Tempo Quente

Nilson Sá Nilson Sá
Jornalista Nilson Soares de Sá Filho, 55 anos, natural de Teofilo Otoni - MG. Editor de vários jornais e revistas do Piauí e Maranhão, repórter político, ex-secretário de comunicação da Prefeitura de Timon - MA e do Governo do Estado...

06/10/2010 às 10h54min

Começou a sucessão em Timon

Podem até dizer que ainda é cedo para se discutir a sucessão municipal em Timon, mas os candidatos já estão em plena campanha para ocuparem uma prefeitura que tem um orçamento anual superior a R$240 milhões de reais . É muita grana para se administrar e espero que o futuro prefeito desta cidade faça pelo menos um curso de gestão pública, pois do contrário ficará a administração municipal igual a que esta ai. Um verdadeiro desastre.

Luciano Leitoa, já esta em campanha desde quando perdeu as eleições apara prefeito e agora que se elegeu deputado estadual muito bem votado, ganhou mais fôlego e é tido como o preferido dos timonenses.

A prefeita Socorro Waquim , deixa bem claro que quer como seu substituto o sobrinho Talhes Waquim e não o seu vice Edvar Ribeiro, que poderá ser um João da Grafica, como ela fez no passado

Alexandre Almeida se Roseana não for cassada por causa do ficha limpa, virá com todo o gás, como candidato a prefeito , com toda a maquina do Estado apoiando a sua candidatura, pois é público e notório que a governadora do Maranhão Roseana Sarney, não gosta muita da prefeita e vai tentar eleger o seu pimpolho Alexandre, que vai trair o seu primo vereador Jaconias que lhe apoiou para deputado estadual com a promessa de que ele Alexandre lhe apoiaria como candidato a prefeito.

Jaconias ai poderia fazer um acordo com Edvar e lançar uma chapa fazendo dobradinha, mas se as tendências eleitorais e o fortalecimento políticos dos candidatos acima citados, pode ser que isto não venha ocorrer e estes migraram para para outras candidaturas acima citadas.

Porque os vereadores que hoje prometem apoio a Edvar dificilmente ficaram com ele, ficam com o candidato da prefeitura, se conseguirem ser rreleitos eo candidato da prefeitura não ganhar, no dia seguinte eles aderem. Isto sempre ocorreu em Timon de longas datas. Vereador de Timon, gosta mesmo é de poder .

Mauricio Angêlo, já espalhou na cidade que é candidato a prefeito, tenho minhas dúvidas esta se cacifando para disputar uma vice, mas primeiro terá que ter o controle total do partido e no caso de uma vice a sua tendência é de apoiar o candidato da prefeitura .
João da Gráfiica e Dra. Fatima tudo indica que seguiram com Luciano Leitoa, não tem espaço junto ao Alexandre e muito menos na prefeitura e como no momento Luciano é considerado o mais forte, eles poderão seguir este caminho, mais se Alexandre mostrar mesmo que terá prestigio com a governadora depois que assumir o seu mandato e conseguir viabilizar a sua candidatura, muita coisa poderá mudar na cidade em termos de apoio ao candidato da prefeita Talhes Waquim e a Luciano Leitoa, o povo esta havido por uma boquinha no Governo de Roseana e como deputado eleito com mais de oito mil votos em Timon, Alexandre terá direito a quase 50% dos cargos do Estado no município desfalcando assim ao grupo da prefeitura e fortificando a sua candidatura.

Já se fala até na cidade que a prefeita Socorro Waquim, não esta muito preocupada com o apóio da governadora, mas sim o apóio de Brasilia e para tanto nos bastidores até tenta tomar para si o controle do diretório do PT e do PC do B em seu município, podendo até ela mesmo ingressar em uma destas agremiações.

Mas Por enquanto ele tenta se salvar com o seu amigo e senador eleito João Alberto.
Cada eleição é uma eleição, mas o quadro no momento é este .

06/10/2010 às 10h52min

A derrota de Genoino

Foi uma liderança importante no PT, presidiu o partido, principalmente antes de chegarem ao Poder. Chamou José Dirceu de “perigoso e confessado stalinista”, recebeu como resposta, “não ligo, você nem sabe o que é isso”, pelo menos existia.

Veio o “mensalão”, o dinheiro na cueca (do irmão), tudo o que o atingiu. Mas não tendo sido cassado, se reelegeu deputado em 2006. Agora, cometeu a tolice de se aliar ao partido de Tiririca, já se sabia que teria mais de 1 milhão de votos. (Teve 1 milhão, 350 mil). E ainda assim Genoino não se elegeu, que derrocada.

06/10/2010 às 09h48min

Dos Sarney a Tiririca

Fernando de Barros e Silva

SÃO PAULO – Deve-se a Luiz Inácio Lula da Silva a vitória em primeiro turno da governadora Roseana Sarney (PMDB), representante da oligarquia mais longeva e característica da política brasileira. O gesto de Lula, que obrigou o PT local a hipotecar apoio à família Sarney, foi decisivo para que Sinhá passasse raspando: 50,08% dos votos na capitania hereditária do Maranhão.

Em eventual segundo turno, que a ação de Lula impediu, Flávio Dino (PC do B) teria grande chance de vencer com o apoio de Jackson Lago (PDT). Este é, sem dúvida, um aspecto periférico do resultado eleitoral de anteontem, mas é também revelador de um aspecto central da liderança de Lula, que o petismo trata com desdém ou finge ignorar.

Apadrinhado por Lula, o clã Sarney se sustenta como a verdadeira tiririca do nosso patrimonialismo.

O palhaço Tiririca é o personagem da hora. Com 1,3 milhão de votos, o deputado federal mais votado do país teve quase 500 mil eleitores a mais do que Plínio Sampaio.

Fala-se aqui em “voto de protesto”. Protesto contra a inteligência, talvez. Tiririca ajudou a eleger alguns espertalhões mais espertos do que ele, é verdade, mas não chega a ser um problema político. Há muita gente mais nociva no Congresso. Tiririca é, antes, um problema (ou o sintoma de um problema) social.

Sua votação acachapante vale como retrato da tragédia educacional brasileira. Esse é um aspecto. Mas Tiririca já se tornou também -esse é o outro lado da mesma tragédia- alvo de comentários odiosos contra pobres e analfabetos.

Um promotor fanfarrão aproveitou a onda de caça ao palhaço para tentar anular o registro do candidato por suposto analfabetismo. Ameaçou ainda submeter Tiririca a um teste de leitura e escrita. O juiz do caso teve o bom senso de barrar o golpe circense do professorzinho.

Invocar o conhecimento para humilhar os que não o tem, alimentando um velho apartheid social, é apenas uma forma de ignorância da nossa elite pseudoilustrada.

( Da Folha de S. Paulo)

05/10/2010 às 17h23min

O TSE se equivocou, dando governos a derrotados

Dois anos depois da eleição e da posse, candidatos que não obtiveram a vitória, receberam os governo, DOAÇÃO do maior tribunal eleitoral. Até considero que isso pode acontecer, mas com nova eleição.

PARAÍBA DE MARANHÃO

José Maranhão não ganhou mas recebeu o governo de graça. Agora, repudiando o vernáculo e a gramática, disputou a REEELEIÇÃO sem ter sido ELEITO. Foi novamente repudiado pelo povo, vai para o segundo turno, explorando a máquina.

MARANHÃO DE DONA SARNEY

A mesma coisa com ela. Perdeu, e apesar de usar todos os recursos pessoais e do pai, de quem Lula falou: “Não se pode acusar um homem como Sarney”. Perdeu, mas disputou a REEELEIÇÃO.

Teve 0,7 por cento acima dos 50 por cento, isso só foi decidido no escuro final. Se não fosse esse 0,7 (ou 007?), iria para o segundo turno e perderia para Flavio Dino, o melhor candidato.

FHC AINDA TENTA SE EXIBIR

Procura “capitalizar” (palavra adequada para o ex-presidente, principalmente em relação à própria reeeleição) a vitória estrondosa de Aloysio para o Senado.

Na verdade, os 11 milhões de votos têm esta origem e identificação. 1 – Suas próprias qualidades, responsabilidade e dignidade. 2 – O apoio de Alckmin, eleito no primeiro turno. 3 – O voto decidido de Quércia, que estava quase eleito, se retirou por doença, mandou votar nele. 4 – Os votos do prefeito Kassab, que apesar de serem duas as vagas, tinha Aloysio como prioridade.

5 – O governador Alberto Goldman, elogiado pelo presidenciável como “lealíssimo”. 6 – Lógico, não pode ser negada a contribuição eleitoral de Serra, importante, são intimíssimos. 7 – Aí “aparece” FHC, impossível deixar de citá-lo. (Como ex-presidente, não como eleitor).

HELIO COSTA, SEMPRE DERROTADO

Foi uma das minhas certezas, reiterada sempre. Disse várias vezes que conheceria a terceira derrota. Da última vez, teve quase 49 por cento no primeiro turno, perdeu feio no segundo. Agora, se dizendo “antecipadamente eleito”, teve 3 milhões de votos contra 6 milhões de Anastasia, que disputava a primeira eleição.

EM ALAGOAS, TRÊS GOVERNADORES

Teotônio Vilela Filho, Fernando Collor e Ronaldo Lessa, um no Poder e os dois tentando voltar, luta duríssima. Teotônio teve 150 mil votos mais do que Ronaldo Lessa (acusado de irregularidades), mas vai para o segundo turno. Collor, que continua senador, perdeu para Lessa por menos de 5 mil votos.


Renan Calheiros quase ganha do ex-amigo milionário. Benedito de Lira, ficou em segundo. Ninguém consegue explicar a baixíssima votação e a derrota de Heloisa Helena.

OS IRMÃOS VIANA, NO ACRE

O senador Tião, franco favorito, quase não se elege, teve apenas 4 mil votos a mais. Curiosidade: os dois senadores tiveram mais votos do que o governador, fato raro. Um deles, Jorge, irmão de Tião, que já foi governador. O outro, Sérgio Petecão, do PMN.

A ABSTENÇÃO FOI ALTÍSSIMA

Praticamente 27 milhões de eleitores não votaram. Dos 135 milhões de inscritos, mais de 22 por cento não votaram. Não era a previsão ou expectativa.

LULA ERROU, PODE ESTAR ACERTANDO

Estava eufórico, arrogante e certíssimo da vitória, se recolheu e desapareceu no domingo, com a derrota. Mas hoje pela manhã (segunda-feira) já estava no Planalto. E fez uma declaração, respirando euforia: “Vai demorar apenas mais 30 dias”. Pode estar acertando, depois de ter errado no primeiro turno.

FICHA-SUJA PODE PERDER MANDATO

Os que estavam enquadrados no ficha-limpa, que se elegeram e foram empossados, podem perder os mandatos depois. Existem muitos nessa situação, como Maluf e até governadores. Jader Barbalho nem conseguiu concorrer. Garotinho disputou com liminar, depende de confirmação. Mas é duro cassar um deputado com 700 mil votos.

CÂMARA E SENADO, FRAGILIZADOS

Deputados (513) e senadores (81) estão muito divididos. Haja o que houver, serão necessárias e imprescindíveis diversas modificações, que provavelmente não serão feitas. Mas para fazer, terão que “conversar” muito, as bancadas dos maiores partidos são mínimas. Analisaremos, esperemos a confirmação.

A QUEM PERTENCE O VOTO?

Na iminência de muitas cassações de eleitos, é preciso lembrar decisão do Supremo: “O voto pertence ao partido”. O Supremo tem errado (ou se omitido) muito. Mas nesse caso, não há dúvida, ninguém pode concorrer sem partido. Até 1934 havia o voto independente, que tanto serviu a Rui Barbosa. Agora acabou.

05/10/2010 às 08h03min

E os hospitais daqui?

Foto: Divulgação Sarney Hospitalizado
Sarney Hospitalizado

O senador José Sarney (MPDB-AP) permanece internado no serviço de cardiologia do UDI Hospital (rede particular), em São Luís, e deve viajar na terça-feira para São Paulo para realizar exames no Hospital Sírio Libanês. Ué, por que ele não fica em um dos hospitais construídos e equipados pela filha Roseana, já que o sistema de Saúde do Estado vai tão bem? Qualquer coisa tem o Piauí do lado. Ah, esqueci, eles não estão mais aceitando os maranhenses. Fica aqui nossos sinceros desejos de melhoras para o senador.

( Do blog do John Cutrim/ JP )

05/10/2010 às 07h59min

Festa de Luciano será na sexta feira

Edição Gterra



Nada de carreata para não provocar confusões . Foi isto que ficou decidido ontem a noite na sede do PDT de Timon. O candidato a deputado estadual Luciano Leitoa, se reuniu com mais de 500 pessoas e ficou definido que haverá uma comemoração na sexta feira na Av. Teresina,com a participação da Banda Tribalis .

Luciano Leitoa saiu eleito de Timon, pois dos pouco mais de 40 mil votos que obteve 32 mil foram só em Timon e com um detalhe o seu candidato a governador embora derrotado nas ultimas eleições Jackson Lago que nunca tinha ganho de Roseana naquela cidade, venceu as eleições com cerca de 2 mil votos naquela cidade .

Setímo Waquim que se elegeu deputado federal, teve quase nove mil votos a menos do que obteve na sua primeira eleição em 2006. Ele agora só teve vinte e cinco mil votos, sua candidata a governadora era Roseana que perdeu e somados os candidatos a senador de oposição, estes embora não tenham logrados êxitos foram muito bem votados em Timon e só perderam as eleições porque se dividiram em três. José Reinaldo, Vidigal e Roberto Rocha .
Transferência
Outro detalhe das eleições de Timon é que o candidato que Luciano Leitoa votou para deputado federal Simplicio Araujo, teve mis de 17 mil votos na cidade, isto porque só foi feito 30 dias de campanha com o seu nome, já´que o candidato que deveria ser apoiado era outro, mas por varias outras razões não foi fechado o acordo de apoiamento a Ewerton Roccha .

Enquanto isto o candidato a estadual de Setimo Waquim que esperava mais de 20 mil votos em Timon, teve pouco mais de doze mil o Edilásio não ficou gostando de nada disso e diz em São Luis que só ele deu mais de 20 mil votos para Setímo .

Outra surpresa nesta eleição foi a fraca votação de Alexandre Almeida, todos esperavam que ele tivesse mais votos que o Edilásio e não passou de pouco mais de oito mil votos em Timon. Gastou um boa grana e não saiu o resultado esperado .

João da Gráfica perdeu para Uerly Queiroz, teve pouco mais de 5 mil votos para deputado federal e Uerly, passou da casa de 8 mil.
João justifica sua fraca votação frisando que estava mesmo era cuidando da campanha de Flávio Dino na região dos Cocais, principalmente em Timon, Parnarama , Matões e outros demais municípios da região.


05/10/2010 às 06h54min

Dilma tem que culpar Marina, Serra agradecer a ela.

Helio Fernandes

Depois que foi criado o segundo turno, este, Dilma-Serra é o mais surpreendente e até rigorosamente inesperado. Na verdade foi uma eleição traumática e traumatizante, principalmente para personagens considerados como grandes lideranças, que não se reelegeram governadores ou senadores.

Essas derrotas e alguma vitórias esperadas mas não tão garantidas (excetuada a de Aécio Neves) influirão seguramente no resultado do dia 31 de outubro. Franca favorita, Dona Dilma esteve pertíssima de conquistar a Presidência, imediatamente. Não conquistou, tem 28 dias para is buscar os quase 4 por cento dos votos que não obteve agora.

Para o segundo turno o resultado é irreversível, democraticamente, eleitoralmente, politicamente. É uma nova eleição? Claro que é, embora os fatores que impulsionaram a votação de uma cidadã que jamais soube o que é uma campanha, continuem visíveis e analisáveis. Vejamos ligeiramente, já na madrugada, teremos até o dia 31 para avaliar mais seguramente o que se aproxima.

Serra tem os mesmos 28 dias para buscar os quase 16 por cento dos votos que não conseguiu agora. O governo de São Paulo, conquistado por Alckmin, era tão certo, que não significava alteração. (Alteração mesmo foi a eleição para o Senado de Aloysio Nunes Ferreira, excelente figura, ligadíssimo ao ex-governador).

A eleição de Aécio, é considerada como reforço para o ex-governador de São Paulo, muitos já dizem ou tentam interferir com a afirmação: “Aécio agora pode apoiar Serra para presidente, e fazer um acordo para 2014”. É evidente que as coisas não se resolvem assim, embora possa realmente acontecer. Duvido no entanto que Aécio se decida imediatamente ou a longo prazo.

É preciso considerar, nesse segundo turno, não apenas a capacidade do presidente Lula transferir votos, cansado, em fim de mandato, com essa nova eleição que ele sabidamente não imaginava que fosse existir ou acontecer. Admitamos que Lula transfira os mesmos 46 por cento dos votos, de onde virão os outros imprescindíveis 4 por cento?

Elementar, da grande vencedora da eleição, Marina Silva, que impediu Dilma de vencer, conseguiu a façanha de levar Serra ao segundo turno. Com o tipo de legislação eleitoral que existe no Brasil, os 20 milhões de votos dados a uma candidata, votos dela, pois sua legenda ainda tem pouca representatividade, servirão a um outro candidato.

Marina Silva tem os mesmo 28 dias para decidir o que fazer, como fazer e porque fazer. Normalmente, naturalmente, política e eleitoralmente, pode transferir parte substancial desses votos. Mas não pode acreditar que “faz e desfaz com esses 20 milhões de votos”.

Por agora, Marina é heroína de uma eleição sem vencedores, com dois candidatos que dependerão de muitos fatores e acontecimentos, mas principalmente dela. E também de senadores, deputados e governadores dos mais diversos Estados.

***

PS- Como se esperava, Tiririca teve 1 milhão e 300 mil votos, o professor Chalita quase 700 mil os mesmos 700 mil Garotinho no Rio.

PS2 – A seguir, relação dos senadores que se elegeram nos principais estados. Que podem influir no segundo turno e no jogo político depois da posse.

ESTADO DO RIO

Nenhum surpresa para governador, a reeeleição trombeteada, se confirmou até com mais votos. Foi a vitória das máquinas, raramente se juntam (ainda mais num grande estado) a nacional e a estadual. Sergio Cabral é um grande jogador político, o próprio Macunaíma, o que fazer?

Vitória completa de Lula, que apoiou a reeeleição de cabralzinho, e Lindberg e Crivella para o Senado. O governador reeeleito, apoiou Picciani e Lindberg, perdeu com o primeiro, ganhou com o segundo. Na verdade, quem ganhou mesmo foi Lula, que mandou votar nos dois vencedores. Cabralzinho pegou “carona” no Lindberg, não teve prestígio ou votos para “fazer” Picciani senador. Aliás, o que Picciani faria como senador?

César Maia, como registrei sempre aqui, jogava todo o futuro na conquista do Senado. Nunca tive dúvida e proclamei: eleito, Maia será o grande líder da oposição, candidato do DEM (contra o PSDB) em 2014. Acabou, afinal, era muita irregularidade, que riqueza acumulada.

AMAZONAS

A maior derrota de Lula; a não eleição de Alfredo Nascimento, seu Ministro dos Transportes duas vezes. (Saindo em 2006 e 2010 para se desincompatibilizar). Era franco favorito, perdeu no primeiro turno. O ex-governador Eduardo Braga, se elegeu senador e garantiu o seu vice, Omar Aziz, como seu sucessor.

Artur Virgilio e Vanessa Graziotin (PCdoB), como se esperava, disputaram voto a voto a outra vaga no Senado, ela levou a melhor.

SERGIPE

Marcelo Déda (PT) vem fazendo longa carreira no estado. Duas vezes prefeito, governador reeeleito, Surpresa: a derrota de Albano Franco (PSDB) para o Senado. Já foi senador, duas vezes governador, uma das maiores fortunas do estado e da região. Se elegeram senadores Eduardo Amorim (PSC) e o ex-governador Antonio Carlos Valadares (PSB).

SANTA CATARINA

Outra grande derrota do PT e de Lula: Ideli Salvatti, líder do partido no Senado, tirou terceiro para governador. Raimundo Colombo (DEM), eleito no primeiro turno. O ex-governador Luiz Henrique (PMDB), que já tentou se presidenciável, se elegeu senador, junto com Paulo Bauer (PSDB).

ESPÍRITO SANTO

Foi o primeiro a consagrar o governador e os dois senadores. Renato Casagrande teve votação extraordinária, principalmente por ser do PSB (Partido Socialista) sem tradição eleitoral. Magno Malta (PR) se reeelege para o Senado. Ricardo Ferraço (PMDB), que era candidato a governador, fez acordo com Renato Casagrande, está eleito senador.

CEARÁ

Nenhum escândalo ou irregularidade atingiu o governador Cid Gomes (PSB). Reeleitíssimo no primeiro turno, como todos previam, diziam e sabiam. Teve ainda mais votos do que se esperava.

Eunício de Oliveira (PMDB), ex-ministro de Lula (apoiado pelo presidente e pelo governador) foi o senador mais votado. O outro, o ex-ministro José Pimentel (PT).

Quando eu disse que Tasso Jereissati “dificilmente seria reeleito”, quase me mataram. (Menos Mateus, elegantíssimo). Mas o próprio Jereissati se derrotou. E o processo contra ele, que está há 8 anos no Supremo, como ficará?

MINAS GERAIS

Aécio foi o grande vencedor, política e eleitoralmente. (um parênteses para lamentar a morte do pai, grande figura, ex-deputado federal seis vezes, entre 1963 e 1987). Além de se eleger senador, Aécio carregou Itamar Franco (PPS)e colocou como governador, o seu antigo vice, Antonio Anastasia.

Aos 50 anos, nem é preciso falar no seu futuro. Teve a frieza,a serenidade e a capacidade de escolher o caminho certo. Não quis ser vice de Serra, garanti em dezembro-janeiro: “Se Aécio for vice de Serra, podem dizer que sou o pior analista do mundo”. É lógico que nada será fácil, mas 2014 está aberto e não apenas para o PT.

BAHIA

Jaques Wagner (PT) ganhou no primeiro turno, facilmente. Nada surpreendente, se compararmos com a eleição de 2006, a sua primeira, quando o franco favorito ser ao “carlista” Paulo Souto. Wagner “vem” para o plano nacional.

Walter Pinheiro (PT), e Lidice da Mata, (PSB), são os senadores. PMDB, DEM, PSDB, PP, PCdoB, não elegeram ninguém.

RIO GRANDE DO SUL

Contei aqui, que encontrando (num restaurante) com Tarso Genro, ele me disse: “Helio, pode publicar, vou ganhar no primeiro turno”. Ganhou mesmo. Fogaça (PMDB), ex-senador e prefeito eleito e reeeleito de Porto Alegre, ficou lá no fim de tudo, sem chance.

Ana Amélia Lemos (PP), tida como fácil vencedora para o Senado, se elegeu, mas em segundo. O mais votado, Paulo Paim, do PT, mas inteiramente abandonado pelo Planalto-Alvorada. Esperava ser Ministro do Trabalho no primeiro mandato de Lula, jamais foi convidado nem mesmo para um jantar.

Germano Rigotto (PMDB), que já tentou ser presidenciável, não se elegeu senador, apesar de ter sido governador. Melancólico.

PERNAMBUCO

Antes da eleição, Jarbas Vasconcellos (PMDB) aparecia como favorito, por causa do passado. Mas quando começaram (não as pesquisas, mas a realidade), o quadro mudou completamente. E terminou antes das 8 da noite, com a votação-consagração de Eduardo Campos.

Para o Senado, era dada como certa a eleição de Marco Maciel (o grande carreirista da ditadura) e Armando Monteiro (PTB) brigando com Humberto Costa (PT), ex-ministro. Mas a partir de 15 dias começaram a rolar informes (que se transformaram em informações) sobre a derrota de MM. Humberto Costa foi o mais votado e Armando Monteiro o segundo.

(É sempre uma satisfação, MM fora da vida pública, não deixei de dizer com insistência. Até revelando que fui amicíssimo do primeiro Armando Monteiro, constituinte de 1946).

MATO GROSSO DO SUL

André Puccinelli (PMDB) teve a reeleição fácil que se esperava. Delcidio Amaral (PT), que pretendia ser governador, não conseguiu legenda, ganhou mais 8 anos no Senado. E uma boa expectativa para governar o seu estado em 2014. Waldemir Moka (PMDB) ficou com a outra vaga de senador.

PARANÁ

Beto Richa (PSDB) foi eleito governador, facilmente. Derrotou, e no primeiro turno, o fortíssimo e tradicional Osmar Dias (PDT). Portanto, é governador, mas péssimo analista. Estando na frente (como se viu), pediu que fossem suspensas as pesquisas, a Justiça concedeu.

No segundo mandato de prefeito, cumpriu apenas 15 meses, saiu para ser governador. Entusiastas dele (no PSDB), admitem que pode não completar também o novo mandato, para ser presidenciável. Apenas para registrar: é muito cedo, 2014 é outra história.

Gleisi Hofman (mulher do ministro Paulo Bernardo, mas tendo luz e vôo próprio) foi a mais votada para o Senado. Houve muita discussão, queriam que disputasse o governo pelo PT, recusou sempre.

O outro senador, o ex-governador Requião (PMDB), tido como franco favorito, ficou a apuração quase toda atrás de Gustavo Fruet (PSDB), um belo personagem. Requião se garantiu no último lance, como aconteceu em 2002, sobre Osmar Dias.

BRASÍLIA (DF)

A capital não deixa ninguém se conformar ou se tranqüilizar. Agnelo Queiroz, do PT e candidato de Lula, era tido e havido como eleito no primeiro turno. Vai para o segundo com a mulher de Roriz (PSC), mesmo com os votos no nome dele não dela.

Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) foram eleitos por serem honestos, e pelo fato de terem aberto uma cratera na política da capital. Quem? Arruda, Paulo Otavio, o próprio Roriz candidato, que renunciou mais uma vez.

SÃO PAULO

Alckmin custou a ultrapassar os 50 por cento para vencer no primeiro turno, e repetir e mediocridade dos governos anteriores. Mas passou. Aloyzio Nunes Ferreira (PSDB), em 20 dias veio do terceiro para o primeiro lugar no Senado. E Dona Marta (PT), que desde o início estava em primeiro lugar fácil, sofreu para ganhar de Netinho de Paula (PCdoB), por 2 por cento dos votos.

04/10/2010 às 14h41min

Eleito, Dutra agradece ao povo do Maranhão

“Foi uma batalha dura, uma campanha sem dinheiro, percorrendo a pé, quase 500 quilômetros e lutando contra o “Futi” e os poderosos do Maranhão... Agradeço a cada um dos maranhenses que acreditou em meu trabalho e que me honraram com seu voto nas urnas neste domingo. Eu vou honrar cada um destes votos recebidos”, disse o Deputado Federal Domingos Dutra, o Dutra, reeleito Deputado Federal pelo Maranhão, com mais de 81 mil votos.

Dutra, que chegou a fazer greve de fome contra a decisão do PT de apoiar Roseana Sarney, lamentou que Flávio Dino não tenha sido eleito Governador do Maranhão. “A campanha dele foi limpa, também sem dinheiro e com muita garra. Mas o resultado foi muito significativo: Flávio chegou em segundo e, com certeza, mais do que nunca, é um nome importante na política do Maranhão e do Brasil”, disse Dutra.

“Agora volto à Brasília e continuo minha luta nestes próximos quatro meses quando termino meu mandato atual e a partir de janeiro, eleito novamente pelo povo maranhense - vou continuar minha batalha por um Maranhão mais livre e menos pobre. Vou fazer o que sempre fiz: lutar pelos mais humildes e enfrentar os poderosos. Mais uma vez agradeço aos eleitores que confiaram em mim e me reelegeram. Muito, muito obrigado!” disse Domingos Dutra que foi o Deputado Federal do PT mais votado no Maranhão.

03/10/2010 às 11h55min

Sob o signo da lambança

Carlos Chagas


Realizam-se hoje eleições que seriam rotineiras e serviriam para definir o Brasil como uma democracia estável, não fosse a contribuição inusitada do Poder Judiciário com vasta carga de lambanças. O eleitor vai às urnas sabendo que seu título não vale mais nada, tornou-se dispensável. Ao mesmo tempo, ignora-se se a lei ficha limpa vale ou não, quer dizer, candidatos condenados no passado poderão concorrer, vencer e ter sua diplomação negada. Ao mesmo tempo, proíbe o Tribunal Superior Eleitoral a divulgação do número de votos dados aos candidatos ficha suja, que ficarão na dependência de posterior decisão judicial sobre sua diplomação. Enquanto isso, paralisam-se os cálculos a respeito dos votos em legenda.

Com todo o respeito, mas as intervenções dos tribunais tem causado muito mais confusão do que esclarecimento, no processo eleitoral. Da constitucionalidade da lei ficha limpa ao uso dos títulos eleitorais, não há certeza de nada. Virou tudo fumaça.


AÇÃO ENTRE AMIGOS


Outra definição não se aplicaria melhor ao último debate entre os candidatos presidenciais encerrado na madrugada de sexta-feira: ação entre amigos. Um pouco de educação e civilidade não faz mal a ninguém, mas, convenhamos, abandonar a discussão sobre temas polêmicos em troca de rapa-pés e salamaleques em nada contribuiu para esclarecer o eleitor. Dilma Rousseff e José Serra, em especial, evitaram enfrentar-se. Deixaram Marina Silva pendurada no pincel, sem escada, assim como Plínio de Arruda Sampaio, lança em riste, investindo sobre moinhos de vento. Quantos votos teriam mudado de destino uma vez encerrado o debate? Nenhum.



A DÚVIDA DO SEGUNDO TURNO


Só por volta da meia-noite de hoje saberemos da realização ou não de um segundo turno das eleições presidenciais. Dilma poderá ter vencido em definitivo, mesmo por pequena margem, ou Serra terá suas esperanças renascidas. Nesta última hipótese, serão mais quatro semanas de campanha, propaganda obrigatória pelo rádio e a televisão, novos debates insossos e, com toda certeza, mais algumas decisões polêmicas da Justiça Eleitoral. Para os que fazem das campanhas uma atividade comercial, ótimo. Para o eleitorado, péssimo.


NA DEPENDÊNCIA DOS ALIADOS


Prováveis, uns, garantidos, outros, o PT não elegerá mais do que cinco governadores: Tião Viana, no Acre, Agnelo Queirós, no Distrito Federal, Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, Marcelo Deda, em Sergipe, e Jacques Wagner, na Bahia.

Caso as representações parlamentares sigam a mesma tendência, ficará difícil aos companheiros elegerem as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Permanecerão na dependência de alianças com o PMDB e penduricalhos para viabilizar seus projetos. Na hipótese da vitória de Dilma Rousseff, emergirá a liderança do então vice-presidente Michel Temer, aquele da prática de ver distribuído o pão.

01/10/2010 às 09h49min

Chiquinho Escórcio e a campanha milionária




Francisco Luiz Escórcio Lima, mais conhecido como Chiquinho Escórcio, tem uma das campanhas mais ricas do Maranhão na briga por uma vaga pelo PMDB para a Câmara dos Deputados. Segundo dados da página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Chiquinho recebeu R$ 665 mil, até 3 de setembro. Valor bem superior aos R$ 105.050 declarados pela campanha do candidato ao governo do Maranhão, Jackson Lago, do PDT.

Além de ter direito a recursos financeiros privilegiados, Escórcio teve o direito de usar o número 1515, favorito entre os candidatos por ser de fácil memorização.

Ao registrar sua candidatura, em julho, Chiquinho declarou ter patrimônio de R$ 26,8 milhões. Em 2006, quando tentou, sem sucesso, eleger-se também deputado federal, informava apenas R$ 2,4 milhões. Ele alega que não houve crescimento significativo de seu patrimônio entre 2006 e 2010 e sim "na atualização nos valores" de seus bens. Segundo ele, a declaração de 2006 estava com valores históricos de bens. "Como empresário bem sucedido, nestas eleições de 2010, fui orientado por especialistas e fiz constar o mesmo patrimônio com valores atualizados", argumentou em carta à procuradora eleitoral Carolina da Hora.


Com informações de O Estadão.


01/10/2010 às 08h23min

Mão Santa fecha a campanha tendo visitado os 224 municípios

O responsável pela agenda do senador Mão Santa (PSC), advogado Edvar Santos, informou que o parlamentar, até o final desta semana, terá visitado os 224 municípios do Estado do Piauí, à cata de votos.

“Até esta quarta-feira (29), para se ter uma idéia, fechamos todos os municípios da região do Baixo Parnaíba”, falou. “E até o último dia de campanha fecharemos as cidades que ainda restam para o senador visitar”, complementou.

Edvar falou que essa performance faz parte de um anseio popular. “Os próprio líderes cobravam muito, porque o povo gostaria de ver o senador e ouvir suas palavras, além de ter sido um compromisso firmado por Mão Santa”, explicou.

“E não podia ser diferente da parte de um homem público que busca a reeleição. O grande diferencial da minha parte é que busco estar ao lado do povo, andando pelas ruas, praças, mercados. É um hábito meu, desde sempre”, pontuou Mão Santa.

30/09/2010 às 15h29min

Queda de helicóptero gera boataria e muita especulação

Foto: Divulgação Tem que ser apurado
Tem que ser apurado

São Luís teve uma manhã de grande boataria e especulação em torno do acidente com o helicóptero que caiu nas proximidades da cidade de Imperatriz. A principal delas dava conta da morte dos candidatos a governador Jackson Lago(PDT) e a senador Roberto Rocha(PSDB). A verdade é que, o helicóptero levou nesta manhã os candidatos a Balsas. Após deixar Jackson e Roberto Rocha, a aeronave voltou a Imperatriz para pegar outros membros da comitiva, mas antes de chegar ao aeroporto caiu. O piloto morreu carbonizado. O pedetista e o tucano nada sofreram.

Questionado há poucos minutos atrás por repórteres da TV Mirante, o Comandante da Polícia Militar Francklin Pacheco disse que não sabia nada sobre as prováveis causas do acidente.
Roberto e Jackson estão em Imperatriz dando apoio às autoridades e mandaram suspender todos os atos de campanha hoje.
O helicóptero é modelo Robinson 44. Ele caiu numa área aberta no Conjunto Nova Vitória, bairro que fica na margem esquerda da BR-010, sentido Imperatriz-Porto Franco, não muito distante do aeroporto Renato Moreira. Ao tocar ao solo, a aeronave pegou fogo.
Segundo a PM, a vítima seria o piloto Luís Flávio Quinta, de 50 anos, que trabalha em uma empresa de aviação em Araguaína (TO), e seria o proprietário da aeronave.
De acordo com as primeiras informações, o veículo teria perdido o controle, sendo que o piloto ainda teria tentado fazer um pouso forçado, sem êxito.
Mesmo diante de todos os esclarecimentos que já foram dados, tem gente aqui em São Luís pedindo uma investigação séria sobre esse acidente, que acontece há três dias das eleições. Outros chegam até a afirmar que os tambores no Maranhão não têm a mesma batida de outrora.
( Com informações de Rosenira Alves/Blog no Az )

29/09/2010 às 07h01min

Roseana Sarney e Flávio Dino são provocados por Saulo Arcang

Gildean Farias



O segundo e o terceiro blocos foram marcados por "alfinetadas" entre os candidatos. Saulo Arcangeli (PSol) foi o responsável pelas principais provocações, direcionando perguntas que, de certa forma, irritaram os candidatos Roseana Sarney e Flávio Dino.

No caso de Flávio, Saulo citou o apoio que om comunista recebe do ex-prefeito de Caxias, Humberto Coutinho. A essa alfinetada, Flávio respondeu que, apoio à parte, caso eleito, ele é quem governará.

Já Roseana alterou-se quando Saulo Arcangeli disse que esta fazia parte da oligarquia Sarney. No bloco seguinte, a governadora reclamou que todos os outros candidatos apenas falavam do seu pai e disparou "no próximo debate vou trazer o Zé Sarney para debater com vocês".

29/09/2010 às 06h58min

Candidatos ao governo do Maranhão frente a frente

Gildean Farias



Um debate em clima de reta final de campanha, com todos os ingredientes possíveis. Assim pode ser definido o debate promovido pela TV Mirante na noite desta terça-feira, 28, entre os postulantes ao governo do estado do Maranhão.

Cinco candidatos estiveram presentes na discussão. Saulo Arcangeli (PSol), Marcos Silva (PSTU), Flávio Dino (PC do B), Jackson Lago (PDT) e Roseana Sarney (PMDB).

Com cinco blocos, o debate foi intermediado pelo jornalista da TV Globo Tonico Ferreira. Foram quase duas horas onde os candidatos tiveram a oportunidade de discutir diversos temas pré-estabelecidos.

Educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, turismo, dentre outros assuntos serviram de ponto de partida para cada candidato apresentar suas propostas para os próximos quatro anos à frente do governo do estado.

Roseana Sarney destacou os investimentos que chegam ao Maranhão e ressaltou a criação de empregos como uma das principais metas do seu governo.

Flávio Dino deu destaque para o “caminho novo” que pretende iniciar no estado, caso seja eleito. Uma das principais metas, segundo o comunista, será a saúde pública, com o aumento do número de hospitais e de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e também sobre a formação de profissionais para atuarem na área.

Jackson Lago fez questão de lembrar dos feitos dos seus dois anos à frente do governo. E falou também da importância de voltar ao governo para dar continuidade ao que começou. Ele destacou a saúde como uma das prioridades de um possível governo, citando os projetos de hospitais em regiões estratégicas do estado.

28/09/2010 às 15h29min

Sindicato diz que mutirão nos Correios favorece coligação

Da Folha de S. Paulo


DE SÃO LUÍS - O diretor dos Correios no Maranhão, Carlos Alberto Pinheiro, convocou carteiros de todo o Estado para o trabalho no último fim de semana para distribuir as malas diretas de propaganda eleitoral acumuladas.

O diretor é ligado ao vice-governador João Alberto, candidato ao Senado pela coligação que apoia a reeleição de Roseana Sarney (PMDB).

O Sintect (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Maranhão) denunciou Pinheiro ao Ministério Público Federal, na sexta-feira.

O diretor jurídico do sindicato, Osvaldo Cruz Brito Santos, disse, em depoimento, que o mutirão visaria atender à coligação de Roseana, que tem o maior volume de mala direta para distribuição.

Pinheiro disse que convocou os carteiros por causa dos contratos firmados com os partidos políticos, que exigem a entrega das malas diretas antes do dia da eleição, e para evitar que a empresa seja multada por atraso.

Ele negou que a iniciativa favoreça os candidatos da coligação de Roseana. Segundo o dirigente dos Correios, a orientação é de que todas as malas diretas de propaganda eleitoral sejam distribuídas, independentemente dos partidos. (ELVIRA LOBATO)

28/09/2010 às 08h19min

Uma rígida professora

Carlos Chagas



Caso até domingo não sobrevenha um inusitado de olímpicas proporções, Dilma Rousseff estará eleita presidente da República. Só um milagre, e dos grandes, impedirá a candidata de vencer, provavelmente no primeiro turno.

Sucedem-se as perguntas, a partir daí: seu governo será um videotape do governo Lula, até pela manutenção de ministros atuais ou antigos? Conseguirá o PT maiores espaços na administração e nas decisões políticas? Qual o papel do PMDB, presumindo-se que venha a eleger as maiores bancadas na Câmara e no Senado? Haverá um diálogo diferente com as oposições? A influência do presidente Lula será ostensiva ou velada? A política econômica sofrerá mudanças?

Mais um milhão de indagações poderiam seguir-se a essas, registrando-se apenas a evidência de estar o país no limiar de um novo modelo de governar. Menos pelo fato de pela primeira vez uma mulher assumir o poder, mais pelas características pessoais de Dilma. Dificilmente ela conservará a imagem a duras penas mostrada na campanha, eivada de amenidades, sorrisos e rapapés. Por natureza, a nova presidente é rígida, áspera e até intolerante. Não mudará, em especial quando se vir a braços com desafios, incompreensões, críticas e a óbvia incompetência que marca a ação da máquina governamental.

Em suma, deve o país preparar-se para ser dirigido por uma professora disposta a cobrar o dever de casa logo no primeiro dia de aula. Alguém de poucas palavras e muita cobrança, bem diferente do tolerante e loquaz antecessor.

28/09/2010 às 08h17min

Olinío e a casa de marimbondos

No pálido debate entre os candidatos presidenciais, na noite de domingo, destacou-se mesmo aquele que não tem nada a perder, porque já perdeu. Plínio de Arruda Sampaio voltou a enfiar a mão numa vasta casa de marimbondos. Levantou dúvidas que muita gente levanta mas poucos tem coragem de referir: para ele, os Estados Unidos são um país ditatorial porque quer impedir que o Irã e outras nações disponham da bomba atômica, jamais tendo protestado porque Israel também dispõe.

Arriscou-se a outra ferroada quando defendeu o controle dos meios de comunicação, denunciando que seis famílias tentam dominar a opinião pública nacional através de seus jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.

O singular nessas polêmicas observações foi o silêncio dos adversários. Nem Dilma, nem Serra nem Marina abriram a boca para contestar ou apoiar Plínio, apesar das palmas do auditório. Em muitas outras afirmações do candidato do PSOL, foi como se ele não existisse, mesmo quando agredia os outros.

Dilma, acusada de conivente ou incompetente diante do caso Erenice Guerra, preferiu repetir a disposição de fiscalizar, apurar e punir qualquer mal-feito porventura ocorrido em seu governo. Não reagiu quando Plínio chamou o presidente Lula de megalômano. Ou de ter passado da esquerda para a direita. Também não respondeu se poderia viver com o salário-mínimo.

Marina disse apenas não admitir que outros determinem seu pensamento, quando acusada de querer agradar a todos e não se manifestar sobre temas polêmicos como as drogas, o aborto e a eutanásia. Também não reagiu ao ouvir que é ecocapitalista demagoga, constituindo um engodo sua proposta de realizar plebiscitos sobre essas questões. Nem quando rotulada de sem coragem para enfrentar os poderosos, engolindo os transgênicos, o desvio das águas do São Francisco

Serra silenciou quando Plínio acentuou que seus três adversários estavam mais ou menos ligados à corrupção. Preferiu denunciar o mensalão e o PT. Depois, informou que São Paulo tem o melhor padrão educacional do país, em seguida à acusação de os tucanos estarem no poder há 14 anos, no estado, sendo que 30% das crianças em idade escolar não sabem ler nem escrever.

27/09/2010 às 09h47min

Sinceridade faz mal ,de mais ou de menos

Ao disputar a presidência da República em 1960, o marechal Henrique Lott caracterizou-se pela sinceridade de suas mensagens e pronunciamentos. Não fazia concessões a temas e situações. Vinha defendendo a estatização completa do ensino primário e médio, com o fim das escolas privadas. Chegando em Santa Catarina, foi procurado ainda no aeroporto de Florianópolis por uma comissão do PSD, maior partido nacional, que o apoiava. Com muito jeito, Celso Ramos, cacique local, chamou-o de lado e apelou para que não abordasse o assunto, no comício daquela noite. Não pedia que mudasse de proposta, mas, simplesmente, que a omitisse, porque no estado o ensino privado ultrapassava 80% das escolas.

O marechal não disse nada, pareceu concordar. No palanque, depois de pronunciar-se sobre montes de projetos nacionalistas, preparava-se para encerrar sua fala e não havia tocado na questão do ensino. Todos pareciam satisfeitos quando, puxando Celso Ramos para o seu lado, disse ao microfone suas últimas palavras: “quero demonstrar como sou sincero. Meu amigo Celso pediu-me para silenciar quanto às escolas, mas não tenham dúvidas, se eleito, vou estatizar todas elas!” Perdeu de lavada a eleição em Santa Catarina.

Essa historinha se conta em função da teoria dos contrários. Um pouquinho de sinceridade faria bem aos atuais candidatos, mestres em omitir temas capazes de tirar-lhes votos. Dilma não fala no lucro dos bancos, Serra silencia diante das privatizações do governo Fernando Henrique, Marina evita abordar o asfaltamento da rodovia Manaus-PortoVelho e Plínio esquece de lembrar que o comunismo saiu pelo ralo…

27/09/2010 às 09h25min

Luciano e Chico Leitoa defendem primeiro voto em Zé Reinaldo

Foto: Rafaela Vidigal Mais de 10 mil pessoas participam de bicicletaço liderado do Luciano Leitoa e Zé Reinaldo em Timon
Mais de 10 mil pessoas participam de bicicletaço liderado do Luciano Leitoa e Zé Reinaldo em Timon

O ex-deputado federal e candidato a deputado estadual Luciano Leitoa (PSB) defendeu, durante discurso realizado em Timon, o primeiro voto de senador para o candidato José Reinaldo Tavares (PSB). O argumento foi centrado na necessidade da oposição de fazer pelo menos uma das vagas nessas eleições e pela certeza de que o ex-governador será um legítimo representante do Maranhão.

“São dois votos para senador. O primeiro para Zé Reinaldo e segundo para outro candidato da oposição. Tenho certeza absoluta que ele como senador vai ajudar Timon e vai lutar pelo Maranhão. Timon tem mais de 100 mil eleitores e pode decidir essa eleição para senador”, acredita Luciano Leitoa.

Ainda durante o discurso, Leitoa disse que apesar do senador José Sarney (PMDB-AP) ter ainda quatro anos de mandato, com Zé Reinaldo eleito e ocupando uma das cadeiras daquela Casa, ele pedirá licença do seu cargo. “Vocês vão ver, ele não vai agüentar enfrentar Zé Reinaldo no Senado e vai se afastar”, ironizou.

A mesma linha política é seguida pelo deputado estadual Chico Leitoa (PDT). Segundo ele, em Timon, há dois anos, é feita campanha para Zé Reinaldo, entretanto, dois candidatos foram lançados pela coligação “O povo é maior”.

“Zé Reinaldo tem nosso apoio. Estamos trabalhando para que não haja prejuízo e mostrando a importância do voto para a oposição. Acho que deveríamos ganhar as duas vagas no Senado. Zé Reinaldo merece pela sua atitude de rompimento e porque ajudou o Maranhão se alimentar com o sabor da libertação. Estamos de novo na luta para elegermos um governador e um ou dois senadores”, reforçou Chico Leitoa.

O candidato apoiado pela população e classe política de Timon, Zé Reinaldo, reassumiu o compromisso com a cidade e o povo do Maranhão. “Os senadores que estão lá não são do Maranhão, são do Sarney. Precisamos eleger pelo menos um senador. Tenho todas as condições de vencer as eleições, quero ir para o Senado com todos que votaram em mim para mostrar o valor de um senador, porque precisamos de um senador para ajudar o Maranhão. Quero encontrar Sarney de senador para senador. Ele está com medo de eu ser eleito senador do Maranhão. Vamos dar uma chance ao nosso estado, vamos colocar o povo do Maranhão no governo e vamos tirar a família Sarney de lá”, afirmou.

BICICLETAÇO E CARREATA

No sábado, Zé Reinaldo participou de um passeio ciclístico, que reuniu mais de 10 mil pessoas, na cidade de Timon. A atividade percorreu os bairros do Centro, Parque Piauí, Formosa,Parque Aliança, Cidade Nova I, Cidade Nova II e Parque Alvorada.



No retorno a São Luís, Zé Reinaldo liderou uma grande carreata ao lado de Flávio Dino (PCdoB), candidato a governador pela coligação “Muda Maranhão, junto com a vice Miosótis Lúcio (PPS), que iniciou na Praça Maria Aragão, percorrendo a avenida Daniel de La Touche e finalizou na Ponta D’Areia. Continuando a agenda no interior do estado, a programação centrou atividades em Matões do Norte, São Mateus e Tuntum.

( Com informações do Jornal Pequeno )

24/09/2010 às 09h35min

Conversa fiada

Foto: Divulgação Vereadores revoltados com Magno
Vereadores revoltados com Magno

Magno Pires foi a uma audiência , tentar solucionar o impasse no pagamento atrasado dos servidores da prefeitura de Timon, alguns com quatro meses e o restante com três e chegando lá disse que não sabia como precisar quando colocaria os pagamentos em dia, por causa das quedas do FPM.


Isto é conversa fiada, se fosse assim o Estado do Maranhão e do Piauí, sem se falar na maioria das prefeituras do norte e nordeste estariam com os salários atrasados e isto não vem ocorrendo, muito pelo contrário grande parte das prefeituras pagam dentro do próprio mês.
 
Arranja outra meu amigo Magno Pires, pois do contrário você vai continuar queimando a prefeita e já se fala na Câmara de Vereadores da cassação de um titulo que lhe foi concedido