Televisão
Redação do Gterra, 17/03/2010 às 07h59minReginaldo Rossi se rende ao sucesso gay ‘I Will Survive’
Cantor deixa a fama de machão de lado e diz que 'todo mundo vai soltar a franga'
Edição Gterra
POR GUILHERME SCARPA
Rio - O machão Reginaldo Rossi está prestes a revelar uma faceta desconhecida de seu público, a de ‘divo’. Semana que vem, quando subir ao palco para gravar o segundo DVD ao vivo de sua carreira, em São Paulo, pela gravadora EMI, o cantor brega vai incluir no repertório a música ‘I Will Survive’, mais conhecida como hino gay, imortalizada na voz da rainha da disco Gloria Gaynor. “E você sabe o que vai acontecer, né? Vai todo mundo soltar a franga. Quando eu começar, todo mundo vai cantar”, aposta ele.
Mas a decisão de inclui-la no DVD não foi dele. “Meu produtor quis que eu gravasse. Por que não? É um sucesso mundial, hino dos veados”, diverte-se ele, que vai fazer os versos iniciais à sua maneira. “Faço uma tradução bem jocosa, algo assim: ‘Quando a bicha terminou o namoro, ficou petrificada. Pensava que não podia mais viver sem seu bofe’. Aí eu volto para o inglês”, adianta.
Sobretudo, Reginaldo afirma que quer mesmo entreter seu público e não fazer tipo. “Quando o Caetano (Veloso) canta ‘você já tá pra lá de Marrakesh’ é lindo, mas quase ninguém sabe onde fica esse lugar. Mas se ele manda um ‘e agora, o que faço eu da vida sem você?’ é outra história. Muita gente ainda tem medo de admitir que gosta do que é brega”, dispara o cantor, que também fará sua versão para ‘Amor I Love You’, de Marisa Monte. “Essa é brega total. Mas se tivesse sido gravada por outra pessoa, não tinha feito tanto sucesso. Este será um show só com sucessos”, define.
Sem gravar um disco de inéditas desde 2003, Rossi não está nem aí. “O Roberto (Carlos) também está sem lançar há um tempão. Mas e daí? Outro dia fui a um show dele. Quando ele canta a música que fez para a Maria Rita, é uma chatice. Ninguém canta. Mas se ele vem com ‘tanto tempo longe de você...’ o público enlouquece. Por isso não posso deixar ‘Garçom’ e ‘Leviana’ de fora do meu show”, compara.
Reginaldo Rossi não tem preocupação alguma de soar ‘cool’. “Não tem babaca aqui. Eu canto muito bem em francês, por exemplo. Eu tenho muita cultura. Mas não preciso gravar certas músicas só para dizer que eu sou bacana. Sou popular, brega mesmo. Não sei falar com o público por metáforas, vou direto ao assunto”, argumenta ele, do alto de seus 45 anos de carreira

POR GUILHERME SCARPA
Rio - O machão Reginaldo Rossi está prestes a revelar uma faceta desconhecida de seu público, a de ‘divo’. Semana que vem, quando subir ao palco para gravar o segundo DVD ao vivo de sua carreira, em São Paulo, pela gravadora EMI, o cantor brega vai incluir no repertório a música ‘I Will Survive’, mais conhecida como hino gay, imortalizada na voz da rainha da disco Gloria Gaynor. “E você sabe o que vai acontecer, né? Vai todo mundo soltar a franga. Quando eu começar, todo mundo vai cantar”, aposta ele.
Mas a decisão de inclui-la no DVD não foi dele. “Meu produtor quis que eu gravasse. Por que não? É um sucesso mundial, hino dos veados”, diverte-se ele, que vai fazer os versos iniciais à sua maneira. “Faço uma tradução bem jocosa, algo assim: ‘Quando a bicha terminou o namoro, ficou petrificada. Pensava que não podia mais viver sem seu bofe’. Aí eu volto para o inglês”, adianta.
Sobretudo, Reginaldo afirma que quer mesmo entreter seu público e não fazer tipo. “Quando o Caetano (Veloso) canta ‘você já tá pra lá de Marrakesh’ é lindo, mas quase ninguém sabe onde fica esse lugar. Mas se ele manda um ‘e agora, o que faço eu da vida sem você?’ é outra história. Muita gente ainda tem medo de admitir que gosta do que é brega”, dispara o cantor, que também fará sua versão para ‘Amor I Love You’, de Marisa Monte. “Essa é brega total. Mas se tivesse sido gravada por outra pessoa, não tinha feito tanto sucesso. Este será um show só com sucessos”, define.
Sem gravar um disco de inéditas desde 2003, Rossi não está nem aí. “O Roberto (Carlos) também está sem lançar há um tempão. Mas e daí? Outro dia fui a um show dele. Quando ele canta a música que fez para a Maria Rita, é uma chatice. Ninguém canta. Mas se ele vem com ‘tanto tempo longe de você...’ o público enlouquece. Por isso não posso deixar ‘Garçom’ e ‘Leviana’ de fora do meu show”, compara.
Reginaldo Rossi não tem preocupação alguma de soar ‘cool’. “Não tem babaca aqui. Eu canto muito bem em francês, por exemplo. Eu tenho muita cultura. Mas não preciso gravar certas músicas só para dizer que eu sou bacana. Sou popular, brega mesmo. Não sei falar com o público por metáforas, vou direto ao assunto”, argumenta ele, do alto de seus 45 anos de carreira

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