Timon em Fatos
Jerry MaynerJerry Mayner - Nasceu na cidade de Timon - Maranhão em 1964 - é Comentarista politico na Rádio Cidadão FM em Timon, Professor e empresário do ramo educacional.
PSOL com Marina Silva
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
A presidente do PSOL e vereadora de Maceió Heloisa Helena, formalizou nesta terça-feira o pedido para que o PV constitua uma comissão para discutir uma possível aliança para as eleições de 2010. Heloisa Helena esteve com a pré-candidata do PV à sucessão presidencial, a senadora Marina Silva (AC), e propôs que os diálogos comecem na próxima semana.
Heloisa Helena se esforçou para mostrar intimidade com o projeto de Marina e intimidade com a ex-colega do PT. A vereadora, no entanto, disse que o PSOL ainda não descartou totalmente lançar um candidato para brigar pelo comando do Palácio do Planalto no ano que vem.
"Essa questão não pode ser descarta agora [candidatura própria]. Por isso, pedimos que seja formalizada essa comissão para que se estabeleça um diálogo no sentido de construir uma unidade para que possamos andar juntas. Vamos trabalhar nesse sentido.
Marina reconheceu que PV e PSOL possuem divergências programáticas, como a defesa do aborto, mas minimizou o impacto dessas diferenças em uma possível aliança. "Na verdade, que essas diferenças existem todos nós sabemos, mas as vezes elas existem dentro do próprio partido", afirmou.
A vereadora praticamente descartou formar uma chapa com Marina na disputa presidencial. "Eu já disse que na eleição passada seria uma decisão do partido e que em 2010 seria do povo de Alagoas. Fiz a opção de morar em Alagoas, poderia estar seguindo minha carreira acadêmica na França, no Rio de Janeiro, mas preferi ouvir os apelos do povo de Alagoas e voltar porque me sinto na obrigação de disputar a eleição independente de ganhar ou vencer", disse.
Heloisa Helena disse que não se sente à vontade de disputar a corrida presidencial contra Marina. Para Heloisa Helena, Marina Silva, é o único nome capaz de promover o debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social.
"Já disse várias vezes que não gostaria de ser candidata com Marina sendo candidata. [...] Eu pessoalmente me sinto profundamente feliz e realizada como mulher, como mãe, como cidadã brasileira em ter a oportunidade de votar em Marina para a presidência da República", disse.
Opção pelo cinismo
Nossa elite é portadora de um marxismo ortodoxo. Acredita que todos os nossos conflitos derivam da dicotomia entre capital e trabalho, ricos e pobres. Ok! Não somos racistas. Aqui, nestes trópicos, impera a miscigenação de Darcy Ribeiro. Povos misturados em busca de uma nova Roma equatorial.
Sinceramente, não aposto nisso. Acreditar na igualdade racial é o mesmo que chancelar a ideia de superioridade branca. Séculos de histórias de sucesso de imigrantes portugueses, italianos, franceses, ingleses, todos de origem europeia, ricos ou não e, coincidentemente, brancos.
Olhe em volta! Veja quantos negros se destacaram em séculos de divisão destas terras. Qual o seu espaço na nossa sociedade hoje? As exceções apenas confirmam a regra.
Eu frequento mesas de brancos, vou a restaurantes, cinemas, teatros onde quase todos são brancos. Desafio qualquer um a passear pela Zona Sul do Rio e contar quantos brancos estão na posição de “senhores” e quantos negros usufruem os pequenos prazeres da vida.
Sou, como muitos, obrigado a protestar diante das piadas racistas. A maioria, infelizmente, silencia. Acredita que o dano da brincadeira é mínimo. Eu penso que não.
A diferença da nossa para outras sociedades de origem escravocrata é que somos “malemolentes”, evitamos a verdade. Como em outros temas, optamos pelo cinismo.
Talvez fosse melhor o conflito, pois dele nasce o novo, como nos Estados Unidos dos anos 60. Importante romper paradigmas que construíram uma sociedade desigual onde não há nada de errado no fato de seu “andar de baixo” ser negro. Estranho lar de uma nova raça este nosso, onde a mesma turma manda sempre, apesar de tão igualitária.
(Felipe Santa Cuz: Diretor da OAB/RJ )
O nauseante crime de pedofilia
A flor não é sua porque você é dono dela; você é dono dela porque ela é sua, quer ser sua...
Imagine que você é dono de uma flor. Tenra, gentil, sorridente, frágil. E que essa flor é capaz de sentir dor. Sentir dor não como árvore, mas como gente, não como folha, mas como ser. E que a flor é despetalada, aos poucos, com violência despedaçada, estropiada, machucada e grita e sangra em mãos humanas e, desmesuradamente solitária e desprotegida naquela hora, pede socorro para o silêncio. Porque sangra mesmo que não haja sangue e se machuca, desesperadamente, mesmo que não haja dor.
A flor não é sua porque você é dono dela. Você é dono dela, porque ela é sua, quer ser sua, nasceu sua, de suas entranhas, de seu gérmen vivo, de seu futuro e de seu prazer. É a sua filha, ou o seu filho, sua criança de 9, 10 ou 11 anos de idade, nas mãos de estranhos; estranhos e desgraçados monstros que menos ainda sabem de pétalas que de flor.
Louvo, assim, a presença de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que, instalada na Assembléia Legislativa do Maranhão, SEM PODERES PARA PUNIR, presidida pela deputada Eliziane Gama e também constituída pelos deputados Domingos Paz, Penaldon Jorge, Fátima Vieira e Janice Braide, investiga crimes de pedofilia. Investiga uma máfia inominável que lucra com corpos interrompidos na infância, que vende inocência ao paroxismo de psicopatas infernais. São redes de prostituição poderosas, indústrias da pedofilia, nas quais gente quase sempre com muito dinheiro e muitos títulos, alimenta o instinto satânico que os tornou irracionais.
À brutalidade do ato sexual forçado, em geral antecedido de espancamento ou tortura, à desvirginização da inocência, ao assassinato, em vida, de crianças, alia-se o crime de omissão do Estado e de todos nós: crianças vendem o corpo para ter o que comer ou para dispor de algum tipo de conforto desconhecido; para ajudar no sustento dos pais, ou comprar alguma das ilusões anunciadas dia e noite na TV e na Internet. Some-se a isso o estupro psicológico de almas que deveriam estar nas escolas ou brincando de bonecas ou, pior, ainda descobrindo a sociedade aonde vivem. E se depare com a certeza de que não há punição possível no Brasil para crimes que não deixam marcas. Mas estes deixam marcas, mesmo que não se possa ver.
Paga às vezes com as moedas da fome, com refrigerantes e pratos de comida, com pares de sapatos e brincos, cria-se no Brasil uma geração de desiludidas, estupradas antes e depois do estupro. Flores, flores envelhecidas à base sexo e pescoções.
Anotem: até 2008 o Código Penal Brasileiro não alcançava a pedofilia, o que só veio a acontecer depois de uma sucessão de crimes brutais contra crianças ocorridos no Estado do Paraná.
Hoje a pedofilia virou indústria, a Internet é cheia de material pornográfico envolvendo crianças de 1 (EU DISSE UM) a 12 anos de idade. Essa gente se aproveita da pobreza e da fragilidade dos inocentes para levantar altas somas em dinheiro. O que ainda serão capazes de fazer por dinheiro, meu Deus?
Disse o sociólogo Herbert de Souza: “se não vejo na criança uma criança é porque alguém a violentou antes e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Mas essa que vejo na rua, sem pai, sem mãe, sem casa e comida, essa que vive a solidão da noite sem gente por perto, é um grito, é um espanto. Diante dela o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é um princípio sem fim e o seu fim é o fim de todos nós”.
Por isso regue a sua flor, proteja a sua flor. Nunca a deixe sozinha no meio de tantas máquinas; nunca a deixe sozinha entre homens que respiram sangue e brutalidade. A flor, afinal, é sua, quer ser sua, nasceu sua e não precisa de tanto horror.
Dia Nacional da Consciência Negra
Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a Praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ
AVISO
A partir desta semana todo aquele que assim quiser contribuir com uma história para o detetive Froxô poderá fazê-lo, pública ou anonimamente. Basta que envie sua contribuição para o Blog do JM Cunha Santos, www.jmcunhasantos.blogspot.com. Contribua, pois como dizia o Macaco Simão “nois sofre, mais nós goza”. Essa decisão atende, em parte, aos inúmeros apelos que nos foram feitos para criar um blog específico para o detetive.
AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ
J.M. Cunha Santos
Episódio de hoje: O helicóptero e o gafanhoto
Froxô entrou no helicóptero da Secretaria da Saúde esbaforido e gritando um monte de palavrões por causa de uma unha encravada. Tinha sido escalado para dar segurança para 12 tuberculosos, 13 transplantados, 17 infectados renais, 18 baleados e 32 moças atacadas de menstruação precoce. A voz do deputado Edivaldo Holanda ainda estava em seus ouvidos:
- Distribua nos 65 hospitais que serão inaugurados no Maranhão daqui a 100 anos.
Quando o helicóptero começou a sobrevoar o município de Alcântara, os doentes começaram a delirar e gritar a mesma palavra: “Ortophtera Ortophtera”, tomados de um grande pavor que os fazia tremer e ter convulsões.
O azarado detetive, depois de dar uma topada com a unha encravada no gesso de um transplantado que também estava com a perna quebrada, gritou dez palavrões, olhou lá fora e avistou a razão do pavor dos pacientes. Estavam sendo seguidos por um gafanhoto.
- Que diabos! Como é que podem ter medo de um bicho tão pequeno?
- Ora, eu sou prefeito.
- Eu sou ex-prefeito.
- Eu sou procurador.
- Eu sou dono de construtora.
Pobre detetive! Aquele gafanhoto não era um gafanhoto qualquer e acabou se aproximando demais do helicóptero, o que fez com que uma moça enrolada na bandeira da Refinaria Premium se atirasse da máquina sem esperar pelo pára-quedas.
- Ei, volte aqui! Aonde vai? Quem é você?
- Eu sou governadoooooooooooraaaa!
(j.m.cunhasantos@hotmail.com; www.jmcunhasantos.blogspot.com)
Não nos convidaram para essa festa podre
JM Cunha Santos
Roseana Sarney é a Pop Star de uma arrasadora campanha publicitária, talvez o maior, mais caro e mais personalista investimento em propaganda da história do Maranhão. Com direito a vestidos escolhidos por estilistas, fotografias tratadas em laboratórios, telas planejadas em cores vibrantes e intervenção do Ministério Público. A canção em destaque: 85 bilhões em investimento no Estado. É uma festa podre. Podre de rica.
Trajetória meteórica biliardária. Sucesso garantido em todas as paradas. Um marketing inevitável, inesquecível. Chega a doer nos ouvidos de tanto que se repete nas emissoras de rádio e TV; a incomodar a vista nos out dors e anúncios de página inteira que circulam nos jornais. A figura apoteotizada de Roseana ao lado das cifras bilionárias que, a bem da verdade, nada tem que ver com ela nem com seu governo. Um estratagema poderoso, um golpe publicitário desonesto, mas genial.
A refinaria de R$ 40 bilhões da Petrobrás, é obra do governo; a ampliação da Alcoa ao custo de R$ 5 bilhões, é obra do governo; a Suzano Papel e Celulose, de R$ 4 bilhões, é obra do governo; a hidrelétrica de 3,6 bilhões é obra do governo; a termelétrica de R$ 1,5 bilhão é obra do governo; o atracadouro da Vale do Rio Doce, de R$ 4 bilhões é obra do governo; a aciaria de Açailândia, de R$ 300 milhões é obra do governo; o investimento de R$ 80 milhões, da Mineradora Arizona, é obra do governo; o gás natural da Bacia do Parnaíba, totalizando investimentos de R$ 60 milhões, é obra do governo; a cachaça da Ambev, ampliada em R$ 144 milhões é obra do governo. Tudo isso vai acontecer até 2015, já no quarto mandato de Roseana. E ninguém aqui está bêbado, apesar da ampliação da Ambev. Pelo governo.
Mas o presidente da Assembléia, deputado Marcelo Tavares, disse que os maranhenses não foram convidados para essa festa. Com dinheiro chovendo de tudo quanto é lado, o investimento do governo em educação ainda é zero. “A governadora Roseana disse que iria implantar escolas em tempo integral. No entanto, fica difícil acreditar nisso quando seu governo se exime de discutir o assunto”, disse o deputado Edivaldo Holanda. É que a Secretaria de Estado da Educação não se dignou sequer a enviar representante para a sessão especial realizada na Assembléia, por convocação do deputado Pavão Filho, na qual foi apresentado o Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Médio – Procentro, pelo presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação, Marcos Magalhães. Deselegância, falta de educação e falta de interesse público. O Secretário de Educação do Município, Moacir Feitosa, esteve lá e até anunciou a construção da primeira escola em tempo integral de São Luís. César Pires não foi. Provavelmente estava em campanha política contra Gastão Vieira no interior do Estado.
No Maranhão temos o exemplo solitário do prefeito de Ribamar, Luís Fernando, que já construiu a primeira escola em tempo integral, o Liceu Ribamarense, está construindo a segunda e já adquiriu o terreno onde será construída a terceira escola.
Esse modelo de educação pública, já implantado com sucesso em vários Estados do país, tais como Pernambuco e Ceará, além de reunir alunos e professores em tempo integral, inclui salas temáticas, laboratórios de ciências, línguas e informática e bibliotecas geral e de referência. Justifica-se, portanto, a ausência do secretário César Pires e de todo seu staff. Se tiverem acesso a esse tipo de educação e aprenderem de tudo isso um pouco, os maranhenses vão ter discernimento bastante para não mais acreditar que Roseana Sarney está construindo a Hidrelétrica de Estreito, está construindo a Refinaria Premium, ampliando a Alcoa Alumínio S.A e aumentando ainda mais o consumo nosso de álcool de cada dia.
Quando diz que os maranhenses não foram convidados para a festa dos bilhões, o presidente da Assembléia está correto. Todos esses projetos exigem mão de obra qualificada, cursos superiores, graduação e pós-graduação. E o governo do Estado não demonstra interesse sequer pela educação básica.
Os bilhões da iniciativa privada estão vindo, estão caindo e se espalhando. Mas até agora não nos convidaram pra essa festa podre. Não convidaram os maranhenses, como diz o deputado Marcelo Tavares.
Com alumínio no organismo
Leio no periódico do Sindicato dos Metalúrgicos de São Luís a constrangedora e comovente história do empregado afastado da Alumar, William de Jesus Lopes, 34 anos, 8 dedicados à multinacional. Ele adquiriu uma rara doença no ambiente de trabalho.
William trabalhava na Central de Veículo Industrial operando empilhadeira, varredeira mecânica, carregadeira e manuseando materiais altamente tóxicos como fluoreto de alumínio, carbonato de sódio, resíduo de banho e anodo gasto. Na sala de cubas, onde fica o coração da linha de produção da Alumar.
Com o tempo, William passou a sentir distensão na coluna e fortes dores no corpo sendo internado no Hospital São Domingos. Ao invés de ser remanejado para local menos insalubre, William ouviu da empresa que tinha sido contratado para trabalhar e não podia escolher área ou local.
Quando retornou à sala de cubas, as fortes dores no joelho de William, diagnosticadas pelo médico da Alumar como tendinite, o obrigaram a uma operação conjunta do joelho e da coluna. Mas, a despeito da operação, as dores no corpo, somadas a febre e ao inchaço, só aumentaram a cada dia.
A empresa nunca reconheceu a intoxicação de William por alumínio e o trabalhador teve dificuldades para obter um laudo médico comprovando que adoeceu trabalhando. Em suas palavras: “constatei que alguns médicos em São Luís não tinham independência e ética para preencher o laudo com o diagnóstico correto. Pressionados pela Alumar, eles me enrolavam porque tinham medo de perder o convênio com a empresa”.
Mas a história de William tem lances ainda mais constrangedores para a multinacional do Alumínio. Hoje ele recebe auxílio doença do INSS (Código 31), arquitetado pela empresa como se tivesse adoecido por causas naturais. Deveria estar sendo atendido pelo Código 91 e recebendo Auxílio Acidente e Doença do Trabalho. O direito de ser tratado em São Paulo foi conquistado pelo Sindicato, através da Justiça que obrigou a Alumar a pagar o tratamento. Médicos da Faculdade de Medicina da USP (São Paulo) detectaram que ele está com intoxicação nos ossos causada por alumínio, sendo este o primeiro caso diagnosticado no Brasil, sem registro até o momento na literatura médica. William toma morfina para controlar a dor, mas já se sujeitou a testar um medicamento inédito. “Tanto para buscar minha cura, quanto para ajudar futuros pacientes advindos da Alumar, que poderão estar intoxicados como eu”, afirma. William de Jesus Lopes tem notícias de que os efeitos colaterais desse novo remédio podem causar cegueira e outros danos irreversíveis, mas diz confiar em Deus, nos médicos, na sua família e no Sindicato dos Metalúrgicos.
Enquanto amarga um terrível sentimento de injustiça com relação à empresa que tentou se livrar dele demitindo-o, William de Jesus conta que em decorrência de sua doença os médicos em São Paulo começam a questionar se não existem outros casos semelhantes de Doença do Trabalho na Alumar. E o SINDMETAL está identificando trabalhadores com os mesmos sintomas na empresa.
Um trecho do relatório médico da Faculdade de Medicina de São Paulo, assinado pelos doutores Arnaldo Lichtenstein e Lígia Ivanovic, resume o sofrimento do operário da Alumar: “O paciente apresenta osteonecrose em diversas localizações ósseas cuja manifestação clínica principal é a dor óssea. Seu tratamento envolve analgesia e seguimento ortopédico para abordagem cirúrgica caso necessário (em seguimento com Ortopedia). Não há até o presente momento na literatura médica relato causal entre alumínio e osteonecrose. No entanto, não podemos afastar a possibilidade do depósito de alumínio contribuir para a dor óssea desse paciente”.
William está afastado da Alumar a mais de quatro anos, desde maio de 2005, e como, certamente, não é ele o único operário a manusear materiais altamente tóxicos na empresa, talvez fosse o caso das autoridades da saúde do Estado investigarem o que pode estar acontecendo com os operários que trabalham na linha de produção da Alumar.
AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ
JM Cunha Santos
Episódio de hoje:
Eu tenho medo do escuro
- Quem apagou a luz?
- Foi a Dilma.
-
Mentira, foi o Lobão.
- Mentira, foi o Sarney.
- Mentira foi o José Serra.
- E porque a Dilma ia querer apagar a luz?
- Ora, pra esconder a peruca!
- E porque o Lobão ia querer apagar a luz?
- Pra não gerar energia para a Refinaria Premium caso seu filho não saia candidato a vice nem ele a governador do Maranhão.
- E porque o José Serra ia querer apagar a luz?
- Pra esconder aquelas pilastras da rodoanel caindo na cabeça do povo.
- E porque o Sarney ia querer apagar a luz?
- Pra ninguém ler os autos dos processos contra Fernando Sarney, nem ver as peças publicitárias da Propmark contra a censura ao jornal O Estado de São Paulo.
- Temos que apurar isso direito. Cadê a Dilma?
- Sumiu na escuridão. Tem quarenta horas que ninguém vê.
- Que droga! E o Lobão, cadê o Lobão?
- Esse nem precisa de escuridão pra sumir. É tão magro que ninguém vê. Tão magro que dizem que é só uma sombra do Sarney.
À luz das lamparinas, contemplando a imensidão escura, o país inteiro apagado, as poucas esperanças dependendo de um gerador de energias que não funcionava, Froxô acendeu mais um cigarro enquanto uma nova idéia se acendia em sua mente e gritou para a imensidão vazia:
- Não jeito, minha gente, é Roseana pra governadora e Sarney pra presidente!
- Cala a boca, filho da puta! – Mergulhado na escuridão, o país inteiro respondeu.
Sim, há racismo no Brasil
O Brasil é um país desigual. O racismo é uma ideologia que contaminou toda a sociedade brasileira e traz consequências concretas na manutenção de diferenças históricas. Embora o princípio da igualdade seja constitucional, o legado nefasto de 350 anos de escravidão permeia a sociedade brasileira.
O País foi o último a abolir a escravidão na América e não criou condições mínimas de paridade. Nos Estados Unidos, ao fim da escravatura, cada cidadão ou família negra recebeu um pedaço de terra e algumas ferramentas para que conseguisse, ao menos, iniciar algum tipo de agricultura familiar.
As elites brasileiras, por outro lado, se cercaram de cuidados para manter a propriedade da terra e outros privilégios. A ausência de qualquer tipo de política pública específica resultou na desvalorização deste enorme contingente no mercado de trabalho e na manutenção de condições inadequadas de mobilidade social.
Uma nação que viveu essa exploração e perpetua o abandono não está impune. A maioria de negros e pardos vive numa exclusão brutal. A sociedade é marcada pela desigualdade no acesso a oportunidades, bens e serviços públicos, como educação, saúde, saneamento básico e mercado de trabalho.
A população negra é uma maioria que tem direitos desprotegidos e desrespeitados pelo próprio Estado, que foi construído e se mantém como um sistema que contribui para as assimetrias raciais.
Esta situação é amplamente documentada por estatísticas oficiais, de organismos nacionais e estrangeiros, e atinge outras áreas, como segurança pública, representação política e nos meios de comunicação. Admitir a existência do racismo e de suas sequelas é um ato básico para mudar a situação desigual em que vivemos.
( Luis Alberto - Dep. Federal PT Bahia )
Deputados ligados a Roseana apoiam baderneiros
A bancada governista ainda não se desculpou perante a sociedade, uma simples moção de repudio, pela invasão de bardeneiros no lançamento do livro Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, que aconteceu no dia 04 de novembro, no prédio do Sindicato, onde houve tumulto e quebra-quebra.
A bancada governista, simplesmente se negou a aprovar uma nota, ou seja, a honorável bancada demonstra assim, que é favorável a baderna protagonizada por membros da juventude do PMDB, liderados pelo secretário de juventude Roberto Costa.
Bancada governista apóia baderneiros II
O deputado Edivaldo Holanda teceu duras críticas aos deputados governistas, que não conseguem permanecer na tribuna da Assembléia Legislativa, quando está em votação qualquer coisa que ponha em cheque os anseios da oligarquia Sarney. Holanda, lembrou quando era líder do governo, nunca se ausentou, ou mandou esvaziar a tribuna.
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Bronca de Holanda
O deputado Edivaldo Holanda cobrou do recém empossado irmão Carlos, que se coloque na posição de ser voz do povo, e não siga na direção e nem se deixe intimidar pelos deputados que debandaram para o lado da governadora biônica.
Difícil entender
O recém empossado deputado irmão Carlos, em sua primeira participação, já começou mal. Talvez, pela intimidação da honorável bancada ou pela presença intimidadora do líder governista Joaquim Hayckel, que balançando de um lado a outro, pressionava o recém empossado.
Deputado sombra se escondeu atrás de um celular
O deputado Marcos Caldas, que estava vestido com roupas de velório, fugiu na hora da votação da moção de desagravo. O presidente Marcelo Tavares, teve que chamá-lo diversas vezes, pois Caldas, como uma sombra negra, escafedeu-se, voltando após a votação com o tom de quem estava num celular, fazendo ligações para o além.
( Com informações do Blog de Ricardo Santos- Jornal Pequeno )
Assembleia aprova homenagem ao ex-deputado Neiva Moreira
A escola de ensino médio da Cidade Olímpica poderá enfim passar a ser chamada de José Guimarães Neiva Moreira, em homenagem ao histórico político maranhense. A proposta, de autoria do deputado Pavão Filho (PDT), foi aprovada na manhã desta quarta-feira (18), graças a um acordo entre as duas bancadas.
Por 26 votos favoráveis e apenas um contrário os deputados aprovaram a derrubada do veto governamental que impediria a denominação da escola de Neiva Moreira, hoje com 90 anos. A governadora Roseana Sarney alegou que a proposta feria o princípio constitucional da impessoalidade, uma vez que não se admite a nomeação de um bem público com nome de pessoa viva. O fato poderia configurar um caso de promoção pessoal.
Mesmo assim os parlamentares entenderam ser justa a nova denominação da escola e a pedido do deputado Joaquim Nagib Haickel (PMDB) a bancada de apoio ao governo foi liberada para votar.
Com a derrubada do veto, o projeto de lei será encaminhado ao governo do Estado para sanção nos prazos legais. Caso isto não aconteça, a proposta retorna para a Casa, quando será devidamente promulgado.
“O referido projeto de lei visa homenagear com probidade um homem, que exerceu e ainda exerce papel importante no desenvolvimento social do nosso Estado. É um reconhecimento em vida, pelos relevantes serviços prestados ao Maranhão”, justificou o autor da proposta.
TRAJETÓRIA
José Guimarães Neiva Moreira nasceu em Nova Iorque e é o maranhense que possui o maior número de legislaturas na Câmara Federal: cinco (1955-1959, 1959-1963, 1991-1995, 1995-1999 e 1999-2003).
Desde muito jovem iniciou-se no jornalismo, primeiro no Piauí e depois no Maranhão. Em Floriano (PI) fundou com um grupo de jovens o jornal "A Luz" e lançou em Teresina, com Carlos Castelo Branco, ambos estudantes do Liceu Piauiense, o jornal "A Mocidade".
Em São Luís trabalhou na "Pacotilha" (hoje jornal "O Imparcial") e participou da incorporação deste aos Diários Associados. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, trabalhou em vários jornais, mas foi nos Diários Associados ("Diário da Noite", "O Jornal", "O Cruzeiro") onde desenvolveu sua principal atividade profissional.
Foi eleito em 1950, deputado estadual, sendo escolhido líder da bancada oposicionista da Assembleia Legislativa do Maranhão. Participou ativamente das grandes lutas do Estado na década de 50, que culminaram com uma rebelião popular de quase dois meses, que paralisou a capital, com ampla repercussão no interior do Estado e no país.
Nos agitados tempos da metade da década de 50 até 64, atuou nas lutas nacionalistas e populares. Eleito secretário da Frente Parlamentar Nacionalista, que ajudou a fundar em 1956, lutou em defesa de uma plataforma nacionalista para a economia.
Com o golpe de abril de 1964, teve o seu mandato cassado pelo Ato Institucional nº 1 (9/4/64), ao lado de João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Luiz Carlos Prestes e outros dirigentes progressistas. Ainda em abril, o novo governo impediu a publicação do diário maranhense "Jornal do Povo", de sua propriedade, cuja sede foi posteriormente incendiada.
Depois de meses de prisão em quartéis e fortalezas do Rio e de Brasília, Neiva teve de exilar-se na Bolívia, seguindo de lá para o Uruguai.
Após haver sido beneficiado pela Lei da Anistia (28.08.79), Neiva Moreira retornou ao Brasil em outubro de 1979.
Exerceu, desde então, a direção da revista “Cadernos do Terceiro Mundo” — licenciado desde sua posse na Câmara —, uma publicação democrática e suprapartidária com edições em português e espanhol e mais duas revistas: “Ecologia e Desenvolvimento” e “Mercosul”.
Como jornalista esteve por longos períodos na África e no Oriente Médio, cobrindo acontecimentos internacionais decisivos, revoluções libertadoras e guerras. Permaneceu em Angola e Moçambique, no auge da luta desses países pela independência.
Lenno Edroaldo
Agência Assembleia
O MEDO da ditadura, a obsessão de combatê-la.
Lógico, falo de Serra, Dilma e Ciro. Têm formação e convicção draconiana, dominadora, não suportam diálogo, controvérsia, debate. Mandam, e quem não obedecer terá que sofrer as consequências. Por isso afirmei que, com os três, qualquer um deles no Planalto, a democracia brasileira estará em perigo.
Tenho medo desses democratas autoritários que colocam sempre a segunda palavra na frente da primeira. E não tenho o menor constrangimento de dizer que tenho medo. Quem diz, “não tenho medo de nada”, é um irresponsável ou um mentiroso.
O normal é ter medo, a grandeza está em resistir a ele, saber que está no limite da perseguição, que tudo pode acontecer, o Poder nefasto e torturador tem o “direito da força” e pode fazer o que quiser. Isso dá um medo terrível, irreprimível, irresistível.
Por causa do comportamento desses três que pretendem chegar e dominar o Planalto, tenho medo pelo passado deles e obviamente pelo futuro do país. A glória deles é o Poder, se conseguirem conquistá-lo, assustarão milhões. Todos me perguntam: “Nesse caso, em quem votar?”.
Nas inúmeras vezes que fui levado preso para o Codi-Doi, ia apavorado. Mas por dentro. Quem olhasse a minha fisionomia, mirasse meus olhos, poderia dizer ou perguntar: “Esse homem não tem medo?”. Eu só era preso de madrugada, assustador. Depois melhorei a constatação: “Eles só prendem os que resistem, de madrugada e de preferência com temporal”.
Quem prendia, por ordem dos militares, era a polícia civil. Mas nos carros, sempre me diziam: “Não gostamos de trazer prisioneiros ao CODI, entregamos e vamos embora”. Aqueles oficiais de no mínimo 1,80m (chamados de “Catarinas”) me gozavam: “O senhor escreve contra nós mas está sempre aqui”. Mal sabiam eles, que eu escrevia menos de 1 por cento do que desejava, a censura devorava tudo.
Esse antro de terror ficava na Barão de Mesquita, foi IDÉIA de Orlando Geisel, (irmão de Ernesto) que queria tanto ser “presidente”, não conseguiu. Foi montado numa parte da antiga Polícia do Exército. Inicialmente se chamava CODI-DOI. Surpreendentemente mudou de nome, inverteram as palavras, passou a ser DOI-CODI. Ninguém conseguiu explicar.
Numa daquelas madrugadas de choros, gritos e lamentos, fui levado mais uma vez para lá. Eram duas da manhã, quando chegou o comandante dessa “Universidade do Terror”, seu nome era Fiúza de Castro. (O filho, o pai foi um homem digno, quase Ministro da Guerra, ainda se chamava assim).
De paletó esporte, sorumbático, que palavra, disse se referindo a mim: “Eu gosto tanto quando senhor escreve sobre esportes, por que tem que se meter na vida dos governos?”. Ele se julgava governo, e legítimo.
Voltou a fingir que dormitava, até que um capitão, nunca soube o seu nome, perguntou: “Coronel, por que esta unidade mudou de nome?”. E Fiúza de Castro, às gargalhadas, “trocamos de nome porque DOI primeiro”. Pouco depois, no Almanaque ele era o número 1 para general. Ninguém queria promovê-lo, o candidato forte era o número 2. (Naquela época a Polícia Militar era comandada por um general da ativa).
Aquele antro vivia (?) cheio de jovens de 19, 20, 21 anos, todos de classe média. Eram presos, levados para lá, torturados imediatamente, tiravam “informações”, quando chegava o pistolão, eles soltavam. Uma noite, na minha casa, o general Cordeiro de Farias contava para José Aparecido, Oscar Pedroso Horta, (Ministro da Justiça de Jânio) o grande advogado Evaristinho, o que sofrera pra tirar o filho de um amigo desse CODI ou DOI.
Cordeiro, (que na FEB já era general, Castelo Branco ainda Tenente-Coronel) contava: “Quando fui governador de Pernambuco, (pelo voto direto) fiz grandes amigos civis. Um deles teve a filha de 20 anos levada para lá, me telefonou desesperado. Levei mais de um dia para localizá-la, já havia sido torturada”.
(Foi lá que assassinaram o bravo Rubem Paiva. Foi preso por causa de revelações irresponsáveis, todos os telefones eram gravados. Levado para a Aeronáutica, começaram a torturá-lo. Gostavam muito de amarrar o prisioneiro num jipe, e “passear” com ele por aqueles caminhos cheios de pedras, ninguém resiste. Já estava agonizante, foi levado para a Barão de Mesquita, onde morreu horas depois. Montaram então a farsa: “estavam levando o prisioneiro num jipe, pela Quinta da Boavista, quando foram atacados”. Inacreditável, nenhum órgão publicou coisa alguma. (Nós tentamos, a muralha da censura nos soterrou).
Foram vezes incontáveis, a mesma rotina do medo, meu e deles. Pois como eu era um nome nacional, eles se compraziam antecipadamente no prazer de me torturar, como aconteceu com tantos. E se eu não resistisse à tortura e morresse? Foi o que aconteceu com o jornalista Wladimir Herzog, assassinado em São Paulo, na sucursal do DOI, que lá se chamava OPERAÇÃO OBAN.
***
PS- Comecei a falar em MEDO da ditadura, mas lutar contra ela basta (basta?) ter disposição, coragem e determinação. O EXÍLIO é uma satisfação, como disse Darcy Ribeiro: “Nunca me diverti tanto como no exílio, visitei países que jamais conheceria, não gastei um tostão”.
PS2- Mas como respeitar e deixar de combater Dona Dilma, Serra ou Ciro, se chegarem ao Planalto? Aí, estarão LEGITIMADOS por essa representatividade falsa, mas que será necessário renovar, revolucionar ou renovolucionar. Sei que irei combatê-los, haja o que houver. Mas nesse HAJA O QUE HOUVER, como ultrapassar o tempo?
PS3- Ia contar outras OPORTUINIDADES de MEDO quase PÂNICO, são tantas, fica para outra vez. De preferência sem nenhum dos três no Poder.
Helio Fernandes
Donos de bares recebem orientação em São Luís
Orientar os proprietários de estabelecimentos comerciais a proceder diante de atitudes que incitem crimes devido à aglomeração de pessoas. Este é o principal objetivo da segunda etapa do Programa Festa Legal, lançado oficialmente na tarde do dia 14, no Auditório Leofredo Ramos, localizado na Secretaria de Segurança Pública, no Outeiro da Cruz.
Por meio de palestras, o programa que passa por quatro etapas, irá orientar os donos de casas de eventos sobre assuntos relacionados à venda de bebida alcoólica a menor de 18 anos, comercialização de narcóticos, exploração sexual, ao porte ilegal de armas, poluição sonora e vários outros crimes comuns que ocorrem nos estabelecimentos.
Autora e gestora do programa, a delegada de Costumes e Diversões Públicas, Ana Teresa Duailibe, disse que a idéia surgiu da grande quantidade de reclamações da população acerca do abuso de sons nos bares e do desrespeito as leis muito comuns em algumas casas de eventos.
A delegada conta que após a realização do ciclo de palestras haverá a blitz educativa preventiva, com a distribuição de material educativo aos donos dos bares e após será dado um prazo de 30 dias para que haja adequação as normas.
“Caso não tenha essa regularização junto aos órgãos competentes, o responsável pelo local terá sua licença suspensa, temporária ou definitivamente, e o local poderá ser fechado”.
Sob as medidas, José de Ribamar Assunção, responsável pela tradicional casa de samba Fundo de Quintal, achou interessante a iniciativa como forma de prevenção à violência. “É uma boa porque vai oferecer segurança para os clientes e para a casa de evento”, disse.
Na ocasião, o Secretario de Segurança Pública do Estado, Raimundo Cutrim, destacou que esta, assim como outras medidas visa contribuir para que os altos índices de criminalidade diminuam no Estado proporcionando a população maior qualidade de vida. Cutrim, falou ainda da grave situação em que encontrou a segurança pública quando assumiu o cargo, principalmente, em São Luís e Imperatriz.
“Depois que assumimos tomamos medidas urgentes para contornar a situação alarmante em que se encontrava o Maranhão. Entre elas a solicitação imediata junto à governadora Roseana Sarney para a compra de novas viaturas e equipamentos que deverão estão chegando à semana que vem. E a reestruturação da ronda comunitária, através do policiamento ostensivo nas comunidades”.
O Programa da polícia civil que inicialmente atua na Raposa, Paço do Lumiar, Cidade Operária e Maiobão, posteriormente, será estendido para todos os bairros em São Luís, tendo ainda, a promessa de ser levado para todo o Maranhão.
As atividades contam com a parceria da Polícia Civil (PM), Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) e Vigilância Sanitária.
(Kely Lima/ O Imparcial )
Propaganda do governo Roseana é 'uma imoralidade'
De olhos bem abertos...
Conta a lenda que o rei Frederico II, da Prússia, ordenou a demolição de um moinho que atrapalhava a visão de seu palácio. O moleiro, no entanto, rebelou-se contra a ordem do soberano. O rei dirigiu-se ao moleiro com ameaças: você não entendeu, eu mandei derrubar seu moinho, e como rei posso confiscar suas terras! Ao que respondeu o moleiro: Vossa Alteza é que não entendeu: ainda há juízes em Berlim!
Lembrei disso ao tomar conhecimento de que dois promotores do Ministério Público Estadual entraram com ação civil pública contra a flagrante imoralidade da publicidade do governo estadual. Ainda há Justiça no Maranhão! Essa é a boa notícia.
Temos que louvar a medida pelo que representa de saneamento dos nossos costumes políticos. É intolerável que um estado pobre como o nosso ainda gaste milhões de reais para fazer promoção pessoal de seus governantes. No caso do governo imposto de Roseana Sarney, além de ilegal é imoral, uma vez que ela paga como governadora e corre para o outro lado do balcão para receber como sócia do Sistema Mirante. Donde se conclui que, quanto mais engana, mais ganha!
Os promotores de defesa do patrimônio público e da probidade administrativa botaram o dedo na ferida ao apontar a evidente má-fé da ficção governamental quando apontam que não se trata de políticas públicas no Maranhão, mas apenas de promoção pessoal. Impressiona ainda a falta de pudor da governadora imposta pelo TSE de anunciar como suas ações e obras de outras administrações ou mesmo de grupos privados.
Não há novidade nisso. Foi assim nos seus governos anteriores, com igual desassombro e coerente com a fantasia que alimenta de ser uma benfeitora dos necessitados, uma provedora de benesses que só não se comparam com as que destinam para os seus apadrinhados.
Como uma marca de fantasia do grupo Sarney, a governadora reproduz agora o seu modelo de governo publicitário por meio da desgastada fórmula de dar Vivas para todo e qualquer empreendimento. Não há políticas, não há construção coletiva, não há participação social. A administração tornou-se uma permanente exaltação festiva, uma indústria da empulhação para inebriar as pessoas. É o Viva isso, o Viva aquilo e quantos mais forem necessários para fazer valer um governo que deveria instituir o Viva TSE, como emblema de sua ilegitimidade.
Onde está o caráter educativo ou a função de orientação social que devem caracterizar a publicidade dos órgãos públicos, como preconiza o artigo 37 da nossa Constituição? Não é à toa que a impessoalidade, juntamente com a legalidade, a moralidade e a eficiência formam o quarteto que fundamenta o princípio geral da administração pública.
Viva o Ministério Público Estadual que cumpre assim a sua mais nobre finalidade, de zelar pela defesa da ordem jurídica e dos interesses da sociedade. Com certeza, além de promotores, haverá também juízes em São Luís para fazer valer nossa Carta Magna. E que não se enganem os que tentam driblar a lei: a Justiça também está de olho. Vivo.
( Roberto Rocha- Deputado Federal )
Honoráveis Bandidos: Marcelo Tavares vê intolerância
Agência Assembleia
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), afirmou que o grupo político contrário ao seu e que presta apoio ao governo do Estado, é intolerante no que se refere a ideias divergentes. Segundo o parlamentar, esse comportamento é ultrapassado e antidemocrático.
A afirmação de Tavares surgiu em aparte ao discurso do também deputado Edivaldo Holanda (PTC). Na oportunidade, Holanda pedia a aprovação de requerimento para que a Casa constituísse moção de desagravo ao Sindicato dos Bancários devido ao episódio ocorrido durante o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos”, em que um grupo invadiu o recinto e entrou em confronto com várias pessoas.
Vários deputados alinhados ao governo disseram ser contrários à moção muito embora Edivaldo Holanda tenha por reiteradas vezes dito que o documento seria de apoio ao Sindicato dos Bancários, pelos prejuízos ocorridos e não contra o grupo de apoio ao governo do Estado.
Neste momento Tavares manifestou-se. “O que me entristece é o que está acontecendo após esse episódio do lançamento do livro e, independente do que é tratado naquele livro, para todos nós do Maranhão, eu acho que existe uma única palavra que traduz com perfeição ao que nós estamos assistindo hoje, deputado Edivaldo, e essa palavra é intolerância. É o desrespeito ao contraditório, é o desrespeito à democracia”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa.
“O presidente Sarney comanda um grupo com mão de ferro, e os seus seguidores aqui do Maranhão, ou parte deles, não aceita as opiniões divergentes. E isso é intolerância. Todos nós, e todos eles, só temos mandatos porque nós vivemos regimes de tolerância, um regime democrático, um regime onde as forças, as vontades e as opiniões divergentes têm livre trânsito, têm a capacidade de percorrer todos os cantos do país”, acrescentou.
Marcelo Tavares reforçou a crítica a esse tipo de comportamento, principalmente no Legislativo estadual. “O que nós vemos nada mais é do que intolerância. Acho que isso realmente tem que entristecer esta Casa, o povo maranhense e todos nós, porque viver no ambiente democrático, onde as opiniões têm que ser censuradas é uma falácia. Então, não há uma democracia sem parlamento livre, e existe democracia sem opiniões livres? Eu acho que não. Então, as palavras são bonitas e têm que ser seguidas pela prática”, finalizou.
Vamos no caminho certo
As acusações de que o governo Lula seria autoritário soam como piada. Como pode ser autoritário um governo garantido por 52,8 milhões de votos em 2002 e corroborado por 58,2 milhões de eleitores no segundo mandato?
O presidente representa um novo conjunto de forças políticas e sociais e isso incomoda. Mas uma coisa é certa: não é autoritário um governo que deu protagonismo a classes antes alijadas das melhorias sociais e econômicas do País.
A eleição de Lula e a ascensão do PT trouxeram uma nova agenda política e econômica. Ao combater a fome e a pobreza, o presidente arrebanhou apoios e se tornou popular sem ser populista. É leviano comparar o Brasil atual com a Argentina peronista.
Quem acusa hoje esquece de um passado bem próximo em que presenciamos atos de caráter autoritário, como intervenção nos sindicatos de petroleiros, o Exército nas refinarias e a escandalosa mudança na lei eleitoral que permitiu a reeleição. Ainda assim, a democracia garantiu a continuidade, quebrada apenas pela insatisfação do povo, que resolveu experimentar outra via. E gostou dela.
O que se observa agora é o medo de que os benefícios trazidos pelo governo Lula para o brasileiro impeçam um revezamento no poder. Mas, se essa alternância for impedida de maneira democrática, o que há para se questionar? Há menos de um ano da eleição, temos uma oposição sem esperança de vencer e, por isso, devaneia.
O que chamam de autoritarismo é resultado de um bom trabalho. Ao fazer valer um projeto que tirou da linha de pobreza milhares de brasileiros, o presidente Lula não se tornou autoritário.
( Marcelo Sereno-Economista )
Por que a Globo News desenterra dados da campanha de Collor,
A Organização Globo tem sempre mil razões. No sábado apresentou entrevista com o ex-deputado Cleto Falcão, que participou dessa campanha, hoje é inimigo do ex-presidente.
Desperdício jornalístico, 27 minutos inúteis. (Inúteis? Para a Organização Globo nunca se sabe). Apenas algumas afirmações, sem “corroboração”, que palavra, mas é essa.
1987- Cleto diz que estava em Roma com Fernando Collor, foram procurados por Jânio Quadros, jantaram num restaurante. Motivo: “Jânio queria ser candidato a presidente em 1989, pedia que Collor desistisse”. Dúvida: Jânio foi presidente com 43 anos, renunciou com quase 44. E 28 anos depois deseja voltar à presidência com quase 72 anos?
1988- O ex-deputado revelou (?) que o presidente José Sarney, chamou o empresário Antonio Ermírio de Moraes e convidou-o para se candidatar a presidente. Resposta de Ermírio: “Não posso, tenho compromisso com Fernando Collor”. Ha! Ha! Ha!
Ora, Ermírio não queria outra coisa, tinha atração pelo Poder. Em 1986, foi derrotado para o governo de São Paulo, já concorrera outra vez mas desistiu. Se Sarney chamasse, Ermírio sairia do Planalto já candidato.
Uma afirmação que pode até ser verdadeira, mas com ressalvas. O mesmo Ermírio de Moraes chamou Collor ao escritório, “quero fazer uma doação para a campanha”. Nada surpreendente, mas vejam o que Cleto falou, textualmente: “Ermírio assinou UM CHEQUE DE TRÊS MILHÕES DE DÓLARES, DEU A FERNANDO COLLOR, QUE ME PASSOU (eu estava no meio), DEI UMA OLHADA, VI DE QUANTO ERA, ENTREGUEI AO PAULO CÉSAR”. Impressionante.
Nenhuma dúvida sobre a doação ou o valor. Mas com tanta gente presente? Geralmente DOADOR manda para o candidato através de uma pessoa de confiança, mas pessoalmente e em grupo?
Textual, que não chega a ser surpreendente ou revelador: “Renan Calheiros foi o principal motivador para que Pedro Collor fizesse as declarações que iniciaram o processo de derrubada do presidente”. (Seu irmão).
Diz que outros empresários também fizeram doações generosas para a campanha, “sobraram 25 ou 35 milhões de dólares, que ficaram com o Paulo César”. O repórter da Globo aproveita: “E por que a namorada dele depois de matá-lo, se suicidou?”. Falcão acrescentou alguma coisa boba ao que já se sabia: “Por que a namorada do Paulo César iria matar a galinha dos ovos de ouro?”. (Textual).
Continuando: “Por causa de suas ligações, o conhecimento e o controle de todas as operações financeiras, PAULO CÉSAR SE TORNARA UMA PESSOA MUITO INCOVINIENTE”. E conclui: “A verdade só aparecerá dentro de 20 ou 30 anos”. Que o Paulo César se transformara para muita gente, no “inimigo público número 1”, rigorosamente verdadeiro. Mas por que a verdade só aparecerá em 20 ou 30 anos? Quem guarda esse segredo?
Cleto deixa entrever (ou confessa mesmo) que, tendo participado de tudo na campanha, foi MARGINALIZADO na formação do governo. Líder de Collor na Câmara não conseguia ser recebido (pessoalmente) ou atendido (telefonicamente) pelo presidente.
Confissão de Cleto: “Um dia, depois de muitas tentativas, consegui falar com o presidente Collor ao telefone e pedi para ele me defender, estava apanhando muito na imprensa”. Segundo ele, Collor não deu importância, não fez nada em defesa dele, o que o deixou furioso.
Pergunta: “Por que o senhor VOTOU A FAVOR DO IMPEACHMENT DE COLLOR?”. E a resposta mais engraçada da entrevista: “Votei a favor do impeachment em RESPEITO À MINHA CONSCIÊNCIA”. Ha! Ha! Ha!
(Aí passam uma cena da Câmara da época, o presidente Ibsen Pinheiro perguntando, “deputado Cleto Falcão, como vota?”. Continuam filmando, Cleto responde, “VOTO A FAVOR DO IMPEACHMENT”. A câmera “passeia” pelo plenário, muitos deputados às gargalhadas. É o momento mais jornalístico desses 27 minutos).
Cleto resolve se explicar em relação a esse voto: “Eu já havia decidido votar pelo impeachment de Collor, o presidente me telefonou DEZENAS E DEZENAS DE VEZES, não atendi nenhuma”. (Se verdadeira a afirmação, era represália dos telefonemas que dera para Collor presidente, e não atendidos).
O ex-deputado resolve insistir na questão, completa: “Já era público que eu votaria a FAVOR DO IMPEACHMENT, o presidente sabia, mandou vários amigos conversarem comigo para modificar minha decisão”.
(Como a votação foi um massacre 1 voto a mais ou a menos, não teria adiantado. Por causa disso, por que tentar violar a CONSCIÊNCIA do ex-grande amigo, segundo os detalhes que conta dos mais diversos episódios?)
Até mesmo o quase desconhecido desastre (em Paris) com uma Mercedes, na qual iam Collor e ele Falcão. Depoimento: “Resolvemos que o presidente deveria ir para o hotel, eu ficaria no local com a Mercedes, à espera da polícia. Mas o motorista que nos servia, alertou que se ficássemos, a polícia chegaria até Collor, a exploração eleitoral seria terrível, fomos embora”.
1989- Conta detalhes sórdidos, já da campanha eleitoral, quando descobriram que Lula tinha uma filha fora do casamento. Textual: “Collor estava perdendo os debates, resolvemos explorar o caso, todos concordaram, incluindo eu, mas o mais entusiasmado com a exploração era o próprio Collor”. Mais tarde ficamos em pânico quando descobriram que o próprio Collor tinha um filho fora do casamento. O pessoal do PT soube, não houve competência para descobrir o filho de Collor “FORA DO CASAMENTO”.
Pergunta e resposta final: “Depois do impeachment, até hoje, nunca mais falei com Collor”.
Collor-Renan Calheiros,
relacionamento, ontem e hoje
O repórter pergunta se o entendimento entre os dois senadores se modificara, Cleto respondeu: “Se dizem amigos, mas um não confia no outro, querem se vingar”. Pergunta: “E o seu relacionamento com Renan e Collor?”. Resposta, quase às gargalhadas: “Sou amigo dos dois, gosto deles, mas não confio em nenhum dos dois”. A câmera avança, os 27 minutos se esgotaram, nenhuma explicação.
Helio Fernandes
Estudante inglesa leiloa beijo na internet
A estudante Amanda DeZilva, de cerca de 30 anos de idade, está leiloando pela internet seu primeiro beijo depois de um ano sem beijar ninguém como parte de um projeto de arte na Grã-Bretanha.
A ideia dela é doar 25% do dinheiro que receber para uma organização de caridade e usar o resto para pagar as dívidas acumuladas durante seu mestrado em Belas Artes na Universidade de Chichester, no sul da Inglaterra.
Com o projeto, intitulado digital-kiss, a estudante pretende demonstrar os muitos significados de um beijo, verificar de que beijos ela mais sente falta (de familiares, de amigos ou íntimos) e verificar o significado do beijo como commodity.
"A ideia é demonstrar que tudo, inclusive um beijo, pode ser comprado", disse a estudante.
Até agora, o leilão - que está sendo feito por meio do site www.digital-kiss.com e será encerrado no próximo dia 14 de dezembro - já recebeu 12 lances. O mais alto é de 500 libras (cerca de R$ 1,4 mil).
"Eu não tenho a menor ideia de quanto vou arrecadar com o leilão. Se o digital-kiss for visto em seu contexto de obra de arte conceitual, qualquer um que seja um colecionador de arte vai entender a importância desta peça e fazer um lance de acordo com seu valor", disse Amanda DeZilva.
"Eu espero receber uma boa oferta, já que 25% do valor vai para a organização de caridade SmileTrain e eu gostaria de devolver o maior número de sorrisos possíveis."
Obra
A artista descreve o beijo como sua "coisa mais favorita, (beijos) lentos, beijos sensuais que derretem meu ser. Tenho sentido muita, muita falta. Eu inicialmente me sinto atraída por olhos, mas no mesmo instante desejo a sensação, em minha boca, (da boca) daquela pessoa, para selar o sentimento, para capturar o que me excita".
A intenção é que a entrega do beijo se torne um trabalho de arte visual (um curta digital ou uma fotografia). Ela vai ficar com uma cópia e o vencedor, com a outra.
Para Amanda DeZilva, a obra vai perpetuar a intimidade do beijo, mesmo que ele tenha sido comprado.
Os interessados em comprar o beijo têm que ter pelo menos 16 anos de idade, e a artista retém os direitos exclusivos sobre a obra. Tanto a artista como o vencedor terão que passar por um exame de sangue antes do beijo e o vencedor terá que reclamar o prêmio até 7 dias depois de anunciado.
A artista promete a entrega a domicílio e o pagamento é adiantado. "As condições foram impostas para manter a integridade do projeto. Só espero arrecadar o suficiente para pagar a passagem para onde quer que o vencedor more!", disse a estudante. (BBC Brasil)
Bandidos e... sem honra
O senhor Roberto Costa mostrou, ontem, a natureza fascista da convivência política que aprendeu com os líderes do sarneisismo no Maranhão ao patrocinar o ataque aos presentes ao lançamento em São Luís do livro ‘Honoráveis Bandidos’, do escritor Palmério Dória.
Ao financiar baderneiros – porque mercenários não agem gratuitamente - para agirem em nome da União Municipal de Estudantes e da Federação da Juventude Maranhense, o pessoal de Sarney desnudou completamente a face nazista que sempre orientou suas ações.
Estamos de volta á lógica dos coronéis que no Maranhão impunham suas vontades à força, do “quero, posso e mando”, atacando inocentes e proibindo todas as manifestações possíveis do pensamento, mesmo e principalmente as que denunciam atos de corrupção.
A bem da verdade, o sarneisismo está acuado e não apenas no Maranhão, mas no Brasil inteiro onde o repúdio, o nojo por suas ações anti-democráticas, incluindo a censura a jornais do país, a formação de quadrilha, a lavagem de dinheiro e o nepotismo exacerbado evidenciam os últimos dias desse regime que há quatro décadas infelicita o Maranhão.
Era de se esperar. Sarney é violento e continua tão violento quanto o foi ao arrancar a perna de Manoel da Conceição, ao permitir que seus asseclas invadissem e empastelassem máquinas do Jornal Pequeno.
O secretário de Estado, Roberto Costa, ligado ao vice-governador João Alberto de Sousa, além de comandar, na covardia da surdina, a baderna e a violência contra pessoas que apenas participavam de um acontecimento literário em São Luís, inclusive com a presença de lideranças políticas importantes do Maranhão, deixa suas marcas como que para comprovar a imensidade de sua valentia.
O livro lançado, que se chama “Honoráveis Bandidos”, teria, a partir desse insólito episódio, razões até para se intitular “Bandidos e... sem honra”. Quem, por razões políticas de puxa-saquismo, ataca impunemente pessoas inocentes, calculando os riscos de uma briga generalizada, riscos inclusive de mortos e feridos, não pode ter honra nenhuma.
O Maranhão, com a família Sarney mais uma vez no poder, chega, enfim, a seu último estágio de decadência moral e política. Além de corruptos, violentos, numa terra em que todo mundo luta contra a violência.
É preciso que a Secretaria de Segurança ou, senão, a Polícia Federal, apure os fatos. O senhor Roberto Costa vai ter que explicar porque uma pessoa de sua ligação comandava os baderneiros. E Sarney tem que explicar por que não se conforma apenas em censurar a imprensa.
( Editorial do Jornal Pequeno )
Sarney faz terrorismo para tentar intimidar adversários no
O deputado federal Domingos Dutra (PT) denunciou nesta quinta-feira (5) , na tribuna da Câmara dos Deputados, que o senador José Sarney (PMDB-AP), além de promover censura contra o jornal O Estado de S. Paulo e de tentar fechar o Jornal Pequeno no Maranhão, fez tudo para tumultuar, coagir e tenta impedir o lançamento em São Luís do livro “Honoráveis Bandidos: Um retrato do Brasil na era Sarney”, do jornalista Palmério Dória.
A publicação, com milhares de exemplares vendidos no Brasil, narra os escândalos envolvendo o clã de José Sarney, atual presidente do Senado. O lançamento do livro foi realizado em São Luís na sede do Sindicato dos Bancários, pois nenhuma livraria da cidade aceitou nem abrigar o evento, nem o livro, com medo de represálias por parte da família Sarney, o que de fato aconteceu. O livro está na lista dos mais procurados no país.
Ao fazer seu pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra afirmou que o presidente do Senado enviou uma tropa de choque de cerca de 40 pessoas para invadir o Sindicato dos Bancários e tentar impedir o evento, munidos de pedras e ovos.
De acordo com o deputado, o público presente ao lançamento do livro era constituído de ex-governadores, como Jackson Lago e José Reinaldo Tavares; advogados e jornalistas, que não se intimidaram e expulsaram os “terroristas” a mando de José Sarney. “O clã Sarney envergonha o Congresso ao tentar impedir o lançamento de um livro. Foi um ato de terrorismo.” afirmou o deputado Dutra.
Ele disse ainda que foi pedida abertura de inquérito no Plantão Central da Polícia Civil de São Luís, pois várias pessoas ficaram feridas. Disse também que encontraram a bolsa da estudante Ana Paula Ferreira Ribeiro, que é a prova do crime.
Em seu discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Dutra aconselhou todos os brasileiros a comprar e ler a obra. “É um livro imperdível para compreendermos os crimes praticados pelos coronéis e pelas oligarquias, e entender porque o Maranhão, apesar de ser um estado rico, ostenta o título de um dos estados mais pobres do Brasil”, afirmou.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas por José Sarney, que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes. Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.
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Leia abaixo na íntegra o discurso do deputado Domingos Dutra:
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“Senhor Presidente, senhores deputados, os jornalistas Palmério Dório e Mylton Severiano lançaram esse livro, denominado “Honoráveis Bandidos”. É um livro que retrata um pouco das estripulias do senador José Sarney ao longo de seus 55 anos de atividade política. Este livro está exposto em todas as capitais do Brasil, com exceção de São Luís.
Em São Luís do Maranhão, nenhuma livraria aceitou vender este livro com medo de represálias. Foi constituído um grupo para o lançamento deste livro. A empresa que foi contratada para divulgar por outdoor devolveu o dinheiro em 24 horas com medo de represálias. Os organizadores andaram em toda a capital atrás de um local para fazer o lançamento. O único local cedido foi a sede do Sindicato dos Bancários.
O Sindicato dos Bancários é uma entidade sindical antiga, fica no centro da Cidade, na Rua do Sol onde, no auditório, se reúnem todos os movimentos sociais que o solicitam. E ontem, um auditório com mais de 300 pessoas, com o ex-governador Jackson Lago, com o ex-governador José Reinaldo, eu estava presente, vários jornalistas, advogados. Pois não é que o senador José Sarney mandou uma tropa de choque de 40 pessoas para invadir o local e evitar o lançamento deste livro? Foi um ato de terrorismo praticado pelo senador Sarney. Isso é uma vergonha! Essa turma foi paga para tumultuar o lançamento de um livro, invadiu o local com pedras, com ovos, e por prudência dos que estavam ali quase que havia um acidente fatal.
Depois do impacto inicial, o público reagiu e expulsou esses terroristas a mando do presidente do Senado. É uma vergonha! O senador Sarney, que censura o Estadão, que tenta fechar o Jornal Pequeno do Maranhão, faz tudo para tumultuar, coagir e tenta impedir o lançamento de um livro.
O senador José Sarney nasceu, cresceu, envelheceu na ditadura e não se acostumou até agora com o fato de que o Brasil vive uma democracia. Ele ajudou a cassar o senador João Capiberibe, ajudou a cassar a deputada Janete Capiberibe, ajudou a cassar Jackson Lago, cassou o melhor juiz do Maranhão: Jorge Moreno, que recebeu prêmio no Brasil inteiro. Acabou de cassar o prefeito do PT de Barreirinhas, a prefeitura mais importante, e ontem tentou impedir o lançamento de um livro num ato democrático publicado numa entidade sindical.
Eu quero aqui denunciar como ato de terrorismo a atitude do presidente do Senado que envergonha o Congresso Nacional ao tentar impedir o lançamento de um livro que fala um pouco das suas estripulias.
"Menti porque era igual a todos os políticos", diz Arruda
Fábio Góis
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), disse neste domingo (1º) ao jornalista Kennedy Alencar, em entrevista ao programa "É notícia", da Rede TV!, que mentiu no episódio da violação do painel eletrônico de votação do Senado porque era igual a todos os políticos brasileiros, e que estava contaminado pelo “vírus” que ataca a classe. A calúnia a que o governador se refere o levou a renunciar ao cargo, depois de discurso na tribuna do plenário em que negara com veemência ter participado da violação.
“O me levou a mentir foi ser igual a todos os políticos brasileiros”, disse Arruda, que chegou a chorar em seu discurso no plenário. “Eu estava ali inoculado por este vírus que ataca, principalmente, um sujeito como eu, na época jovem, que tinha chegado com 40 anos ao Congresso.”
Para Arruda, que era líder do governo na época do episódio, a arrogância foi outro fator que o levou a mentir em plenário. “Não só minha, mas de todos os que participaram”, disse, acrescentando “talvez” saber quais outros parlamentares viram a lista de votações que resultou na cassação do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF).
Instado pelo jornalista a revelar nomes, Arruda se esquivou. “O erro que eu cometi não vai diminuir se eu incluir nele alguns outros que erraram”, tergiversou Arruda, pré-candidato do DEM à reeleição ao governo do DF. “Graças a Deus, eu me recuperei no momento em que falei: ‘Gente, eu errei, eu não quero ser igual aos outros políticos que erram e ficam mentindo. Então vou falar a verdade logo, eu vi mesmo a lista’. Os outros que viram terão o resto da vida para confessar ou não'.”
Memória
O escândalo do painel eletrônico aconteceu no ano 2000, quando da sessão de votação que cassou o mandato de Luiz Estevão, em junho daquele ano. Tinha como pano de fundo uma disputa política entre senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antônio Carlos Magalhães (DEM-DF), então presidente do Senado. A violação da votação sigilosa levou à renúncia de ACM, Arruda e Jader. Em março de 2000, depois de um bate-boca entre Jader e ACM, o Conselho de Ética aprovou um voto de censura contra os dois.
“Fui levado na rede por uma briga que não era minha”, relembra Arruda, admitindo ter pagado “um preço muito alto” pela participação no caso.
Quase um ano depois, Jader se elegeu presidente do Senado. ACM transformou-se, então, em um franco-atirador e fez uma série de denúncias contra o rival, chegando a romper com o governo Fernando Henrique Cardoso. Em meio às denúncias, o baiano confessou ter quebrado o sigilo do painel eletrônico na sessão acima mencionada. Na época da votação, ACM presidia a Casa.
Em depoimento à comissão de inquérito aberta para investigar o caso, a ex-diretora do Prodasen (Secretaria Especial de Informática do Senado), Regina Borges, confirmou que o painel fora violado a pedido de ACM e do então líder do governo, José Roberto Arruda.
No início de 2001, Jader, envolvido em denúncias de corrupção, e ACM e Arruda, em vias de terem processo de cassação aberto pelo Conselho de Ética, renunciaram aos respectivos mandatos. Nas eleições de 2002, Jader e Arruda foram eleitos deputados federais, enquanto ACM, morto em 2007, retornou ao Senado. Jader Barbalho se reelegeu deputado.
Lobão sacia PMDB com troca no Real Grandeza
Líder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse AlvesLíder do partido afirma que bancada está satisfeita e, agora, não vai mais pedir cargos neste mandato de Lula
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA. Satisfeitos por conquistar a última jóia da coroa, o controle do bilionário fundo Real Grandeza, que movimenta patrimônio superior a R$ 6 bilhões, integrantes da cúpula do PMDB juram que essa foi a última reivindicação do partido neste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No inicio do ano, diante da forte reação dos beneficiários e dirigentes do fundo de pensão de Furnas, o presidente Lula conseguiu contornar a agressiva pressão feita pelo grupo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Foi apenas uma questão de tempo e oportunidade.
A única pendência da fatura apresentada pelo PMDB era o Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. Foram confirmadas ontem as nomeações de Aristides Leite França, para presidente, e de Eduardo Henrique Garcia, para diretor de Investimentos.
Eles substituem Sérgio Wilson Fontes, atual presidente, e Ricardo Nogueira.
A troca ocorre uma semana após o partido selar um préacordo com o PT para apoiar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
No comando de seis ministérios, o PMDB administra um orçamento de R$ 145,1 bilhões, sem contar cargos de segundo e terceiro escalões nas estatais.
Para petista, troca é inaceitável
Parlamentares da bancada do PT do Rio, os maiores opositores da proposta de dar ao PMDB o controle do fundo, disseram considerar a negociação inaceitável.
— Não estão respeitando mais nenhum limite de governabilidade ou alianças. É inaceitável que isso tenha ocorrido em troca de um apoio político ao governo ou à candidatura da ministra Dilma — protestou Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Avaliação de peemedebistas é que o partido está satisfeito com o loteamento feito no governo e que esse último impasse já poderia estar resolvido se, em fevereiro deste ano, o presidente Lula tivesse dado sinal verde à substituição de Sérgio Wilson Fontes e de Ricardo Nogueira.
Para Henrique Alves, o partido não deve mais cobrar novos espaços para negociar apoio a Dilma Rousseff: — O PMDB está satisfeito com o que tem. Temos o espaço que o partido merece. Não vamos mais ficar pedindo cargos.
O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), constatou: — O PMDB tem tudo no governo.
Cunha chegou a propor CPI para fundos de pensão
A bancada do PMDB do Rio tentava mudar o comando do Real Grandeza desde 2007, já que havia uma disputa com o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde. A queda-de-braço foi mantida com o sucessor de Conde, Carlos Nadalutti Filho, também indicado pelo PMDB.
Em fevereiro deste ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a confirmar a substituição da diretoria, mas voltou atrás depois que o presidente Lula vetou a mudança.
Na ocasião, Eduardo Cunha, contrariado, chegou a propor uma CPI para investigar os fundos de pensão, o que foi avaliado como chantagem no Planalto.
Ao GLOBO, Lobão chegou a classificar de “bandidagem” a pressão da diretoria do Real Grandeza para permanecer no comando do fundo. De lá para cá, Lobão decidiu esperar e, só agora, recebeu sinal verde para a troca.
— O ministro Lobão conseguiu tirar o atual comando do Real Grandeza. Os diretores que saem queriam permanecer. Mas não podiam continuar, até porque estavam em atrito com Furnas.
Lobão articulou com os sindicatos.
Por isso, foi uma substituição sem problemas. A mudança conseguiu agradar a gregos e troianos. Foi uma indicação do Lobão — disse Alves
Câmara aprova Dia Nacional da Cachaça
Por unanimidade e sem ter recebido contestações em emendas, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou nesta quinta-feira (29) um projeto de lei (PL 5428/09) que estabelece 13 de setembro como o Dia Nacional da Cachaça. Como determina o regimento interno da Casa, a matéria ainda deve ser votada em plenário e, caso seja aprovada, segue para a apreciação dos senadores.
O autor da proposição (leia a íntegra), o deputado ruralista Valdir Colatto (PMDB-SC), argumenta que a cachaça é um “símbolo nacional”, e que já há um movimento internacional para reconhecê-la como bebida tipicamente brasileira. Segundo o parlamentar catarinense, a cachaça brasileira tem conquistado mercados de países como Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália, em todos os continentes.
"O trabalho de valorização da bebida no exterior ganhou força em 1997, com o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça, que reuniu produtores que queriam mudar a imagem da cachaça no Brasil e divulgá-la no exterior. Em 2001, um decreto assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso definiu: 'O uso das expressões 'cachaça', 'Brasil' e 'cachaça do Brasil' é restrito aos produtores estabelecidos no País.' O objetivo da medida foi preservar o produto nacional para ampliar as exportações. Hoje o Instituto Brasileiro da Cachaça luta pelo reconhecimento da cachaça como produto típico e exclusivo do Brasil no mercado internacional", diz Colatto no texto do PL.
Em seu parecer favorável, o deputado-relator, Reginaldo Lopes (PT-MG), alega o “mérito cultural” do projeto para recomendar sua aprovação. “Abrideira, aguardente, cana, caninha, água benta, bagaceira, água que passarinho não bebe, birita, engasga-gato, goró, malvada, pinga, purinha são denominações pelas quais a cachaça é conhecida pelo Brasil afora, o que bem atesta que essa bebida já foi incorporada ao universo cotidiano de milhares de brasileiros”, justifica Reginaldo.
A data tem razões históricas: em 13 de setembro de 1661, uma revolta popular contra a colônia portuguesa levou à legalização da cachaça, cuja comercialização era proibida até então. O episódio ficou sugestivamente conhecido como a "Revolta da Cachaça", com direito à participação dos produtores de cana-de-açúcar do Rio de Janeiro - um dos grupos mais interessados na liberação da "água que passarinho não bebe", além dos próprios apreciadores.
"O Dia 13 de setembro perpetuará a importância de um dos símbolos mais representativos da identidade do povo brasileiro", conclui Colatto.
Famílias recorrem a um lixão pela sobrevivência
SÃO LUÍS - A falta de limpeza pública tem sido responsável pelo surgimento de vários lixões na capital maranhense. Uma situação deprimente foi relatada, nesta manhã, 30, pelo repórter Domingos Ribeiro, da rádio Mirante AM, na avenida dos Portugueses, nas proximidades do bairro Fumacê, na área Itaqui-Bacanga.
Famílias recorrem ao lixão para sobreviver da falta de políticas públicas concretas e consistentes, em bairro carentes de São Luís.
O repórter Domingos Ribeiro constatou a presença sete crianças, entre homens e mulheres, catando ferro e alumínio no local. Segundo um dos catadores, o lixo é depositado pela empresa Taguatur. Ele disse ainda que 1 Kg de ferro velho é vendido ao preço de R$ 0,20.
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