega é infundada. "Conheço a Tatiane, sim, e nós dividimos apartamento em Milão por cinco meses. Isso não é verdade! Ela está querendo aparecer, é só isso. Gostava dela, mas ela é uma pessoa que sempre disse que queria ser famosa, virar apresentadora. Acho que essa é a explicação para toda essa besteira. Ele nunca ficou sozinho com ela no apartamento. Tenho 100% de certeza que isso nunca aconteceu! Ela está inventando para se aproveitar da situação e aparecer. Quer se promover em cima disso. É lamentável", afirmou.
Passaporte confiscado
Uma das advogadas Daniel Echaniz, entregou o passaporte dele à polícia no sábado (21). Adiléia Triane afirmou que não foi necessário entrar com recurso para estender o prazo de entrega do documento, porque o mesmo já estava com o modelo.
O Ministério Público pediu à Justiça que o passaporte de Daniel fosse apreendido depois que a mídia divulgou informações de que seu empresário pretendia mandá-lo para fora do Brasil. Mas, como a saída dele do país poderia prejudicar as investigações, a requisição foi aceita.
Os advogados que representam o modelo também foram ao Projac, central de teledramaturgia da Rede Globo, para pedir oficialmente a volta de Daniel para o programa, uma vez que ambos afirmaram que as carícias feitas embaixo do edredom foram consensuais.
Entenda o caso
No último sábado (14), a gaúcha Monique ficou embriagada durante uma festa. Debaixo de um edredom, Daniel teria agarrado a estudante enquanto ela dormia. A polêmica começou depois que telespectadores disseram no Twitter que ela poderia ter sido vítima de estupro.
Chamada ao confessionário, a estudante disse que não teve relações sexuais com o modelo. O diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho, convocou a “sister” para uma conversa, já que os telespectadores pediam a expulsão do participante.
Daniel foi eliminado na segunda-feira (16) e não será substituído, pois a produção do programa defende que um novo “brother” entraria na casa com informações privilegiadas, o que não é interessante para a dinâmica do programa e poderia expor Monique.
Monique e Daniel foram ouvidos pelo delegado Antonio Ricardo Nunes, titular da Delegacia da Taquara (32ª DP), na terça-feira (17). A Polícia Civil entrou na casa do programa, que fica no Projac, e recolheu itens para perícia. A jovem afirmou que não houve sexo e que não iria fazer exame de corpo de delito. Conforme o delegado, Daniel e a moça afirmaram que as carícias foram consentidas.
Diante da comoção pública, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pedindo a tomada de “providências cabíveis” no caso.
Na tarde de quarta-feira (18), o delegado informou que uma perícia será feita em material recolhido na casa do reality show. Além de imagens, serão periciadas calcinha, cueca e roupa de cama.
A mãe do ex-brother, Aparecida Echaniz, chegou a declarar que considerava a expulsão do filho uma atitude racista. Na quinta-feira (19), os advogados de Daniel convocaram uma coletiva de imprensa e disseram que o afastamento foi uma "injustiça". Eles desafiaram Boninho a voltar com o modelo para a casa.

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