Passione : Clara é a culpada das mortes - Televisão - Gterra

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Redação do Gterra, 12/01/2011 às 07h29min

Passione : Clara é a culpada das mortes

Revemos o primeiro capítulo de ‘Passione’ e descobrimos

Foto: Divulgação Clara
Clara
Edição Gterra



POR PAULO RICARDO MOREIRA

Rio - Desde o início, Silvio de Abreu disse que as pistas para descobrir o assassino de ‘Passione’ estavam no primeiro capítulo. Entramos na brincadeira de detetive proposta pelo autor e assistimos novamente ao capítulo de estreia em busca de indícios para elucidar a principal questão da trama: quem matou Eugênio (Mauro Mendonça) e Saulo (Werner Schünemann)? A conclusão a que chegamos, como diria Sherlock Holmes, é elementar, caros leitores: Clara (Mariana Ximenes) é a assassina.

Primeira pista: no começo da trama, a vilã é a enfermeira de Eugênio. Era ela quem cuidava dos remédios do patriarca dos Gouveia, que morreu envenenado, e não de um ataque cardíaco. Antes de bater as botas, porém, Eugênio revela a Bete (Fernanda Montenegro) que o filho que ela julgava morto está vivo, na Itália: Totó (Tony Ramos). E quem ouve a conversa atrás da porta? Clara!



Segunda pista: uma parceria entre a vilã e Saulo fica subentendida após o filho de Bete dizer a Stela (Maitê Proença) que o pai está sendo bem tratado por uma ótima enfermeira e, em seguida, fazer uma ligação misteriosa. No telefonema, ele se identifica como “doutor Saulo”, mas a cena é cortada em seguida. Tudo indica que Clara é a pessoa com quem ele fala. Ela teria sido contratada por Saulo para envenenar o pai. Mas o que o vilão não imaginava é que sua cúmplice o trairia após descobrir um segredo da família que poderia deixá-la rica

Terceira pista: sabendo que Totó tem direito a muitas ações da metalúrgica, Clara vai à Itália com o comparsa Fred (Reynaldo Gianecchini) para dar o golpe no italiano, com quem acaba se casando. Saulo também quer as ações do irmão para conseguir o controle da empresa. Por esse motivo, os dois pilantras estariam chantageando um ao outro. Matando Saulo, a vilã se livra da pressão que ele exercia sobre ela e fica com a fortuna do italiano.

Um indício mais recente que coloca Clara como suspeita da morte de Saulo é a faca que a polícia encontrará escondida atrás da geladeira de Fred. A biscate esteve no apartamento do ex-amante para lhe entregar dinheiro, no capítulo de sábado. Para aumentar o rol de suspeitos e confundir o telespectador, no entanto, Silvio de Abreu escreveu cenas em que Fred também recebe as visitas de Laura (Adriana Prado), Gerson (Marcello Antony) e Danilo (Cauã Reymond) no seu apartamento. O filho pilantra de Candê (Vera Holtz) dirá que a faca não é dele, mas voltará para a cadeia pela morte de Saulo.

Apesar de seus crimes, ao que parece, Clara não vai ter punição. Termina a novela numa praia do Pacífico, trabalhando como enfermeira de um velhinho em cadeira de rodas. Já Fred, que ainda descobre que seu pai é um golpista e se mutilou para receber indenização da metalúrgica Gouveia, deve ser morto pela polícia numa tentativa de fuga.

Palavra do autor
‘Passione’ foi das melhores novelas que escrevi. Conseguiu mexer com a emoção e a razão do telespectador, a minha proposta desde o início. A trama foi envolvendo e suscitando uma enormidade de teorias e armações que acabou fazendo de cada telespectador um detetive. Evidentemente, quando se mexe com o raciocínio das pessoas, um autor se expõe muito mais às críticas, porque cada um inventa a sua própria trama e se decepciona quando o autor não teve a mesma ideia. Aí, passa a dizer que a trama não é convincente, que o autor está perdido, essas bobagens de sempre.

‘Passione’ tocou em temas sociais preocupantes como pedofilia, exploração sexual infantil, vício do crack, aborto clandestino e prostituição, além de desajustes psicológicos que nunca haviam sido tratados em novela. Falamos de tudo isso sem nunca escandalizar o telespectador ou banalizar a importância deles.

A novela se propôs a juntar três gêneros de dramaturgia e respeitou as principais regras estabelecidas em cada um deles. Melodrama, comédia e ação policial se misturaram com suas características, sem que nunca um atrapalhasse o outro. Cada um, dentro do seu universo, contribuiu para o entretenimento do telespectador. A prova são os grandes índices de audiência que estamos conseguindo e a curiosidade geral sobre o desfecho da história.

Termino a narrativa extremamente feliz. Diretores, elenco e eu estamos nos sentindo mais do que recompensados por todo o carinho que temos recebido do público por mais este sucesso. Quero agradecer também a O DIA pela cobertura sempre honesta e estimulante que nos deram durante toda a novela.



Fonte: O Dia RJ

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