Timon em Fatos

Jerry Mayner Jerry Mayner
Jerry Mayner -  Nasceu na cidade de Timon - Maranhão em 1964 - é  Comentarista politico na Rádio Cidadão FM em Timon, Professor e empresário do ramo educacional.

06/01/2010 às 09h31min

Vida de José em filme de Silvio Dendler

Foto: Divulgação Sarney a exemplo de Lula vai ter também o seu filme
Sarney a exemplo de Lula vai ter também o seu filme

Edição Gterra

O cineasta Silvio Tendler , fará um documentário sobre a vida do senador José Sarney (PMDB-AP). Tendler contou que não há intenção de acuar o entrevistado, mas assegurou que abordará temas espinhosos da biografia do ex-presidente da República.

O carioca Tendler já levou às telas as biografias dos presidentes Juscelino Kubitschek (1956-1961) e João Goulart (1961-1964) e prepara um documentário sobre o presidente Tancredo Neves (1910-1985), cujo centenário de nascimento será comemorado neste ano.

Foi durante a gravação do depoimento de José Sarney para o documentário sobre Tancredo Neves que ocorreu a conversa para que Tendler realizasse o filme sobre o presidente do Senado.

Em 1966, o cineasta Glauber Rocha a pedido de José Sarney filmou o documentário Maranhão 66 durante a cerimônia de posse de Sarney como governador. Ante o discurso de de Sarney e a celebração da multidão com o novo governo, o documentário expõe a miséria da população maranhense: casebres miseráveis, hospitais infetos, vítimas da fome ou da tuberculose.

Em entrevista a Folha de São Paulo, Tendler afirmou que não fará perguntas inconvenientes, porém prometeu não ser “chapa-branca” no filme. “Não é para encobrir, é para revelar”, disse à Folha.

A idéia de produzir um documentário sobre a vida do senador José Sarney, segundo Tendler é que ele está “querendo mapear a política brasileira sem preconceitos”.

Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Ele é o detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1 milhão e 800 mil espectadores), “Jango” (1 milhão de espectadores) e “Anos JK” (800 mil espectadores).

Ano passado, Silvio Tendler lançou o documentário “Utopia e Barbárie”, no qual trabalhou durante 19 anos. Dentre os personagens ouvidos pelo documentarista mundo afora, o general vietnamita Vo Nguyen Giap, que derrotou os exércitos francês e americano. “Giap, o maior general do século XX”, aponta o cineasta.


05/01/2010 às 11h39min

Previsões, premonições, pressentimentos, visões, impressões


(JM Cunha Santos  )

Oh donzelas impúberes que nos rabos dos cometas vagueiam entre as galáxias com os “quengos” cheios de sarrabulhos e outras comilanças exóticas; oh estranhas presenças que me seguem, rabos sobrenaturais que me propiciam tantas paradas cardíacas, iluminai-me nesta hora de prevenir o ano que vem.

Oh grandes salas de julgamento onde riem os corruptos; oh desgraçados que andam de bondes nas metrópoles do purgatório; oh infames responsáveis pelo Bing Ben, infamantes juízes que se vendem ao acaso, iluminai-me nesta hora do que ainda vai acontecer.

Oh deuses do Olimpo e rainhas noturnas que sacodem a amplidão; oh bichos rasteiros que passeiam nos planetas, donos de gritos, todos vocês que ainda comem com as mãos; oh ampulhetas de Davi, sarracenos que sobreviveram, socorrei-me nesta hora de falar do ano que só por teimosia de Deus ainda vai chegar!


1
Se cada maranhense que nasce já nasce devendo mais de 10 mil reais, vão nascer devendo mais de 20, porque Roseana Sarney, afinal de contas, precisa se eleger. Todo ato em 2010 será secreto, inclusive o de defecar em praça pública para que se perceba com mais odor a sujeira nas instituições do país.


2
Os candidatos a presidente da República não vão falar de corrupção porque uma lei de iniciativa de alguém bem mais lúcido que nossos deputados e senadores proibirá a filmagem de meias e cuecas e de coisas sendo enfiadas nas que tais. A Igreja Incorruptível Natural do Reino de Deus será fundada após o pagamento dos dízimos devidos à canalhice, desonestidade e falta de vergonha na cara, devidamente devolvidos em orações. O Senado será a sede dessa Igreja cujas orações só poderão ser feitas em Brasília.


3
A Censura Prévia será permitida, mas somente entre as 8 da manhã e 23 horas. De madrugada, tudo quanto é fdp pode escrever o diabo que quiser que não será censurado, lido ou divulgado.

O Congresso Nacional aprovará uma nova legislação proibindo que se divulguem notícias sobre libidinagem política, desvios de recursos da Petrobrás - e de qualquer outro lugar, é bom que se diga - vendas de sentenças, tráfico de influência, jogatina, nepotismo, roubos, assassinatos, tráfico de drogas e armas. O resto poderá ser noticiado sem nenhuma observação.


4
Haverá uma outra crise internacional, uma outra crise nacional e uma outra crise maranhal. A crise internacional, como sempre, será resolvida com o acúmulo de cadáveres no Iraque, Afeganistão e outras praças malditas do Oriente Médio, além da explosão de peidos em prédios públicos.

A crise maranhal (olha eu criando palavras de novo) não será resolvida. O povo, farto de Sarney, elegerá um governador de oposição que também será caçado e cassado depois de um ou dois anos de mandato e a segunda colocada retornará ao poder. Esse vai-e-vem de governantes só será resolvido em 2050, se o mundo não acabar em 2012 por absoluta falta de dinheiro.


5
Obama adotará o sobrenome Bin Laden assim que for decidido que somente os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e a Inglaterra têm o direito internacional de fabricar armas de destruição em massa. Qualquer outro país que se movimentar nessa direção será varrido do mapa por explosões nucelares. Em nome da paz mundial.


6
Todo parlamentar terá direito a um Castelo, no Brasil ou em Portugal. Em contrapartida, para que não sejamos injustos com os poderosos, todo trabalhador receberá horas extras por conta de suas férias e toda empregada doméstica terá direito a um cargo em comissão com salário variando entre 7 e 12 mil reais, sendo que no ano de 2010 elas saberão disso.

Para glória dos pilotos e satisfação póstuma de Santos Dumont, fica decretado que em 2010 (e em qualquer ano eleitoral) às secretarias de Estado será consignada verba própria para aluguel de 2 helicópteros e 2 jatinhos com direito a vôos rasantes nas contas dos contribuintes. Ministros do Supremo Tribunal Federal ganharão cota particular e permanente de passagens aéreas cedidas pela Câmara dos Deputados.


7
Anexos do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão serão construídos com as denominações de “Anexo deputado Sarney Filho”, “Anexo engenheiro Fernando Sarney” e “Anexo Wilsinho Sarney”. O anexo Nelma Sarney será edificado ao lado do Tribunal Regional Eleitoral com a destinação específica de julgar demandas judiciais de prefeitos que insistirem em permanecer na oposição. Em tempo: com a construção dos anexos, os conselheiros do TCE, além de diárias, também terão direito a receber noitárias. Mas isso dependerá da aprovação de Projeto de Lei.



8
Com a criação do Seguro de Saúde Vitalício, Perpétuo e Redundante, os parentes de senadores não terão mais o direito de morrer. Em caso de morte de algum deles, a Companhia de Seguros será compensada com verba indenizatória do gabinete do senador ou recursos oriundos dos lucros obtidos com empréstimos consignados por empresas de netos e bisnetos dos malfazejos.


9 e 10
E se ainda me resta o direito de juntar isso aqui com aquilo ali, apelo a Deus que nos livre da violência, da traição, do ciúme, da inveja, das guerras, das serpentes e dos desertos em 2010. Afastai-nos, Senhor, desses cachorros, porcos, crocodilos e escorpiões que estão me fazendo crer nas minhas próprias premonições. Livrai-nos dos fados e nereidas, dos magos e gnomos financeiros para que seja menos tranqüilo ameaçar essa República de Cuecas. Transporta-nos na barca lunar que deixará a Terra e nos põe ao lado dos anjos aromatizantes que prometem nos livrar da corrupção. Se assim ainda for possível para os céus.


AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ
J. M. Cunha Santos

Episódio de hoje:
Au pied de la tour Eiffel

O detetive Froxô, cansado das perseguições investigações, escamoteamentos, vistas grossas etc, estava decidido a passar o Reveillon entre grandes estrelas, ouvindo Frank Sinatra e Edith Piaf, para esquecer a forrozada que não parava de tocar no vizinho. Aquela coisa de “chupa que é de uva”, “senta que é de menta” etc.

Revisou com a família as vantagens do Réveillon de La Saint Sylvestre au pied de la tour Eiffel e descreveu para os filhos o que os esperava:
– La magie de nuit parisienne opère durant dês leux heures trent d’une crosière animée par trois misiciens et deux chanteuses et rythmée par la degustation d”um menu rafinée. Au pied de la tour Eiffel qu scintille, l”orchestre entraine lês convives sur la piste de danse jusq’á la l’aube.

No apartamento abaixo do seu um vizinho tocava um ziriguidum danado, mistura de Jingles bells com carimbó e música sertaneja.

Froxô se preparava para entornar uma bebida típica da região do Dijon Fèlix Kir, uma mistura de creme de cassis com vinho frisante, chamada Blanc-cassis, servida em taça flûte cheia de champagne Brut.

Quando a ressaca bateu entornou uma medida avantajada de Bloddy Mary, aquela bebida dos romances que homenageia a rainha assassina Maria I e reúne Vodka, molho de tomate, tabasco chiplote, molho inglês, sal e gelo em copo high ball.

Foi surpreendido pelos empurrões da esposa:
– Acorda que já são quase meia noite e o Forró do Ano Novo na Boca de Fumo de Zé Camboa já ta pegando. Eu só vou contribuir com duas garrafas de 51 e um litro de vinho São Braz. O dinheiro que tu me deu não vai dá pro tira-gosto.

(j. m. cunhasantos@hotmail. com; www. jmcunhasantos. blogspot. com)

04/01/2010 às 17h30min

A SEGUNDA DÉCADA DO TERCEIRO MILÊNIO

Se me perguntassem qual o fato mais importante da primeira década do século XXI, responderia que foi a descoberta de água fora do nosso Planeta. De fato, em julho de 2008, a sonda Phoenix, da Nasa, confirmou a existência de água em Marte. Esta descoberta, 39 anos depois, talvez tenha importância da magnitude da chegada do homem à Lua.

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a Humanidade”, exclamou Neil Armstrong, em 20 de julho de 1969. “Temos água – proclamaram os cientistas norte-americanos, em 2008. Vimos evidência dessa água em forma de gelo, antes. Mas esta é a primeira vez que a água marciana foi tocada”. E, em 2009, moléculas de água foram, igualmente encontradas na Lua.

Não sabemos quais serão as escolhas que fará, ou será obrigada a fazer, a Humanidade no futuro. Mas é confortante saber que o gênero humano poderá dispor, em outros planetas, de abrigos ou de eldorados. Abrigos se prevalecer a insensatez e for crescente a degradação da Terra.Eldorados se o nosso Planeta, embora preservado, se tornar pequeno para acolher sua população.

Nesta perspectiva, o fracasso da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (a COP-15), realizada em dezembro em Copenhague, não deve ser motivo de pessimismo. Ao contrário, ao colocar em evidência a incapacidade e a falta de vontade política das grandes potências em dar um basta à devastação ambiental, - a frustração provocada pela COP-15 só faz aumentar a responsabilidade dos movimentos sociais e exigir maior combatividade em suas mobilizações pelo mundo a fora.

Mais que nunca devemos seguir a velha máxima: devemos ser pessimista na análise e otimista na ação. Fórmula tão lembrada pelo filósofo italiano Antonio Gramsci que ensinava ser de autoria do poeta francês Romain Rolland.

Aliás, para muitos o otimismo seria um traço de distinção fundamental para caracterizar uma visão do mundo conservadora ou progressista, de esquerda ou de direita.

É sempre bom se perguntar o que representa, nos nossos dias, ser de esquerda ou de direita. Direita e esquerda seriam conceitos ultrapassados, decretavam, autoritários, os Fim da História com o esfacelamento do bloco soviético e, também não esquecer, com o desmonte do Welfare Stat, Estado do bem estar social com suas políticas de proteção.


Um novo mundo haveria de surgir com o neoliberalismo. Seria o triunfo do mercado e do Estado Mínimo. Deu no que deu. Vimos o recrudescimento da pobreza e da miséria social não apenas nos países ditos periféricos do terceiro mundo como no interior mesmo das sociedades capitalistas mais desenvolvidas, nos próprios países chamados centrais, da Europa e da América do Norte.

Se a década que passou deixa como legado dessas políticas a maior crise econômica depois da Grande Depressão de 1929, nos EUA, ela também teve o condão de ressuscitar esperanças e fazer renascer utopias.

São essas esperanças e essas utopias - de um mundo sem explorados nem exploradores – que continuaremos a carregar nos dias que começam, neste 1º de janeiro. Início da segunda década do terceiro milênio.

 (Haroldo Saboia, economista, advogado, Constituinte de 1988 )

29/12/2009 às 17h33min

TEM DOIDO SOBRANDO NO ANO VELHO

M Cunha santos

1 – Eros Grau/Froid

Nunca tive nenhuma dúvida de que o ministro Eros Grau é doido. Não sou jurista, mas dá para perceber no hermetismo que aplica em questões cruciais para a Nação, para os Estados e para a Constituição Federal que ele enfrenta pelo menos uma meia dúzia dos postulados de Sigimund Froid.

Froid não explicaria, por exemplo, a pusilânime cassação de Jackson Lago, nem tampouco o prolixo arrazoado, com grau de perturbação mental, em torno do processo do italiano Cezzare Battisti. É de fundir a cuca. E parece que o Eros Grau vai deixar o STF sem conseguir, através da influência de José Sarney, a almejada cadeira na Academia Brasileira de Letras. Tem doido sobrando no ano velho.

2 – VEJA O MST

O ódio que a revista Veja devota ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) pende para os paroxismos de Carlos, o Louco, rei da França. A revista tem acessos de fúria quando se refere ao Movimento.

Na última, ao divulgar uma pesquisa da Confederação Nacional da Agricultura sobre os Sem Terra, apoiada em reportagem visivelmente tendenciosa, assinada por um jornalista legivelmente desequilibrado, Felipe Patury, fulmina a Teologia da Libertação. Os membros do MST são tratados na matéria como bandidos, baderneiros e assassinos. Sobre a Chacina de Eldorado de Carajás, diz que o MST sacrificou, propositalmente, os 19 membros mortos em confronto com a polícia do Pará. Tem doido sobrando no ano velho.

3 – O PT de Sarney

O Partido dos Trabalhadores do Maranhão decidiu, eleitoralmente, entrar para a História como principal comparsa de Sarney. Coisa de Mustafá I, um rei maluco do Império Otomano que se divertia jogando seus tesouros pela janela.

Só que os tesouros do PT, até então, eram a ética, o combate à corrupção, os movimentos sociais, o desenvolvimento sustentável etc. Tudo isso - para usar a lógica semântica do presidente Lula - foi para a estratosfera. O PT, incondicionalmente, em troca de alguns milhões de reais e alguns vôos rasantes nos helicópteros do governo, cedeu ao vampirismo da governadora Roseana sobre os partidos políticos maranhenses. Vampirismo só comparável ao do rei Vlad III, da Valáquia, que inspirou o escritor Bram Stocker a criar o sanguinolento Conde Drácula. Está sugando o Partido dos Trabalhadores na veia jugular.

Se alguém, fora desse espaço maranhense, em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, ler essa nota, por mais incrível e bizarro que pareça, pode acreditar: existe um PT de Sarney.

Tem doido sobrando no ano velho.

4 - Corruptos e loucos

Houve um tempo em que os loucos não eram confinados. Ensina Michel Focault que a lepra desapareceu do mundo ocidental no final da Idade Média, sendo sucedida pela loucura. Mas só dois séculos depois esse novo tormento criaria reações de segregação, exclusão e purificação. Será que os corruptos de hoje são loucos, ou estão ficando loucos? Devem ser segregados, excluídos ou purificados à moda antiga?

Observe-se que os principais sintomas do fanatismo religioso são orações, privações, peregrinações, jejum, discursos monológicos e martírios. Depois daquela oração do DEM em Brasília, feita por gente que adora fazer discurso e peregrina constantemente pelos cofres públicos, não se dirá mais que a corrupção não é uma espécie de loucura. Sem contar que deve ser um verdadeiro martírio carregar uma montanha de dinheiro nas cuecas. Acredito piamente que os ovos padecem muita privação.

5 – Loucuras incomparáveis

Galileu Galilei (que nome louco) foi considerado maluco ao afirmar que a terra se movia; Cristóvão Colombo quase foi confinado por achar que a terra era redonda; Louis Pasteur foi tratado como doido de pedra ao comunicar que as doenças se deviam a microorganismos transportados pelo ar; E Charles Darwin é louco até hoje por conta da Teoria da Evolução.

Significa, talvez, que ser ou não ser louco depende da época, do lugar e das circunstâncias em que você habita. Eu mesmo me sinto quixotesco quando percebo que estou lutando contra moinhos de vento, tal o Cavaleiro de La Mancha. Mas creio que esta minha loucura é a loucura de muitos brasileiros que não usam super-cuecas nem sabem rezar.

Como se vê, as loucuras não são comparáveis. Não se pode dizer que o Marquês de Sade e Artaud são perfeitamente comparáveis em delírios com Henry Lee Lucas, que matou 200 pessoas ou Harold Chapman, serial killer que eliminou 215 da face da terra ou mesmo a Jack, o estripador. Por isso, antes que o meu transtorno bipolar se acentue mais ainda e eu resolva tomar o primeiro gole do natal e do reveillon, fica a pergunta: quantas pessoas a corrupção mata por ano?

Tem doido sobrando no ano velho. E muito mais doido ainda chegando para o ano novo.

AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ

J. M. Cunha Santos

Episódio de hoje: Atestado de pobreza

Froxô acabava de voltar do passeio diário, ao meio dia, sol a pino, com suas três cadelas Podles, registradas no Cartório dos Bello com os nomes de “Escangalhada”, “Sem Critério” e “Pouca Coisa”. Todas três no cio, assanhadas, latindo e ganindo mais que um canil inteiro e deparou com um daqueles carros de empresas tercerizadas pelas Centrais Elétricas do Maranhão.

Os funcionários, todos com cara de “Rambo III, a Missão”, olharam para Froxô com ares de poucos amigos, puxaram de dentro de uma bolsa velha uma prancheta suja, cheia de anotações e acusaram:

– Aqui consta que a dez meses você não paga a conta de luz. Você também não responde aos avisos de corte.

– A culpa não é minha. Vão falar com a governadora. Ela foi quem anunciou que pobre não paga mais conta de luz, nem de água, gás de cozinha, nem telefone. Não paga cabeleileiro, manicure, pedicure, nem birita. É tudo de graça. Faz tudo parte do Programa “Viva Eleição 2010”.

– É. Só que tu não é mais pobre. Tu mora em casa do PAC – Rio Anil.

– É claro que eu sou pobre e posso provar.

Froxô entrou em casa e saiu carregando uma papelada sem tamanho:

– Sou pobre sim. Eu tenho Bolsa Família. E como vocês podem ver por esses documentos, todos os meus dezenove irmãos, 32 tios e 66 sobrinhos também tem. Não vão cortar a minha luz coisa nenhuma. E dizendo isso atiçou as três cadelas nos terceirizados:

– Escangalhada, Sem Critério, Pouca Coisa, avançar.

E só quarenta dentadas depois, Froxô resolveu definitivamente o problema.

– Ta todo mundo em cana por perseguição a eleitores fracos e oprimidos do DEM e do PMDBe por intervenção indevida em decisões de Estado!

(j. m. cunhasantos@hotmail. com; www. jmcunhasantos. blogspot. com)

25/12/2009 às 11h21min

Contra e a favor

Hoje, Dia de Natal, a humanidade, mesmo a parte mais numerosa, abandonada por todos os governos dos mais diversos países, é dominada pelo sentimento, se deixa levar pelo coração, antes da razão e do domínio do cérebro. Essa sentimentalidade é preciosa e pode ser interpretada das mais diversas formas, casos e episódios.

O rumoroso e demorado litígio a respeito do destino do menino Sean Goldman, se enquadra num grande e inviolável debate, que provoca enorme e também inviolável processo, protesto e reação. CONTRA e a FAVOR.

Não é desses casos em que se consegue, se conquista ou se obtem unanimidade, pois é natural a controvérsia, a posição e a oposição à entrega do menino ao pai biológico ou à permanência dele no Brasil.

Não quero entrar no exame aprofundado da situação, pois já reconheci o direito dos dois lados manifestarem suas opiniões e defenderem o que reconhecem como legítimo. Mas não posso silenciar a respeito de muitos aspectos. Aqui, nesse exame, são réus irrefutáveis, irrevogáveis e irresponsáveis, alguns órgãos e pessoas que não poderiam julgar e serem julgados. E neste caso, condenados não pela decisão, mas sim pela imprudência, inconsciência e subserviência.

1 – O governo brasileiro.

2 – O Ministro Gilmar Mendes.

3 – Os jornalões refugiados na omissão.

1 – Houve um acordo Brasil-Estados Unidos, conduzido (como sempre e primariamente) pelo Ministro Celso Amorim. Este, personagem, protagonista e réu no famoso escândalo da Embrafilme nos anos 80, jamais poderia ser chanceler, e ainda mais com a duração no cargo.

Depois de muitas ameaças, os Estados Unidos decidiram pela represália contra o Brasil. (Por que todos acham que podem desprezar o Brasil, como fez Berlusconi no caso Battisti? Não pediu extradição à França durante 10 anos, ameaçou o Brasil de todas as maneiras).

Estava no Senado dos EUA um projeto concedendo isenção tributária a 136 países. Comunicaram isso ao país, detalhando: “Esse projeto será votado na noite de terça-feira, o Brasil estará fora”.

Conversaram, Lula concordou, fizeram todos os cálculos da votação de lá, e o recesso do Supremo aqui. Não fizeram combinações como hoje, usaram a geometria, acontecia com os gregos há milhares de anos, saiu tudo perfeitamente, ou melhor, exato como queriam.

2 – A parcialidade do Presidente do Supremo. Concretizado o “Tratado da Omissão”, (que Gilmar Mendes, na sua imensa teatralidade, confundiu com o Tratado DA Haya, que ele diz DE Haya, perdoai-o, Senhor), tudo foi rigorosamente orquestrado com o RECESSO do Supremo. Para quem não sabe, nesses casos, todo o Poder fica com o Presidente.

A votação do Senado americano, seria no dia 22 à noite. No dia 22, em pleno dia, Gilmar Mendes consumou sua passagem pela Presidência, com o ACORDÃO, não confundir com ACÓRDÃO (decisão colegiada, nada a ver com Gilmar, um ministro singular em todos os sentidos da palavra), devolvendo o menino Sean e fazendo média com o Executivo. Único que pode incendiá-lo, antes dele “atear fogo às vestes”, perdão, à toga, que tanto desgasta, desprestigia, vá lá, deslustra.

Nada surpreendente em Gilmar Mendes, nem mesmo a complementação da função com uma interligação advocatícia. Ele já libertou Daniel Dantas duas vezes, e mais libertaria se mais vezes fossem necessárias.

E depois de devolver o menino para os EUA, referendando o acordo do Executivo, para mostrar “olha, não mudei nada”, libertou o médico acusado de 50 ESTUPROS DE CLIENTES.

E ressalvou e ressaltou: “Está libertado até o fim do processo, depois de transitado em julgado”. Também, esse médico teve a sabedoria não-medicinal, de contratar advogado de empreiteiras. Excluídos (ou incluídos?) os estupros, o médico é um bom e perfeito empreendedor. Ou “empreiterador”?

3 – Os jornalões no mundo inteiro publicam cartas divididas entre a FAVOR e CONTRA, para agradar a todos os tipos de leitores, mas também se aproveitam. Quase que diariamente se escondem atrás de cartas, usando-as como editoriais. Colocam as verdadeiras e as camufladas, e então exibem suas opiniões. É mais fácil e mais verdadeiro do que um editorial.

Pois o Globo de ontem (e outros jornalões, na mesma linha defendida pela ANJ-Associação Nacional de “Jornais”) publica 9 cartas, TODAS A FAVOR da ida do menino para fora do Brasil, o único país que ele conhece. A omissão por interesse, mais forte do que a isenção por convicção.

* * *

PS – Gilmar Mendes está no fim da Presidência, que só poderia exercer mesmo pelo rodízio. Vai marcar indelevelmente o Supremo, que passará a ser citada como ANTES de Gilmar e DEPOIS de Gilmar.

Helio Fernandes

20/12/2009 às 13h40min

A CENSURA NOS 60 ANOS DE OTHELINO FILHO

JM Cunha santos

O jornalista Othelino Filho completa sessenta anos de uma vida marcada por lutas, sentimentos e tragédias que só se concentram nas almas que amam a liberdade. As tragédias de sua vida são conhecidas: a morte de seu pai, violentamente arrancado ao convívio e ao respeito do povo que defendia acima de todos os tiranos e a tragédia social e política que acometeu e ainda acomete sua gente, o povo brasileiro, o povo nordestino, o cearense do Sobral, do Cariri que ainda hoje transporta o coração “no último Pau de Arara”; o maranhense de Bacabeira, do Rosário, de todo o Estado, vitima da tragédia política de uma oligarquia que a quatro décadas se impôs pela fome e pelos fuzis da ditadura nesse Estado. Ditadura que enfrentou e oligarquia que ainda enfrenta com a mesma alma de menino inconseqüente que um dia acabou preso em um dos subterrâneos da liberdade neste país, uma cela política na cidade de Fortaleza.

Othelino Filho é, portanto, o testemunho vivo de que o jornalismo é uma profissão de risco, principalmente para os que se arriscam a enfrentar os poderosos, os ditadores, os tiranos, a estar sempre no lugar errado na hora errada.

A organização Repórteres Sem Fronteiras registra que no ano de 2008 60 jornalistas foram mortos, 673 foram presos, 429 foram agredidos ou ameaçados e 29 foram raptados. Nada menos que 353 meios de comunicação foram censurados.

Deste modo, comemorar o aniversário de Othelino Filho é investir contra todas as formas de censura, inclusive a imposta pela Justiça ao jornal “O Estado de São Paulo”, referendada agora pelo Supremo Tribunal Federal; inclusive as sucessivas tentativas de impor censura ao “Jornal Pequeno” - todas as formas de atentados à liberdade de expressão como, no caso, os blogs e sites travados pela oligarquia no Amapá.

Registre-se esse aniversário, portanto, não apenas como a passagem dos anos de um, entre nós, que não aceita, porque nunca aceitou, a mordaça, o ferrolho na boca, o silêncio forçado pela gritaria do autoritarismo. Que seja esta comemoração encarada como um Manifesto da Imprensa Maranhense em favor da liberdade. Uma contestação à decisão recente do Supremo Tribunal Federal de manter a censura imposta ao jornal “O Estado de São Paulo”.

Toda e qualquer forma de censura representa uma afronta aos direitos constitucionais, uma forma de repressão aos sentimentos, um atentado à mais humana de todas as nossas manifestações: a liberdade de expressão.

Abaixo a censura!

Viva a imprensa maranhense!

Viva a imprensa do Amapá!

Viva o jornal “O Estado de São Paulo”!

Parabéns ao jornalista Othelino Nova Alves Filho, por sua vida, por sua luta, por seu amor à liberdade! (Republicado a pedidos)

Um orçamento para vencer as eleições

Não é tão difícil precisar a exata intenção do governo do Estado a partir do orçamento apresentado e aprovado na Assembléia Legislativa. Cortes em áreas essenciais indicam um certo desprezo, ou descuido, por funções que ao longo da história tiveram tratamento especial em todas as administrações.

O deputado Rubens Júnior (PC do B) fez, da tribuna da Assembléia, um rápido, mas eficaz diagnóstico da peça orçamentária, deixando um monte de perguntas que ainda estão sem respostas. O orçamento, se comparado ao orçamento de 2009, minimiza a Educação, a Agricultura, a Habitação, dentre outros setores de importância vital da administração pública. Em contrapartida, superlativiza a Comunicação com recursos que ultrapassam o limite constitucionalmente permitido.

O orçamento do Estado para 2010 é de R$ 9,2 bilhões, ou seja, houve um incremento de R$ 1,2 bilhão em relação a 2009. Rubens Júnior ainda se pergunta onde será investido o dinheiro do povo maranhense, denunciando que o governo vai aplicar 1% a menos em educação no ano vindouro, não se sabendo sob que argumento.

Enquanto todos reconhecem que o saneamento básico, ou a falta dele, é um dos mais graves problemas do Maranhão nos dias de hoje, a previsão orçamentária do Governo Roseana retira 70 milhões de reais do setor. Significa um acúmulo ainda maior de problemas nas redes de águas e esgotos do Estado.

Há cortes que, em qualquer visão administrativa lógica, seriam praticamente impensáveis. A função trabalho perde, com este orçamento, um percentual exagerado. Cai de 55 milhões para 7 milhões de reais. Mas a Secretaria de Saúde, comandada pelo deputado Ricardo Murad, parente da governadora e candidato a deputado, ganhou ainda mais recursos em comparação com 2009. A Secretaria de Esportes, sempre um fator eleitoral prepoderante, onde milita o potencial candidato do vice-governador João Alberto, o senhor Roberto Costa, teve seu orçamento substanciado de 4 para nada menos que 40 milhões de reais. Não vão faltar calções, chuteiras e camisas para as milhares de equipes de futebol e outros esportes menos considerados no Maranhão.

E o orçamento da Assistência Social, sede do assistencialismo bucólico e eleitoreiro de muitos governos, quase sempre responsável pelo pagamento dos votos negociáveis, que não são poucos no Estado, sobe 89% no ano 2010.

A segurança pública, talvez porque não seja muito producente do ponto de vista da opinião pública “prender e arrebentar” em ano de eleição, teve seu orçamento drasticamente reduzido, apesar dos incômodos índices de criminalidade que apavoram a população.

Reduções houve também nas áreas de habitação e ciência e tecnologia. No primeiro caso, porque não dá para construir casas para todos os eleitores e, no segundo, porque este governo pode estar interessado em tudo, menos no crescimento e desenvolvimento das ciências.

O primo rico deste orçamento é a Secretaria de Comunicação, pelas razões óbvias. Sarney detém o monopólio dos meios de comunicação nesse Estado. Investir em comunicação é aumentar ainda mais a riqueza da família. E a mídia, neste governo, é usada para mentir descaradamente e criar ilusões como a de que Roseana é a responsável por todos os investimentos privados que acorrem para o Estado. O Ministério Público já mandou ela parar de mentir, mas até onde sabe a Mídia sempre foi a principal arma eleitoral da família Sarney. Como já dito, o orçamento da SECOM subiu tanto que ultrapassou os limites estabelecidos em lei.

O primo pobre do orçamento é a agricultura. Lavradores bem alimentados, bem tratados, pensam. E quem sabe pensar não vota neste Governo. Por isso, a agricultura sofreu um estúpido corte de 40 %. Vão faltar ovos, cebolas e tomates para jogar nos palanques de Roseana em 2010.

Este, na maior cara de pau, é um orçamento com destino certo: comprar o voto popular e vencer as eleições.

19/12/2009 às 11h59min

Chapa Dilma-Temer

Ela tem chance remota de ser candidata à sucessão (?) de Lula. Perdão, remota, não, remotíssima. Temer não tem nenhuma de ser vice. Dela ou de qualquer um. Quércia já “fechou” com o governador de São Paulo, será senador.

E o PMDB, para ficar contra Serra, (este, se ficar livre do xeque-mate de Aécio) perderá pelo menos 50 por cento dos “líderes”. Ha!Ha!Ha!

16/12/2009 às 09h14min

Oscar Niemeyer: 102 anos, sem festa e muito trabalho

Que existência, que vida, que resistência, que talento, sem exibicionismo ou espetaculosidade. Há quase 60 anos, almoçávamos várias vezes por semana. No Lucas, um restaurante caseiro da Avenida Atlântica.

Ele tinha escritório na rua Joaquim Silva, na Lapa, (que era o centro do Rio, como voltou a ser, agora para os mais jovens) o Partido Comunista estava na “legalidade”, o arquiteto deu o escritório para Luiz Carlos Prestes, foi morar e trabalhar na Avenida Atlântica. Ele e o repórter, mais os arquitetos que trabalhavam com Oscar, Helio Bolonha, Gauss Maria Estelita, assíduos.

Foi preso, não se submeteu aos carcereiros, quando perguntaram se ele era comunista, disse mais do que um palavrão, uma frase inteira que não recebeu represália porque os torturadores respeitam os que reagem.

Há anos, um dos jornalistas mais presos e perseguidos pela ditadura, diretor da revista “Justiça & Cidadania”, criou uma estatueta identificada como “Don Quixote”. Só recebia a premiação, quem tivesse realmente serviços prestados à coletividade. Nossa Senhora, precisaria um blog inteiro para citar metade dos que têm essa estatueta, que além do mais é belíssima.

Em 2007, Orpheu Salles, resolveu entregar um “Dom Quixote” ao grande arquiteto. E me pediu para fazer a saudação, sempre acontece isso. Foi no enorme salão do Tribunal de Justiça, lotado.

Conhecendo Oscar há tanto tempo, pensei que nada me surpreendesse. Errei, dois fatos incríveis. Niemeyer, fazendo 100 anos, falou 23 minutos de relógio, sem um pausa nem para beber água. E contou na íntegra, com todos os palavrões, o que acontecera com sua prisão. Depois do próprio Oscar, defendi que ninguém mais devia falar, fui obrigado.

O outro fato: Niemeyer foi “saudado” por um advogado famoso, com escritórios no Brasil todo, ideologicamente de extrema direita. Nunca soube como esse causídico tão reacionário pudesse sequer conhecer um stalinista histórico como Niemeyer.

Helio Fernandes

15/12/2009 às 08h23min

Deixemos o panetone fora

Rio - O escândalo de corrupção envolvendo a mais alta autoridade pública do Distrito Federal não deixa hipótese de dúvida sobre a resposta urgente que deve ser dada: o seu impedimento de continuar a governar a capital da República. Ou a renúncia.

As cenas explícitas de corrupção, gravadas com autorização judicial, são graves demais. Extinguiram-se as condições políticas e morais de o governador José Roberto Arruda permanecer no poder.

Ele deve ser afastado pela Câmara Legislativa até a decisão final da Justiça porque há risco real de contaminação de toda a administração.

Há mostras disso bem evidentes, exibidas pela imprensa, como a mobilização nada espontânea de servidores “liberados” do serviço para irem a um ato de apoio ao governador, montado por seus correligionários. E a absurda violência da Polícia Militar contra estudantes, resultando em pessoas feridas e pisoteadas por cavalos – parecia até que havíamos voltado à ditadura.

A sociedade, cada vez mais descrente da punição de corruptos, clama por justiça. E precisa receber das autoridades exemplos inequívocos de respeito à distinção do que é público e do que é privado.

E não serão medidas paliativas, como novas e mais duras leis para crimes de corrupção, o melhor remédio para restaurar nossa confiança. Projetos de lei tratando do assunto há vários no Congresso.

Acabar com a impunidade desses crimes – especialmente quando envolvem agentes públicos que desviam dinheiro público – agilizando o julgamento dos processos e punindo exemplarmente os culpados parece-nos o melhor caminho para restaurar a credibilidade na Justiça.

Deixemos os pobres panetones fora dessa história


( Wadih Damous:  Presidente da OAB-RJ )

13/12/2009 às 17h47min

AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ

J.M. Cunha Santos

Episódio de hoje: De volta ao Baralho (2)

- Peraí, Roseana, eu vim aqui foi pra assinar os convênios do programa “Mina Casa, Minha Vida”, pra conhecer o projeto de expansão da Alumar, para ver de perto as obras do PAC – Rio Anil que o Dr. Jackson Lago fez na Camboa. Pra onde diabos é que tu tá me levando?

- Para o Portal. Nós vamos primeiro visitar o Portal. (Já conhece o meu Troféu, Raimundo Monteiro?) Mais rápido, motorista.

- Que portal é esse, afinal de contas?

- Portal da Transferência. É lá que nós vamos. (Já conhece o meu Troféu?)

- Portal da Transferência? E o que diabos nós vamos fazer lá?

- Transferir, ora. (Já conhece o meu Troféu? É do PT.)

- Já, já conheço. Eu, a Controladoria Geral da União, o TCU... que droga! Transferir o quê?

- Recursos. Recursos para cartórios, para a Fundação Sousândrade, para a campanha de Carlos Filho, de Ricardo Murad, de César Pires, de Gastão Vieira... (Já conhece o meu Troféu? Ele venceu o PED).

- Pelo que eu vejo, tu é que PED muito.

- E aí, presidente? Vai uma canastra, um pifizinho antes de ir para o Peru? Eu aposto o meu Troféu.

- Eu não quero a porcaria desse teu Troféu. Ele custa muito caro. Não vou ter dinheiro para cobrir essa aposta.

Passada a euforia da visita do presidente, a governadora chamou todos os seus secretários ao Palácio.

- O homem já foi, gente. Está tudo certo. Acabou a folga, a mesa está pronta. Todo mundo de volta ao baralho.

Voando para o Peru, Lula se lamentava: o que que eu vim fazer aqui? Que merda! Que merda!

10/12/2009 às 08h14min

Emenda/Renan do calote passou a fazer parte da Constituição

Luiz Nogueira

Uma vergonha. O Brasil está de luto. O Congresso Nacional promulgou a emenda constitucional proposta pelo senador Renan Calheiros, que, na prática, zerará, sem o pagamento devido, as dívidas judiciais de cerca de R$100 bilhões, que os Estados e os Municípios têm com mais de 1 milhão de brasileiros há dezenas de anos (VIÚVAS, DESAPROPRIADOS, LESADOS, INDENIZAÇÕES POR MORTE E INVALIDEZ..)

A emenda aprovada pelos deputados e senadores, que são pagos para legislar para o povo e em nome do povo, observando sempre a Lei Maior, institucionalizou o CALOTE NA ORDEM JURÍDICA NACIONAL.

Para o presidente nacional da OAB, advogado Cezar Britto, essa imoral e medonha emenda “constitucional”, é, sem dúvida, o maior atentado já perpetrado contra a democracia desde a ditadura.

Essa emenda está transformando em letra morta os direitos e garantias fundamentais de todos os brasileiros, pois, a partir de agora, a LEI PREJUDICARÁ O DIREITO ADQUIRIDO, O ATO JURÍDICO PERFEITO E A COISA JULGADA.

A OAB e diversas outras entidades representativas deverão imediatamente propor Ação Direta de Inconstitucionalidade contra essa nova aberração jurídica que apequena o nosso país e gera absoluta insegurança jurídica. Para a OAB, o que deveria ser o título mais seguro do país, pois amparado na coisa julgada, transforma-se em moeda podre, senão em direito inexistente.

A partir de hoje, o Estado paga se puder e se quiser, baseado em dispositivo constitucional. QUEM DISSE QUE NÃO VIVEMOS EM UM PAÍS SÉRIO?

Se você for fazer negócio com o Poder Público, cuidado, pois, com essa emenda do calote, os governantes estarão blindados até contra as decisões judiciais, que reconhecerem seus direitos. No máximo, seu crédito será leiloado pelo próprio estado-devedor que lhe oferecerá duas alternativas: aceite o que eu lhe proponho (quase nada) ou esqueça o seu título judicial (crédito reconhecido pela Justiça em todas as instâncias).

Mais uma vez tudo vai terminar no Supremo Tribunal Federal, que, se espera, via rápida medida liminar, enterre essa monstruosa e deletéria “criação” jurídica, que só nos envergonha.

08/12/2009 às 09h08min

Lula trabalha pela sexta eleição

O Poder não tem agravantes, variantes, ou fatores preponderantes. Quem o ocupa não quer sair mais, quaisquer que sejam as explicações. No início do primeiro mandato, Lula foi ao Gabão, voltou empolgado e inebriado: “Puxa, 50 anos no Poder”. Era uma confissão, para quase todos faltou compromisso.

Agora Lula abre o jogo, se esquiva de todos os golpes, como se a sucessão fosse uma luta de boxe e ele um Muhammad Ali.

Reeeleição de Morales

Mais um, que induzido, que palavra, mudou a Constituição, “ganhou” ontem mais um período. Não fez nada, ficou no Poder por causa do povão que o apoiou. O que esse povão podia fazer? Entre a elite dominadora e um deles mas desinteressado, tanto fazia. A opção era votar em Morales ou ficar em casa.

Todos se reeelegem,
depois querem mais

Começou com Menem, que não podia ser reeeleito. Ganhou o segundo mandato, queria o terceiro, foi preso por corrupção. Fez acordo, desistia, seria solto. Quem não aceitaria?

Fujimori, na sequência de Menem

O peruano com dupla nacionalidade, conseguiu facilmente um mandato. Queria o terceiro, descobriram que havia roubado mais do que o “compreensível”, fugiu para o Japão. Mas querendo o Poder a qualquer custo, voltou, foi preso, ficará o resto da vida na cadeia.

FHC, o desconstitucionalista

Jamais acreditou que chegaria a presidente. Não foi preso, cassado, perseguido ou incomodado, teve o aval dos ditadores para se candidatar em 1978, em plena fúria da crueldade. Mesmo assim ficou só como suplente, já era alguma coisa.

A reeeleição que
ninguém tentara antes

O primeiro a recusar a reeeleição, foi Prudente de Moraes, o consolidador da República. Não aceitou de jeito nenhum. O primeiro a pretendê-la, foi Campos Salles, ninguém aceitava seu nome, por causa do vergonhoso acordo quer assinou em Londres, “RENEGOCIANDO” a “dívida”. Em 1900. FHC cometeu crimes piores, 95 anos depois.

Nem JK ou Jânio
pensaram na reeleição

Juscelino cumpriu 5 anos tumultuados. Eleito apenas por 36 por cento dos brasileiros, mudou para pior o futuro do país, “plantando” para todo o sempre a catástrofe da nova capital, dando outra dimensão à corrupção bem distante e quase invisível.

Jânio, o trêfego peralta

Nem pensou em reeleição, em cumprir os 5 anos do mandato e tentar outro. Lançou movimento diferente: explorar a popularidade e a vitória folgada para “voltar nos braços do povo”. Foi derrotado precisamente por causa de Brasília, que desestruturada, não permitiu que os generais se entendessem.

Brizola, governador no Rio Grande do Sul, atraiu o comandante do III Exército, general Machado Lopes, os generais tiveram que aceitar o parlamentarismo. E “plantavam” a semente de 1964, que começava em 6 de janeiro de 1963, quando o parlamentarismo foi derrubado.

A morte de Tancredo, o impeachment de
Collor, permitiram a chegada de FHC

Ninguém acreditava, nem ele. De tal modo, que em 1993, tendo que enfrentar Lula em 1994, e “sabendo” que perderia, FHC reduziria o mandato presidencial de 5 para 4 anos. Ganhou (?), achou pouco, ficou mais 4 anos, queria outros 4, deveria ter o destino de Menem. FHC foi o pior presidente da história, seu governo foi o RETROCESSO DE 80 ANOS EM 8.

No exterior, Chávez, Uribe,
e todos os outros que querem

Chávez (e sua “revolução bolivariana”), foi o mais audacioso e o que mais imediatamente compreendeu, que é fácil se aproveitar do Poder e explorar o povo. Em vez de uma reeeleição, jogou tudo na “eternidade”, lançando o MANDATO ININTERRUPTO até 2030. Vai indo bem.

Na Colômbia, quase subterraneamente, Uribe ganhou o direito de se reeeleger e a reeeleição propriamente dita. Correa, do Equador, foi na mesma balada, todos tentarão mais um mandato, terminado esse. Menem, Fujimori e FHC perderam o terceiro porque ainda não surgira a Era Chávez.

Terminemos por hoje, aqui no Brasil. Escondido pelo biombo da inexistente Dona Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, nem pensa em se despedir do mandato. Falta praticamente 1 ano, ele descobriu (ou inventou) a pólvora: a força do exterior se reflete e se projeta de maneira quase incontrolável no interior. Por isso, diariamente acorda mais cedo para viajar.

Ao mesmo tempo em que finge fazer campanha para a sua “candidata”, vai monitorando e mobilizando a sua própria permanência. Já teve três hipóteses ou opções, agora se concentra apenas em uma, não há duvida, a mais suculenta e abrangente.

Seria a prorrogação de todos os mandatos no Executivo, Legislativo e Judiciário, até 2012. Aí então, todos “limpariam a pedra”, e poderiam disputar mandatos mesmo já exercidos. Só que a partir daí não haveria mais REEELEIÇÃO para ninguém.

Aguardem. Com essa fórmula, Lula ganharia mais 2 anos até 2012 e mais 5 até 2017. (São os cálculos). Deixaria o Poder com 72 anos, seria o patriarca do nordeste paulista.

Tomem nota e não esqueçam: tudo estará resolvido até 31 de março (ou 2 ou 3 dias depois) com a desincompatibilização. Lula não precisa sair. Se sua jogada der certo, ficará no Poder como candidato. Se não der, ficará também, como alavanca e ponto de apoio, mas de quem?

* * *

PS- E não desgrudem das palavras e das ações de José Serra. A propaganda eleitoral do PSDB, com ele e Aécio se elogiando aleatoriamente, pode não ser por acaso. Se ele deixar o governo, é que o plano de Lula não deu certo.

PS2- Se ficar no governo, é que disputará novo mandato em São Paulo, até 2015. E em 2017, com 75 anos, tentará a conquista do Planalto-Alvorada. Mocíssimo.

PS3- Para quem disse, “em 2002, com 60 anos, é a minha vez”, a certeza de que política e eleitoralmente, o tempo pode ser vencido. Serra então com 75 anos e Lula com 72, serão companheiros, comensais, confraternos e coadjuvantes. E pensando no futuro, juntos e sem divergências.

Helio Fernandes |

07/12/2009 às 17h24min

Painel e panetone

No primeiro escândalo, Arruda se salvou, por causa do discurso e de ter chorado, mas também por outro fator importantíssimo: o senado tinha medo de ACM-Corleone. Roberto Arruda era quase 10 anos mais moço, fez campanha de recuperação a partir das cidades satélites e da promessa de concessão de terras.

Arruda-Roriz-Paulo Otávio

Teve tanto “sucesso na campanha”, que Paulo Otávio, que já era candidato muito antes, mandou fazer pesquisa, viu que não ganhava de Arruda, concordou em ser vice dele, com a “promessa” de sucedê-lo.

O filósofo multibilionário

Riquíssimo, dono de tudo em Brasília, Paulo Otávio seguiu o conselho recomendação do filósofo: “Se não puder vencer o adversário, junte-se a ele”. Só que nas irregularidades, Paulo Otávio não deveria seguir Arruda.

Haraquiri imprudente

Não disputar com Arruda, foi medida prudente. Mas segui-lo na profusão de dinheiro “captado e capturado” de todas as formas, total imprudência e imprevisão. Se tivesse ficado de longe (não precisa de dinheiro para nada) seria governador certo.

O tamanho da corrupção

Os que sabem das coisas, têm certeza: os números da “arrudice” são tão pequenos (os publicados), que provocam gargalhadas. Só que todos se assustam com a palavra que Arruda manejou com sabedoria: r-a-d-i-c-a-l-i-z-a-ç-ã-o. O ainda governador é um arquivo de tamanho grande que impõe silêncio e impede qualquer ousadia.

Quem tem medo de Romeu Tuma?

O nome dele foi jogado na “fogueira”, deliberadamente. Primeiro trouxeram Temer, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, e mais alguns do PMDB, com passado abaixo de qualquer suspeita. E não apenas pela corrupção do dinheiro. Existem outras formas de comprometer as Instituições, sem envolvimento de dinheiro. E esses são mestres, nisso, não sei porque “protegeram” Quércia.

Medo e não repercussão

Tuma é um vespeiro vivo, por causa disso colocar o seu nome em acusações, foi uma tentativa de tumultuar as coisas. Só que perto de Tuma (e do seu fabuloso arquivo), Arruda é um ingênuo, sem lenço nem documento.

Até a mídia se apavorou

Não tenho a menor idéia de quem se lembrou do ex-diretor do Dops de SP, de tantos serviços à ditadura. Mas como a mídia, (jornais, revistas, rádios e televisões) também serviu abertamente ao regime autoritário, mercenário e truculento, silenciaram.

Arruda mais “desafogado”

Desde sexta-feira, a situação do governador melhorou dentro do partido. Não será mais expulso. A melhor prova disso: foram buscar para “denunciar” Arruda, um ex-deputado que é EX, não por vontade própria mas por execução eleitoral.

Mas não se reabilitará como
aconteceu na violação do painel

Não sendo expulso, Arruda pode até continuar no governo. Mas será um velório a longo prazo, (nem tão longo, apenas 1 ano) a ressurreição não acontecerá. A primeira vez, digamos “infelicidade”. Agora, com a corrupção aberta e escancarada, Arruda é um painel aberto.

Ninguém se jogará contra Tuma, mas não darão outra oportunidade a Arruda. Este, saído da cumplicidade Roriz, não poderá voltar. Até porque, Roriz, que renunciou ao mandato inteiro no senado, quer a segunda chance. Roriz pretende dizer a Arruda, “eu sou você, amanhã”.

A salvação (?) do DEM

A cúpula do partido considera que a grande aposta é manter Paulo Otávio no jogo. Com ele assumindo, ganharia a reeeleição de 2010, quando tudo acontecerá. Mas para se salvar, salvando Paulo Otávio, o DEM precisa mudar de estratégia, expulsando Arruda. O melhor mesmo seria o impeachment. Mas como conseguir isso com deputados que têm medo de votar a PRÓPRIA CASSAÇÃO?

O segundo tempo começa hoje

Haja o que houver, os sinos estão dobrando, Arruda não sabe, mas os sinos dobram por ele. Agora, Arruda não pode nem chorar. Na vida pública e para salvação da imagem, só se pode chorar uma vez.

A primeira, até emociona, a segunda provoca ridículo e compaixão. E estas palavras soterram (como dizem os empreiteiros que têm negócios com governos) qualquer reputação. E a de Arruda já está derrubada há muito tempo.

Helio Fernandes

02/12/2009 às 09h02min

Prestes, mito, lenda e legenda

Capitão aos 23 anos, pediu demissão do exército, foi EXPULSO 10 ANOS depois. Uma vida de convicção e sacrifício.


Respondendo a muitos que postaram notas sobre os 74 anos da Revolução Comunista de 1935 (principalmente Edson Carvalho e Antonio Santos Aquino), devo esclarecer a posição do Capitão Luiz Carlos Prestes e a minha posição em relação a ele.

Sempre foi de pura admiração. Essas duas palavras que estão no título se adaptam perfeitamente a ele, como militar e como civil. Jamais fez concessão, nunca negociou convicções em troca de favores ou benefícios. Era tão sincero, autêntico e de tanta credibilidade que chegava a ser inacreditável.

Como eu contei e é fato histórico, Siqueira Campos e João Alberto foram a Montevidéu convidá-lo para liderar, chefiar e comandar a Revolução de 30. Prestes só aceitaria se fosse comunista. Poderia ter aceitado, assumido o Poder com a vitória e depois tentar mudar os rumos dessa vitória. Prestes não, seu padrão e seu comportamento eram inflexíveis.

Minhas diferenças e divergências com Prestes eram mais do que compreensíveis. No dia 25 de março de 1981, tivemos um grande debate, eu e ele, na Faculdade do Campo de Santana, no CACO. Lotadíssimo, quase não podíamos falar, a parte prestista maior do que a que me apoiava, o que é mais do que natural. Ele já era a grande figura de sua geração e de várias gerações, personagem da própria História do Brasil.

Estou citando o 25 de março de 1981, porque é uma data inesquecível para mim e para a Tribuna da Imprensa. Saí do Caco por volta das 23:30, fui para casa. Quando eram 4 horas da manhã me acordaram, a Tribuna havia sido destruída pela ditadura. (Estou lembrando os dados e a data, qualquer um pode verificar no arquivo da famosa e histórica Universidade).

Aquino citou o general Cordeiro de Farias,outra grande figura, amicíssimo do repórter. Em 1963, (no que se dizia em “plena democracia”) fui preso por ordem do Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro. Motivo: publiquei uma circular secreta, que o ministro mandou apenas para 12 generais, “confio nesses”. Um deles, Cordeiro de Farias me deu o documento sigiloso, que publiquei no dia seguinte. Preso no mesmo dia, meus advogados, Sobral Pinto, Adauto Lucio Cardoso, Prado Kelly e Prudente de Moraes, neto, foram procurados pelo próprio Cordeiro de Farias, que disse a eles: “Quem deu o documento ao Helio fui eu, não sabia que ia ter essa repercussão. Os senhores estão autorizados a revelar esta confissão”.

Eu estava incomunicável, quando meus advogados conseguiram falar comigo (por ordem do bravo e ínclito Ribeiro da Costa, presidente do Supremo), me contaram a conversa deles com Cordeiro de Farias. Recusei qualquer conhecimento com o general, resisti aos apelos para que reconhecesse a participação dele, isso nem passava pelo meu pensamento. Como poderia “entregar” uma fonte, mesmo com a autorização dela?

Fui julgado, pediram 15 anos de prisão para o repórter (enquadrado na Lei de Segurança), fui absolvido, mas por 5 a 4, no voto de desempate do presidente Ribeiro da Costa.

Para terminar com a independência e grandeza de Prestes. Em 1924, foi EXPULSO do Exército ao qual já não pertencia há quase 10 anos. Esse é o homem LENDA e MITO, cuja história foi quase sempre deturpada.

Só fui reencontrar Prestes em 1987 em Cuba. Nada ideológico, era apenas um extraordinário Seminário sobre DÍVIDA EXTERNA, com 4 mil participantes da América do Sul e Central. Do Brasil, 61 convidados, incluindo o próprio Lula. Desses 61, só dois ocuparam a tribuna: Prestes e este repórter.

Ideologia à parte, Prestes é dos maiores personagens brasileiros. Com a chamada “Coluna Prestes”, passou a ídolo nacional, adorado e admirado por milhões que nem sabiam o que era comunismo.

* * *

PS- 10 anos depois jogava tudo fora, passava 10 anos na prisão, somando 20 anos, (de 1926 a 1946) foi o brasileiro mais torturado de todos os tempos. Não cedeu o mínimo que fosse, achou que devia apoiar o ex-ditador, não hesitou um segundo. Do ponto de vista normal, era uma atitude incompreensível. Mas Prestes não ligava para isso.

PS2- Era insensato, sem dúvida, mas era Luiz Carlos Prestes. O mais generoso, desprendido e grandioso personagem que conheci. A ambição costuma levar os homens à perdição. Prestes se perdeu, precisamente por não ter ambição.

Helio Fernandes

01/12/2009 às 09h22min

Poeta faz “desomenagem” a Gullar durante Feira do Livro

Do Blog do Raimundo Garrone- Jornal Pequeno  )


O poeta Celso Borges resolveu reagir aos posicionamentos políticos e culturais do também poeta Ferreira Gullar, e durante recital na Feira do Livro, fez uma “desomanegam” ao autor de Poema Sujo.
No poema, “utilizando as armas e inspirações do próprio Gullar”, ele faz um paralelo entre a vida que corre nas tardes sobre o Rio Bacanga e o velório do que sobrou do poeta na Academia Maranhense de Letras.
“Gullar post-morten” foi escrito há oito anos, depois que Gullar abriu um programa do PFL, durante a pré-candidatura de Roseana à presidência da República.
Celso Borges prepara para janeiro o lançamento do seu oitavo livro, “BELLE ÉPOQUE” .
Leia entrevista mix feita através de e-mail com o poeta.
1- No seu recital na feira do Livro, você fez uma “desomenagem” ao poeta Ferreira Gullar, que na verdade é o grande homenageado do evento. O que lhe levou a reagir dessa maneira ?
Esse poema tá no meu novo livro, BELLE ÉPOQUE, que lançarei provavelmente em janeiro. Escrevi há mais de oito anos, depois que vi Gullar na TV abrindo um programa do PFL, que naquele momento estava prestes a lançar a candidatura de Roseana Sarney à presidência da República. Fiquei indignado e tive a idéia de escrever um poema protestando contra aquilo utilizando as “armas” e inspirações do próprio Gullar, palavras que estão sempre presentes em seus livros. Não é a primeira que o recito publicamente. Fiz isso por duas vezes em São Paulo, no projeto Outros Bárbaros, em 2004 e 2006. Agora, como ele estava sendo homenageado na Feira de São Luís, resolvi colocar esse poema no repertório. Acho uma provocação sadia, além de um exercício de crítica legítimo.
2 – Em um dos versos você diz que os restos de Ferreira Gullar estão sendo velados na Academia Maranhense de Letras. Gullar ainda vive ?
Claro que sim. Por isso tomei a liberdade de “matá-lo” no poema. É uma forma que encontrei de criticá-lo pelos posicionamentos políticos que vem tomando, principalmente em suas crônicas aos domingos no jornal Folha de S. Paulo. Nos últimos anos ele tem atacado obsessivamente o governo Lula. De cada 10 artigos que escreve, oito falam mal de Lula, muitas vezes injustamente, a meu ver. Sua visão, por exemplo, sobre o Bolsa Família é completamente estúpida. O programa é reconhecido mundialmente e ele fica falando que é simplesmente assistencialista e eleitoreiro. É claro que Gullar tem o direito de se posicionar e dizer o que bem entende, mas com relação ao governo, parece uma obsessão. Sua visão sobre as drogas também me parece muito conservadora. Quando escreve sobre isso é um desastre.
3 - O excesso de homenagens costuma gerar antipatias, ainda mais quando essas homenagens partem de pessoas que, no máximo, conhecem o Poema Sujo apenas pelo nome….
Não posso falar em nome dos outros. Que o leiam! Eu li muito a sua poesia e gosto do que ele escreve. Gullar é um grande poeta, entre os maiores. É justo que seja homenageado.
4 - A poesia de Gullar ainda provoca um “relâmpago nos olhos” ?
Os poemas de Gullar sempre me emocionaram muito. Ele foi uma influência determinante. Poema Sujo era uma bíblia pra minha geração, que começou a escrever na segunda metade dos anos 70. Costumo ligar pros amigos e recitar poemas seus. “Fotografia aérea” é um dos meus preferidos. Eu me comovo profundamente. Já cheguei a escrever um poema, chamado “Outra Fotografia”, claramente inspirado nele.
5 - E para encerrar, para que servem as homenagens?
Depende de quem homenageia. Pode ser uma simples “babação”, com interesses não literários, como o reconhecimento pela grandeza da obra de quem é homenageado.
gullar post-morten

um vento velho e urgente
sobrevoa a tarde que embala o rio bacanga
em são luís do maranhão

um vento
um pedaço dele
um susto
um sopro
um barulho
(como medi-lo?)
passa sobre mim
e desarruma os cabelos
que penteei de manhã em casa em frente ao espelho
– testemunha de meu zelo inútil –

enquanto isso
na academia maranhense de letras
velam o que sobrou do poeta ferreira gullar

30/11/2009 às 07h41min

Informe JP - Aeroporto de SL pode deixar de ser Internaciona

Turismo é só brincar de boi?
Falar em Receita Federal e Polícia Federal, juntas, dá um frio na espinha de uma porção de bacanas, aqui no Maranhão. Mas, calma, não é caso de polícia. É caso de descaso para com o Estado.

A Revista Veja que está nas bancas traz em uma de suas colunas, ocomentário seguinte:

“SÃO LUÍS EM MAUS LENÇÓIS: Pode ser um golpe no projeto de reeleição da governadora do Maranhão, Roseana Sarney: a Receita Federal e a Polícia Federal cogitam retirar os serviços de alfândega e imigração do aeroporto de São Luís.

“ Se isso acontecer, o aeroporto perderá a condição de internacional. Os funcionários desses serviços federais estão desocupados há nada menos que dezesseis meses, quando a cidade recebeu o último vôo comercial do exterior. Desde então, não pousam em São Luís nem aviões particulares provenientes do exterior.”

Leram, né? Dá saudade do tempo do governo José Reinaldo Tavares, quando desembarcava em São Luís pelo menos um avião por semana, vindo do Chile, da Guiana Francesa, Portugal...

O incansável secretário de Turismo, Airton Abreu, participou de feiras com os produtos culturais e turísticos do Maranhão em vários países do mundo, mostrando as nossas belezas naturais e todas as potencialidades. E ao mesmo tempo convidando, literalmente, os estrangeiros a visitar a terra de Gonçalves Dias.

Não esqueçamos que o ex-secretário de Turismo, João Martins, foi um desastre para a área. Mas a empossada governadora e o seu secretário de Turismo, Tadeu Palácio, pensam que desenvolver o turismo é apenas fazer eventos internos, com a simples apresentação de grupos de bumba-meu-boi, tambor de crioula e de artistas da terra.

Claro que devemos ter uma programação interna viva, pulsante, continuada, representativa das nossas manifestações culturais e artísticas, para o turista ver. Mas para ver isso, o turista precisa vir ao Maranhão.

Para isso, é preciso um programa amplo, cadenciado, de desenvolvimento do turismo. Que envolve infra-estrutura interna, em primeiro lugar, e divulgação, noutra etapa.

Divulgação noutros Estados e noutros países, depois de identificadas as devidas características da clientela turística, onde ela estiver.

Na contra-mão dessa lógica, o que faz o atual governo? Destrói o que já foi feito e tenta reinventar a roda, num completo desperdício do dinheiro público.

A governadora empossada chega ao desplante de jogar às favas o consórcio turístico “?”, firmado pelos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão, simplesmente porque o signatário fora o governador deposto, Jackson Lago.

Então, por conta dessas e outras, estamos sujeitos mesmo a ter o nosso aeroporto rebaixado, por não cumprir a sua função de aeroporto internacional, como noticia a Revista Veja.

Se alguma coisa não foi feita...

Falando mal (I)
Não se trata de saudosismo, não. Mas o governo José Reinaldo se preocupou realmente com o segmento turístico do Maranhão.

Na certeza de que a indústria do turismo gera riquezas para países e estados que investiram no setor.

Os resultados são imediatos na geração de emprego e renda para a população.

Falando mal (II)
A governadora empossada é useira e vezeira em falar mal do ex-governador José Reinaldo Tavares nos muitos eventos de que participa no Centro de Convenções “Pedro Neiva de Santana”

Totalmente esquecida de que o centro fora uma das mais importantes realizações do governo dele para alavancar o turismo.

Antes o Maranhão era ignorado para grandes convenções, congressos, simpósios e outros tipos de eventos de cunho nacional ou internacional por não dispor de um equipamento ä altura.

Falando mal (III)
A mídia da família da governadora empossada tem, sutilmente, deixado parecer que o grupo Luzeiro, do fabuloso hotel que se instalou em São Luís, é “obra” do seu governo.

Foi no governo José Reinaldo Tavares que o empresário José Hugo Machado, vindo de Portugal, assinou um protocolo com o Estado em que lhe eram assegurados incentivos para a instalação do seu empreendimento.

Luzeiro é um cearense que deixou seu estado e prosperou em Portugal. São Luís foi a segunda capital a ser escolhida para sediar um hotel do grupo - a primeira foi Fortaleza

28/11/2009 às 09h55min

Dutra: maioria do PT 'disse não à catinga de Sarney' no MA"

Com 100% de urnas apuradas, o primeiro turno das eleições do Processo de Eleições Diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores está decidido: Augusto Lobato e Raimundo Monteiro disputarão a presidência do partido no Maranhão. Na última quarta-feira (25), o deputado Domingos Dutra (PT-MA) discursou na Câmara dos Deputados comentando a votação. Criticou a intromissão da governadora Roseana Sarney na eleição interna do PT e exaltou os petistas que lutam para honrar a história do partido.

A votação aconteceu no último domingo (22), mobilizando mais de 10 mil filiados do PT do Maranhão e mais de 200 mil em todo o País. Atualmente o PT maranhense conta com mais de 27 mil filiados aptos a votar,

distribuídos pelos 190 municípios. O PED do PT é considerado o maior processo eleitoral de um partido político no País.


Seis candidatos concorreram à presidência. São eles: Augusto Lobato, Raimundo Monteiro, Bira do Pindaré, Rodrigo Comerciário, Fransuila, e Edmilson Carneiro. As sete chapas que disputaram foram: Renovar é Preciso, Em Defesa da Nossa História, Construindo da Mudança do Maranhão, Unidade Petista, A Força Que Vem da Base, Permanecer na Luta, e Construindo Um Novo Maranhão. Lobato e Monteiro partem para o segundo turno, com 25% e 34% dos votos, respectivamente; e as chapas Em Defesa da Nossa História e Construindo Um Novo Maranhão também disputam o segundo turno, com 20% e 31% respectivamente.


O deputado Dutra acusou a governadora Roseana de tentar se intrometer no Maranhão, através de aliança com candidatos aos cargos petistas. “Nós somos a favor da aliança do PMDB com a ministra Dilma Rousseff, com o PT Nacional, mas não somos obrigados a ir, como partido, no Estado cujas lideranças com o senhor senador Sarney e com a dona Roseana são incompatíveis com a nossa dignidade e com a nossa história”, afirmou o deputado. Leia abaixo o discurso na íntegra:


“Foi encerrado no domingo o primeiro turno do quarto Processo de Eleições Diretas do PT (PED). Quero aqui parabenizar o ex-senador José Eduardo Dutra, que se elegeu no primeiro turno. No Maranhão, seis candidatos disputaram a presidência do partido e sete chapas disputaram o Diretório Estadual. Essas sete chapas se dividiram em apenas dois grupos. De um lado, três chapas e três candidatos a presidente defendiam a aliança com o PMDB da senadora Roseana e do senador José Sarney. Do outro lado, quatro chapas e três candidatos a presidente defendiam a aliança para as eleições de 2010 com o PSB, PCdoB, PRB e PDT. Essas quatro chapas disseram não à aliança com o PMDB.


Lamentavelmente, a governadora Roseana mobilizou o Governo do Estado, meteu sua colher suja nas eleições internas do PT, constrangendo os prefeitos do partido e os prefeitos aliados. A governadora chamava o prefeito no palácio, colocava ao lado o candidato a presidência apoiado por ela, e ameaçava os prefeitos do PT, dizendo que se não apoiassem aquele candidato não teria obras e haveria retaliação.


Felizmente, a militância do PT, por esmagadora maioria, disse não à intromissão indevida da governadora Roseana no processo interno do PT. Com 55% dos delegados e do diretório decidimos que não aceitamos a aliança com o PMDB no Maranhão. Somos favoráveis à aliança do PT com o PMDB para apoiar a ministra Dilma, mas não é obrigatório que a aliança no plano federal repita-se no Estado. Não há mais verticalização. A nossa história do PT do Maranhão não tem nada a ver com a história do PMDB do senador José Sarney. A maioria do PT do Maranhão disse não à catinga do Sarney: nós não somos sapos para morrer debaixo do pé do boi.


Nós queremos que o PT do Maranhão construa uma aliança popular e democrática com os partidos do PSB, PCdoB, PRB, PDT. Não somos obrigados a ficar aliados, arrastados pelo beiço numa aliança com o PMDB.
Quero parabenizar, aqui nesta Tribuna, os companheiros históricos, na qualidade de Manoel da Conceição, fundador desse partido, que perdeu uma perna na ditadura, no Governo do José Sarney, que fundou o Centru (Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural) e que está lá resistindo.


Parabenizo também o Lobato, o Bira do Pindaré, Rodrigo Comerciário, o Franklin Douglas, o Márcio Jardim, o Sílvio Bembem, a ex-deputada Terezinha Fernandes, o ex-prefeito de Imperatriz Jomar Fernandes, e o ex-prefeito de Paulino Neves, Antônio da Mata. É esse grupo de militantes do PT que quer eleger a ministra Dilma Rousseff, quer fortalecer o partido, mas que não aceita coligação com o PMDB no Estado do Maranhão.


Queremos, portanto, registrar e repudiar a intromissão indevida, o uso da máquina pública; e, também, dizer aqui que se no segundo turno a governadora Roseana Sarney tentar usar a máquina do Governo do Estado para desequilibrar as eleições nós vamos pedir a abertura de inquérito policial na Polícia Federal, vamos usar os meios judiciais para afastar essa intromissão indevida em um processo interno do PT.


Nós jamais iríamos interferir na eleição do PMDB e não aceitamos que uma candidata, uma governadora de quatro votos, de um outro partido, se intrometa numa eleição interna do partido. Eu sei que ela não tem culpa, porque fracos são aqueles que do PT vão pedir esmola, vão pedir uma muleta na eleição interna do partido.


Portanto, quero aqui exaltar a bravura dos militantes do PT e ressaltar mais uma vez: nós somos a favor da aliança do PMDB com a ministra Dilma Rousseff, com o PT Nacional, mas não somos obrigados a ir, como partido, no Estado cujas lideranças do senhor senador Sarney e da dona Roseana são incompatíveis com a nossa dignidade e com a nossa história. Era esse o registro que eu queria fazer. Muito obrigado”.

( Do Blog do Manoel Santos - Jornal Pequeno )

26/11/2009 às 11h41min

Almeida diz que não existe clima de caça às bruxas no PSB

O presidente do diretório regional do PSB, José Antonio Almeida, disse ontem que não existe qualquer tentativa por parte da direção do partido, tanto no âmbito municipal quanto estadual, de forçar a saída da vice-prefeita de São Luís, Helena Duailibe, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

“Helena Duailibe é presidente do PSB de São Luís e, com certeza, conhece muito bem seus direitos e deveres como dirigente partidária e filiada. Um dos deveres é cumprir as decisões das instâncias partidárias e um dos direitos é sair do partido quando assim lhe convier”, explicou José Antonio Almeida.

De acordo com José Antonio não existe clima de “caça às bruxas” dentro do PSB. “O que não aceitaremos é que quem quer que seja filiado descumpra as decisões partidárias. Se isto vier a acontecer com a vice-prefeita de São Luís, seremos obrigados a aplicar os procedimentos previstos no Estatuto e no Código de Ética do partido, que também garantem amplo direito de defesa”, esclareceu.

José Antonio disse, ainda, que é do conhecimento de todos que o PSB, por deliberação unânime de seu Diretório Estadual, decidiu fazer oposição ao governo ilegítimo de Roseana Sarney. Inclusive, acrescentou, a decisão tomada pelo Diretório Estadual diz que os filiados ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) estão impedidos de ocupar cargos nos níveis de primeiro, segundo e terceiro escalão no atual governo do Estado.

Quanto à ação movida pelo PSB junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TER) para recuperar os mandatos dos deputados Afonso Manoel (PMDB), José Lima (PV) e Paulo Neto (PHS), que saíram do partido, ele afirmou tratar-se de um direito legítimo do partido, uma vez que o Supremo Tribunal Federal decidiu que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar.

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), disse que ninguém é forçado a permanecer no PSB, mas que quem quer que seja filiado é obrigado a cumprir as decisões partidárias. “O PSB não é, nunca foi e não será um “partido de faz de conta”. Fazemos política de forma responsável, transparente e coerente”, afirmou.

( Com informações do Jornal Pequeno )

26/11/2009 às 08h21min

Secretários gastam R$ 1 milhão com quentinhas e café

O líder da bancada de oposição ao governo no Maranhão , deputado Edivaldo Holanda (PTC), criticou os secretários estaduais Ricardo Murad (Saúde) e César Pires (Educação) por terem firmado contratos para o fornecimento de refeições e cafezinho por um preço que seria acima do praticado pelo mercado. Em outro problema apontado pelo parlamentar, os dois contratos teriam sido firmados através da modalidade de dispensa de licitação.

“Os dois secretários assinaram contratos de aquisição de quentinhas e café, que somados chegam a R$ 1 milhão, em um dos casos por apenas seis meses. O secretário Murad destina quase R$ 700 mil para comprar quentinhas durante seis meses, ao preço de R$ 7. Uma quentinha custa R$ 3, quanto mais este volume imenso de quentinhas que está aqui. Como é que o governo rasga o dinheiro do povo dessa forma?”, indagou.

Para tentar esclarecer o assunto Holanda disse que vai tentar convocar os dois secretários para que prestem maiores esclarecimentos sobre estas e outras compras. “Esta Casa não pode continuar desta forma, a bancada do governo tem que se encher de brios nesta Casa, tem que ajudar a oposição a fiscalizar, porque existem peças apodrecidas dentro deste governo que estão corroendo a economia do Estado, os recursos do Estado para benefícios particulares, benefícios eleitorais”, finalizou.

25/11/2009 às 08h11min

Alunos conectados

A relação informática e educação é uma discussão antiga entre professores e nos meios acadêmicos. Com várias experiências, bem sucedidas ou não, no Brasil e no mundo. Mas a informática veio para mudar paradigmas. Não é modismo.

Ela já está presente nas nossas vidas, para o bem ou para mal. Na vida da garotada, então, é uma realidade inevitável. Acreditamos que o seu uso como ferramenta pessoal no processo ensino/aprendizagem de cada estudante contribuirá para que os princípios comunicação, registro, cooperação, afetividade e cidadania sejam trabalhados com os jovens e adolescentes de modo mais efetivo, partindo de suas vivências e práticas.

Muita gente é contra por facilitar a cópia de textos, mas as produções só devem ter sentido se forem inéditas. Se já estiverem na rede, não podem valer! E, ao contrário do que se pensa, é muito fácil identificar os textos copiados.
Essa proposta aproxima o processo de aprendizagem dos interesses dos estudantes, auxiliando-os a utilizar a informática como ferramenta significativa para o conhecimento e para a socialização, instigando-os a serem pesquisadores.

É inoportuno mantermos um modelo didático do Século XVIII. Os estudantes precisam gostar de estudar, pesquisar, ler e escrever. Acreditamos que a Internet vai ajudá-los a descobrir como usar de forma construtiva o computador, e sites e programas com conteúdos fidedignos.

Essa proposta visa a facilitar a vida escolar dos estudantes para o resto de suas vidas. Ficarão mais exigentes, não se contentando com uma única fonte de pesquisa. O conhecimento restrito é muito pobre e pouco estimulante.


(Marcia Leite:  Pedagoga e diretora da Escola Oga Mitá  )